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Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.25 20:23 Vedovati_Pisos Transporte de cavalos – Tudo o que você precisa saber!

Nem todos os cavalos necessitam viajar, mas pelos menos uma vez na vida é provável que seja necessário, seja para ir ao veterinário, uma exposição ou mudar de dono.
Seja qual for o motivo, é preciso tomar todos os cuidados e precauções para garantir que a viajem seja tranquila e confortável para seu amigo equino.
Transportar seu cavalo de um lugar para outro não é uma tarefa simples. Diferente de um gato ou cachorro que cabem confortavelmente dentro do seu carro, o cavalo exige um veículo próprio ou um trailer para ser transportado por longas distâncias.
Em média os cavalos perdem 1 a 2 kg a cada hora de viagem em tempo frio, e estes valores podem agravar em temperaturas maiores.
Os cavalos podem também sofrer de supressão do sistema imunológico, complicações respiratórias causadas pela depuração diminuída de poeira, desidratação, recusa alimentar, pleuropneumonia e cólica.
Também podem ocorrer lesões provenientes de falhas ao treinar e conduzir adequadamente o equino para o veículo – seja um trailer, caminhão ou outro transporte.
Como treinar e conduzir o cavalo para o transporte
É apenas uma questão de investir tempo e vontade para ensinar ao cavalo uma forma que ele possa entender melhor e aceitar esse conceito.
Se colocarmos esse assunto numa perspectiva de tentativa e erro, lembre-se: se o “Plano A” não funcionou, existem outras letras no alfabeto.
As duas coisas mais importantes a lembrar são paciência e não ficar preso em um método ou abordagem. Para reforçar qualquer lição, ela deva ser praticada para que o cavalo compreenda o que se espera dele.
Os cavalos reagem aos estímulos de maneira diferente dos humanos. Um cavalo nunca esquece algo que o assusta.
O melhor que podemos fazer é ajudá-lo a administrar o medo, então é melhor evitar assustá-lo em primeiro lugar do que tentar corrigir o efeito mais tarde.
A primeira experiência de um cavalo com algo deve ser positiva, o que cria confiança para futuros ensinamentos. De longe, a parte mais estressante do transporte para um “novato” é a fazer o cavalo entrar no trailer, por isso, é essencial eliminar o máximo possível todo o stress dessa parte.
Como preparar o cavalo
Ir habituando o cavalo a entrar e sair do atrelado ou vagão, mesmo que não o pretenda transportar, permite que o cavalo ganhe confiança e fique mais tranquilo.
Este método torna-se bastante eficaz se houver uma emergência e não houver tempo para calmamente familiarizar o cavalo com o atrelado/vagão.
Além deste trabalho que incide sobretudo no comportamento do cavalo, deve-se também proteger as partes mais vulneráveis do animal, (as pernas e a nuca).
Existem equipamentos especiais para viagens que protege a parte inferior das pernas do cavalo, mas o animal deve ser previamente habituado a ele no estábulo.
O cavalo pode ser coberto para que se mantenha quente, mas não deve transpirar. É importante que tudo esteja bem seguro, uma vez que o cavalo se pode assustar caso algo caia ou bata nas paredes.
Alimente o cavalo com feno encharcado durante a viagem também para fornecer água adicional e evitar a desidratação e cólicas.
Expectativas realistas
Em um mundo ideal, todo cavalo já teria confiança suficiente em nós para que possamos levá-los para qualquer lugar.
Um equívoco comum é que, se o cavalo entrou no trailer ontem, ele deveria entrar de novo hoje.
Alguns cavalos podem entrar, outros não. Espere pequenos contratempos e ignore-os em vez de castigar o cavalo por ter se comportado mal.
Se a última sessão de transporte foi boa, mas hoje o cavalo tem dúvidas, dar um passo atrás para recomeçar tudo novamente não é uma derrota. É apenas dar ao cavalo outra chance de verificar a confiança que ele tem em você.
A maneira mais eficaz de minimizar esses contratempos é através de uma prática consistente.
Não é diferente de qualquer outro exercício de treinamento, a repetição permite que o cavalo identifique a rotina, determine o que queremos e teste nossa resposta para ver se ele está fazendo o que pedimos.
Pense cuidadosamente nessa última parte. Você estará ao lado de uma das criaturas mais perceptivas do planeta. Tudo o que você faz, tudo o que seu corpo faz, a forma como você respira e para onde você olha está sendo avaliado pelo cavalo.
Entendendo como o cavalo vê as coisas
A percepção da profundidade do cavalo não é tão aguda como a nossa; embora eles geralmente possam discernir os detalhes em distâncias muito maiores do que nós, eles não conseguem determinar exatamente a distância de algo.
É por isso que eles abordam ‘coisas novas’ lentamente e, também, por que precisam parar e olhar para a rampa ou o acesso de um trailer. É também por isso que eles se podem se assustar com algo que esteja ao lado deles ou a um metro de distância, ou amassá-lo contra uma parede enquanto andam.
Eles não são cegos ou bobos – eles simplesmente não enxergam as coisas da maneira que nós enxergamos.
Os cavalos também veem detalhes que muitas vezes nós não percebemos: um carrinho de mão colocado a poucos centímetros de distância de onde estava ontem, um visitante vestindo um chapéu diferente ou um aroma sutil na brisa é o suficiente para colocar muitos cavalos em alerta.
A imagem da visão do cavalo abaixo fornece algumas pistas sobre o que os cavalos podem e não podem ver.
Observe a área grande e cega diretamente atrás do cavalo e a menor, imediatamente em frente ao focinho.
A visão binocular do cavalo (capacidade de ver simultaneamente com os dois olhos) é limitada a um campo estreito diretamente na frente da cabeça.
Manter esses atributos em mente pode a ajudar o cavalo a ver o que vemos, e nos permite prever que situações podem provocar um susto.
Note as regiões monoculares excessivamente grandes de cada lado da cabeça do cavalo.
O cavalo é capaz de coletar sinais audíveis e visuais de ambos os lados simultaneamente.
Esta informação é processada diretamente do olho ou da orelha, o que significa literalmente que o cavalo consegue enxergar os dois lados da cabeça ao mesmo tempo e avaliar esta informação de forma independente. Então, se o seu cavalo se assusta com algo, tente olhar do outro lado, ele pode ter visto algo que você não viu.
Cuidados no transporte
Isso pode parecer básico, mas nunca tente conduzir um cavalo para um reboque que não esteja devidamente engatado em um veículo apropriado.
Ao transportar um cavalo deve ter uma condução segura, evitando acelerar ou frear bruscamente.
Não deve viajar com tempo quente a não ser que seja absolutamente necessário. No verão é mais vantajoso iniciar a viagem com o nascer do sol ou já ao fim da tarde para evitar as horas de mais calor.
É importante que o cavalo se mantenha hidratado. Não faça paradas em que não retire o cavalo do atrelado ou vagão, ou pelo menos evite, uma vez que imobilizado, tanto o atrelado como o vagão têm tendência a sobreaquecer.
Aqui estão alguns passos essenciais para a colocar o cavalo no trailer:
• O cavalo deve, pelo menos, respeitar seu espaço o suficiente para não interferir nele. Se você não consegue controlar o cavalo no chão, então está procurando problemas ao tentar colocá-lo em uma pequena caixa de lata.
• O condutor deve ter a confiança para levar o cavalo para onde ele quiser e poder fazer o animal ficar parado. Se você não tem as qualidades para ser o “chefe”, então encontre alguém que tenha. Qualquer coisa menos do que isso é perigosa para você e para o cavalo.
• Deixe seu relógio no bolso. Subconscientemente, nós transferimos nossas restrições de tempo para o cavalo, o que atrapalha a confiança do animal em você.
• O melhor cenário é estacionar o trailer em uma arena ou um espaço grande, mas cercado. A ideia é mostrar ao cavalo que ele tem um escape se sentir medo – mas o espaço deve ser relativamente restrito no caso de algo sair errado.
• O piso do trailer ou do caminhão deve ser emborrachado para dar mais conforto e segurança ao cavalo durante o transporte. Ele já estará confinando, então tudo o que você puder fazer para amenizar o stress, ajudará muito.
• Paciência, paciência, paciência. Se você não tiver isso, faça o projeto para alguém que seja tolerante o suficiente para fazer o primeiro passo direto.
Existem muitas formas e técnicas de fazer o cavalo entrar no trailer ou caminhão.
Você deve encontrar a que funciona melhor para o seu cavalo. Como dissemos antes, a repetição e prática ajudam a tornar essa tarefa cada vez mais fácil, aumentando a confiança do cavalo em você.
10 dicas para transportar seu cavalo sozinho
Na maioria das vezes, a ajuda de outras pessoas é necessária – seja de toda uma equipe ou de amigos, do cuidador, do veterinário ou do próprio dono (no caso de você estar transportando o cavalo de outra pessoa). Além disso, é preciso checar vários fatores para que o transporte seja feito com segurança, como as condições do veículo até a saúde do cavalo.
Mas e se você precisar transportar o seu cavalo e não tiver ninguém disponível para lhe ajudar nesse momento específico?
A boa notícia é que você mesmo pode fazer tudo, se seguir essas 10 dicas para transportar seu cavalo sozinho.
1 – Mantenha a revisão e manutenção do seu veículo em dia
No dia da viagem, certifique-se de que esteja com o tanque cheio. E dias antes, faça uma revisão geral no veículo – seja no seu caminhão ou no trailer do cavalo. Eixos, pneus, óleo, etc. Ou seja, tudo o que você olharia se fosse fazer uma viajem comum. Leve também equipamentos e peças sobressalentes como cabos, correntes, kit de primeiros socorros, etc.
Importante: É preciso sempre pensar na segurança e no conforto do cavalo durante o percurso. O transporte de cavalos exige uma série de cuidados especiais. É preciso atentar para o tempo em que o equino ficará embarcado, respeitando as limitações do animal. Se em boas condições de viagem, os animais podem suportar cerca de 20 horas de viagem sem paradas, lembrando que, quanto mais tempo embarcado, mais o animal apresentará problemas, como estresse.
Para oferecer mais segurança e conforto no transporte do seu cavalo, opte por pisos emborrachados no seu caminhão, trailer ou reboque. Eles eliminam a serragem, areia e maravalha; são antiderrapantes e seguros; são confortáveis, macios e flexíveis; além de duráveis e resistentes.
Esses cuidados lhe darão a paz necessária para fazer o transporte do seu cavalo com confiança.
2 – Faça um checklist de todos os seus equipamentos
Todos nós temos aquela sensação desagradável de termos esquecido alguma coisa importante enquanto viajamos. Numa viagem com amigos ou com a família, você consegue substituir ou comprar novos itens. Mas quando se trata de viajar com seu cavalo, pode ser mais difícil encontrar algum equipamento ou ferramenta específicos. Por isso, faça uma lista de todos os itens que você deve levar durante o transporte. Tire um tempo para verificar cada item da lista e ter a certeza de que está levando todos eles. Obviamente, leve todas as documentações (sua e do seu cavalo).
3 – Conheça bem a rota da viagem e as alternativas
Em tempos de GPS e Waze, viajar de carro tornou-se uma tarefa mais exata, evitando que você se perca. Porém, é bom não confiar 100% nos seus dispositivos eletrônicos, pois eles não são infalíveis. Procure levar com você um mapa do trajeto e tente estudar bem o caminho e rotas alternativas antes de viajar. Dar uma olhada no local e no percurso pelo Google Street View ajuda a memorizar alguns pontos de referência visuais que o GPS não mostra, o que lhe garantirá mais segurança enquanto estiver dirigindo.
4 – Leve kits de primeiros socorros para você e para seu cavalo
Sabemos que esses dois itens são obrigatórios em qualquer viagem, mas, ao viajar sozinho com seu cavalo eles são ainda mais importantes. Certifique-se de que todos os itens estejam dentro da validade e prontos para o uso caso precise deles. Especialmente importante para seu cavalo: você precisa ser capaz de administrar ou aplicar qualquer item ou medicamento do kit no animal. Por isso, é bom conversar com o veterinário antes de viajar para aprender a usar corretamente todos os itens de forma correta e segura.
5 – Leve um carregador de bateria para seu celular
Ao transportar seu cavalo sozinho, o telefone celular é mais do que uma mera conveniência; ele pode significar a diferença entre uma resposta rápida para uma emergência ou ficar preso com seu cavalo por horas. Antes de iniciar a viagem certifique-se de que a bateria do seu celular totalmente carregada. Lembre-se de que usar o GPS do celular consome a bateria rapidamente, então é bom mantê-lo ligado ao carregador do veículo durante o uso e, também, levar com você uma (ou mais) bateria recarregável, conhecidas como ‘power banks’.
6 – Estabeleça um tempo razoável
Procure ter bastante tempo para se preparar para a viagem. Sem a ajuda de amigos, você descobrirá que muitos dos itens do seu checklist demoram mais para serem completados. Por isso, é importante ter tempo para preparar o veículo e cuidar do cavalo com calma. Nada deve ser feito às pressas. Verifique várias vezes seu checklist para se certificar de que nada tenha passado despercebido.
7 – Tente se antecipar aos problemas
É claro que você não faria uma viajem sozinho com seu cavalo se não tivesse certeza de que é capaz disso. Mas existem outras tarefas que podem precisar da sua atenção na estrada. Você é capaz de trocar o pneu do trailer sem ajuda? Você sabe como aplicar corretamente os jumpers para recarregar uma bateria? Procure se antecipar a eventuais problemas que possam ocorrer no trajeto e tenha certeza de que você é capaz de lidar com cada um deles.
8 – Escolha alguém para manter contato
Compartilhe sua agenda e o trajeto da viagem com uma pessoa de confiança – seja alguém da sua casa, da fazenda ou do haras. Se essa pessoa souber seu horário de partida e a previsão de chegada no destino, ela saberá que algo pode estar errado caso você não responda em intervalos de tempo pré-determinados. Por exemplo, vocês podem combinar de mandar apenas um “alô” pelo celular de hora em hora, dependendo do tempo do percurso, para avisar que tudo está dentro do planejado.
9 – Reduza sua programação
Considerando que você não terá ajuda, tome cuidado para não se estender demais. Se, por exemplo, você estiver indo para uma competição de equitação, tente não participar de muitas modalidades. Se a sua viagem de volta estiver marcada para o mesmo dia, você não pode estar cansado demais para dirigir. Além disso, seu cavalo também estará cansado e a viagem de volta pode ser estressante para ele.
10 – Use essa oportunidade para fazer novos amigos
As oportunidades de socializar em eventos de cavalos são um dos atrativos para os criadores e cavaleiros. Você poderá encontrar outras pessoas que também viajaram sozinhas com seus cavalos e poderão trocar dicas e experiências. Ao oferecer sua ajuda, você fará novos amigos e poderá encontrá-los em eventos futuros.
Transportar seu cavalo sozinho é uma tarefa cansativa e exigirá muita atenção e cuidado – tanto com animal quanto com você mesmo. Porém, essa também é uma atividade que aumentará a sua confiança e estreitará mais os laços entre você e seu cavalo.
Cuidados especiais em viagens longas
É muito importante cuidar com o tempo em que o ficará embarcado, respeitando as limitações do animal.
Geralmente, se em boas condições de viagem, os cavalos podem suportar cerca de 20 horas de viagem sem paradas. Lembrando que, quanto mais tempo embarcado, mais o animal apresentará problemas, como stress.
Deve-se levar o cavalo ao veterinário para um check-up completo. Qualquer doença que o cavalo tenha, tende a agravar-se durante viagens longas.
Quando chegar ao destino, vigie o estado do cavalo e leve-o a um médico veterinário para que os pulmões possam ser observados.
A pleuropneumonia é risco comum em viagens de longa distância, esta infecção pode ser fatal. Além disso, dê algum tempo ao cavalo para que este possa se acostumar com o novo local.
Se a vigem foi longa, o cavalo pode demorar alguns dias para recuperar o peso que perdeu.
Mesmo depois de uma viagem curta, não há nada melhor a um cavalo do que algum tempo no campo.

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2020.08.22 21:23 electricbr4in Você não é mau caráter por não acreditar em nada.

Assisti hoje a esse vídeo do canal "Cortes do Flow [OFICIAL]", onde Richard Rasmussen fala sobre a experiência dele com o chá de Ayahuasca.
Ali pelos 14:14, o Richard diz (com todas as letras) que "o homem mais perigoso é aquele que não acredita em nada (...) não é o cara que eu quero ao meu lado".
Quando ouvi esse cara falando isso, me senti mal de verdade. É como se minha empatia, minha lógica, minha educação e filosofia de vida não valessem absolutamente porra nenhuma. E sim, quando mexem com isso em um indivíduo, é como se você arrancasse a "alma" dele (para o melhor entendimento dos cristãos daqui).
Eu não acredito em nada, porque eu simplesmente não consigo acreditar e não porque "eu não quero" ou porque eu tenho uma "tendência a cometer o mal". Eu não sou um carro desgovernado, que passa por cima das pessoas sem dó nem piedade, eu não passo para trás meus colegas, meus amigos, meus parentes. Eu prezo muito pela minha família, até mais do que muitos cristãos que conheço, que vem vomitar moralismo religioso na cara dos outros feito um bando de hipócritas.
Só salientando que intolerância religiosa é prevista no artigo 20 da lei 7.716. (E sim, o fato do indivíduo "não acreditar em uma religião" também o inclui nesse artigo.) Ou seja, muito provavelmente o que esse canalha do Richard fez em alguns minutos de vídeo pode sim ser considerado um crime.
Mas houve comoção na internet para repreender esse cara ou sequer um processo criminal contra ele? Não. Ser agnóstico ou ateu nesse país é isso, é ser humilhado nas surdinas, é ser dado pouca importância ou absolutamente nenhuma. Nenhum grupo de lacradores ou mitadores escreve textão ou arranja briga na internet por nossa causa. Não bastando isso, quando falamos alguma coisa, somos vistos como os "arrogantes", os adolescentes mimados, somos o lixo da filosofia de vida.
Tudo isso somado a essa decisão do TSE, em que um pastor agora pode livremente usar de sua posição na igreja pra garantir votos sem que nenhuma restrição da lei aconteça, "ajudaram" a destruir minha semana emocionalmente. Meus parabéns.
Até que ponto vamos continuar normalizando esse discurso escroto nesse país? Até que ponto irão relativizar o estado laico, previsto na constituição? Vocês, ateus, estão esperando isso aqui virar um antro de fanáticos religiosos segurando um fuzil numa mão e uma bíblia na outra? Esperam explodir uma guerra civil entre igrejas evangélicas, pra decidir qual delas irá assumir o controle da tua vida? Sério, falem pra mim, o que vocês estão esperando pra começar a se organizar de verdade dentro e fora da internet? O aval do bispo Macedo?
Vocês não pensem que isso é um exagero e que isso está "muito longe da nossa realidade", meus amigos. A cada dia que passa, esse país se torna menos liberal e mais estupidamente obscurantista possível.
Você, ateuzinho, que acha que estou exagerando, experimenta tentar encontrar um(a) parceiro(a) que te aceite pelo que você acredita. Experimenta falar para os pais cristãos da tua namorada que você "não acredita em Deus", pra você ver se eles vão te tratar da mesma forma. Experimenta falar pro teu chefe, pros teus colegas de trabalho, para os teus colegas de faculdade/escola/curso, pra ver se você não será excluído, se não te tratarão com desprezo, se não servirá de chacota, de escárnio. Experimente colocar o teu filho numa escola pública que não imponha cristianismo pra ele desde cedo com "educação religiosa".
Se você nunca observou nada disso que eu te falei, meus sinceros parabéns, você é um privilegiado do caralho, uma exceção, um felizardo.
Meu sonho de vida já foi comprar um carro, uma casa e montar uma família nesse país, mas hoje, meu maior sonho é simplesmente ir embora desse buraco obscurantista medieval que se tornou o Brasil, nem que eu tenha que ser humilhado diariamente por ser um estrangeiro.

Aliás, se você faz algo bom porque teme a Deus, você não é uma pessoa boa.

E sinto lhe informar, mas se você estiver certo nas tuas crenças, você irá arder no fogo do inferno.
Isso é tudo. Abraço.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.07.23 10:44 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt2

DIREITO
Não sou muito fã de livros de Introdução ao Estudo do Direito, mas, caso seja de interesse de alguém que nunca ouviu falar no assunto, antes de partir para os estudos específicos do Guia de Estudos, sugestões possíveis são Introdução ao Estudo do Direito (Paulo Dourado) e Lições Preliminares de Direito (Miguel Reale). De todo modo, acho desnecessário para o concurso. Você não precisa saber essas teorias iniciais, para passar ao que, de fato, cai nas provas.
- Manual do Candidato: Noções de Direito e Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Junior) – não li. Não é indispensável e há leituras mais interessantes. De qualquer modo, não diria que é desprezível.
- Direito Internacional Público (Rezek): é, praticamente, a bíblia da prova de Direito. Além de ser o livro mais importante para a prova de Direito Internacional Público (DIP), é, entre os livros que citarei de DIP, o mais curto e com as letras maiores (depois de meses lendo letras miúdas, isso é uma bênção). Se você estiver lendo outro manual de DIP e encontrar alguma coisa que vá contra o que o Rezek disse, atenção: não desconsidere o Rezek. Os dois argumentos podem ser contrapostos, por exemplo, em uma questão de terceira fase (para a primeira fase, normalmente, evita-se esse tipo de questão que dá margem a confusões). Um professor de cursinho gostava de falar que “in dubio pro Rezek”. A única exceção é a consideração do indivíduo como sujeito de DIP (Rezek não o considera), que é praticamente consensual para a banca. Sobre isso, vide a referência a Cançado Trindade abaixo.
- Manual de Direito Internacional Público (Accioly): muitos adoram e falam muito bem, mas vejo alguns problemas. Em primeiro lugar, de ordem prática: o livro possui excessivas citações e referências históricas e de autores, o que é muito bom para quem deseja conhecer a fundo determinado assunto de DIP, buscar outras fontes etc., mas é (pelo menos eu acho assim) péssimo para alguém que está estudando com a cabeça voltada para a aprovação no concurso. Obviamente, o livro tem seus méritos, e há coisas nele que não há no Rezek, por exemplo, mas não o considero a melhor opção para os estudos para o concurso. Se tiver de escolher entre Rezek ou Accioly, eu sugeriria o Rezek. Se eu tivesse tempo para ler os dois, eu não leria o Accioly e o substituiria pelo Portela, indicado abaixo (sempre conferindo os conteúdos, obviamente, com o Guia de Estudos).
- Introdução ao Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Júnior): não muito extenso, bom complemento ao Rezek. Em algumas partes, é até melhor que o Rezek. Pode valer a pena dar uma olhada, apesar de não ser indispensável.
- Direito Internacional Público e Privado (Paulo Henrique Gonçalves Portela): não conheço o livro, mas ele foi indicado por um professor de cursinho para o IRBr. O professor falou que o livro é excelente, mas ele estava esgotado na editora. Em 2011, lançaram nova edição, que já está disponível para a compra, mas não cheguei a ter acesso a ela. De todo modo, esse professor é ótimo e tem uma “filosofia pragmtica” muito próxima { minha, ent~o confio nas recomendações dele.
- International Law (Malcolm Shaw): não li, mas já recebi boas indicações a respeito. Está disponível para download no “REL UnB”.
- Direito Internacional Público (Nguyen Quoc, Patrick Dailler e Alain Pellet)
- Documento “Atos Internacionais – Prática Diplomática Brasileira – Manual de Procedimentos” (Alessandro Candeas): curtíssimo documento sobre a celebração de atos e de acordos internacionais no Brasil (disponível para download no “REL UnB”).
- Artigo “Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento” (Marcelo Dias Varella): ótimo artigo. Responderia a uma quest~o da terceira fase de 2010 e a uma (ou quase uma) de 2011.
Quanto ao Direito Internacional Privado (DIPri), não estudei em nenhum livro. Como tive aula sobre isso no cursinho, fiquei apenas com minhas anotações de aula mesmo. Por não conhecer o livro do Portela, não sei dizer se é suficiente, mas a parte de DIPri que é preciso saber para a prova não é muita coisa: ler a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (antiga Lei de Introdução ao Código Civil) – artigos 7º ao 11; 15; 17 – e a RES STJ 09/05 – artigos 5º e 6º - já é um começo. Para completar, procure algum artigo curto que trabalhe bem esses temas na internet, não deve ser difícil de encontrar.
- O Direito Internacional em um Mundo em Transformação (Cançado Trindade): recebi boas indicações, mas não passei nem perto, por falta de tempo e por pragmatismo, já que tem mais de mil páginas.
- Coletânea de Direito Internacional (Valerio Mazzuoli): essa obra reúne dezenas dos tratados internacionais mais importantes. Muito útil e prático (bem melhor que ficar procurando tudo na internet), com índice de assuntos, índice temático e índice cronológico (o que facilita bastante os estudos). Usei bastante como livro de consulta (em diversos momentos, será importante saber alguns artigos e capítulos especiais de certos tratados, como discutido abaixo) e recomendo fortemente.
Especialmente, para a terceira fase, para complementar suas respostas, decorei os principais artigos, incisos, recursos extraordinários e leis de importantes documentos referentes ao Direito Internacional: Carta da ONU (art. 1º; art. 2, §4º; cap. VI; cap. VII; art. 33, 39, 41, 42, 51), Estatuto da CIJ (art. 38), 4 Convenções de Genebra (art. 3º comum), Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (art. 1º), Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (artigos 27 e 46), Protocolo de Ouro Preto (art. 34), Constituição da República Federativa do Brasil (art. 4º; art. 5º §2º, 3º e 4º; art. 12; art. 21, incisos I e II; art. 49, inciso I; art. 84, incisos VII e VIII), RE 80.004/77; Lei 6.815/1980; Lei 9.474/1997; RE 466.343/SP. Pode parecer muito, mas, durante os estudos, você verá que não é. Acho que todos esses são importantíssimos e fundamentais para qualquer prova de Direito Internacional. Ao longo de seus estudos, complemente a lista com outros que você julgar importantes (todos os que usei em meus estudos e decorei para a prova estão aí).

>> DIREITO INTERNO

Não costuma cair frequentemente na primeira fase (cai em alguns anos, em outros não cai nada), por isso alguns não dão muita atenção ao Direito Interno. De qualquer forma, é item do Guia de Estudos e não pode ser deixado de lado. Na terceira fase, pode cair indiretamente, misturado a elementos de Direito Internacional (especialmente, Direito Constitucional Internacional).
- Sinopses Jurídicas nº 17 e 18 (editora Saraiva)
- Direito Constitucional Descomplicado (Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino): acredito ser ótima alternativa para o estudo de Direito Constitucional. Esqueça manuais de Direito Constitucional (como o gigantesco do Gilmar Mendes, por exemplo), eles são pouco práticos. Além disso, não precisa ler o livro todo, siga os itens pelo edital. Mesmo o livro do Alexandrino terá muitas coisas que não são tão importantes para o CACD. Conhecer as questões de Direito Interno que caíram nas provas anteriores é fundamental para saber ponderar o que é útil e o que não é.
- Direito Constitucional Esquematizado (Pedro Lenza): já me falaram que é melhor que o Direito Constitucional Descomplicado, mas só descobri isso depois, quando já havia comprado o Alexandrino. De qualquer forma, ambos são válidos (repito: confira os tópicos com o Guia de Estudos, senão vai estudar muita coisa à toa).
Quanto ao Direito Administrativo (DA), recomendaram-me o livro da Maria Sylvia Zanella Di Pietro, e estudei por ele, mas não sei se é o ideal. Já me recomendaram, também, os livros de DA de Carvalho Filho e de Celso Antônio Bandeira de Mello, mas não os conheço. Os tópicos de DA do edital são bem específicos (princípios constitucionais da administração pública, controle de legalidade dos atos da administração e responsabilidade civil do Estado), então acho que dá para estudar esses itens específicos ou por bons artigos jurídicos disponíveis na internet ou por qualquer manual de DA, selecionando esses tópicos essenciais. Procure algum manual de DA em bibliotecas e veja o que mais lhe agrada quanto a esses tópicos, que são curtos e fáceis (em uma ou duas páginas, você faz um resumo bom dessa matéria). Na internet, h vrios “resumões de Direito” que podem ajudar nos estudos, especialmente, em DA. Disponibilizei alguns a que tive acesso no “REL UnB”. Reitero a necessidade de conferir os itens com o Guia de Estudos. H muita coisa de DA que é desnecessria (no “Resum~o de DA” que disponibilizei no “REL UnB”, basta ler os itens 3, 6, 10, 12 e 15).
- “Constituição Federal de 1988”: não vai querer decorar a CF toda, porque não adianta nada. Se você souber todos os artigos e incisos dela indicados acima, acho que já conseguirá responder às questões de Direito Internacional que envolverem o tema. Para Direito Administrativo e para Direito Constitucional, acho que não precisa saber nenhum artigo da CF de cor, basta estudar a teoria mesmo (vale dizer que, nos concursos de 2010 e de 2011, não foi cobrado praticamente nada de Direito interno).
ECONOMIA
- Manual do Candidato: Economia (Carlos Paiva e André Cunha): achei não prático e não objetivo em muitas partes e acho que, para alguém não iniciado em Economia, será grande perda de tempo. Por outro lado, é tão incompleto em outras partes que, para alguém já iniciado em Economia, também será perda de tempo. Em resumo: não recomendo a ninguém, com uma ressalva: não li a parte de História Econômica do Brasil no manual, então não posso dizer nada a respeito. Já vi professores recomendarem o capítulo 8, mas não li.

>> MICROECONOMIA, MACROECONOMIA E ECONOMIA INTERNACIONAL

Os três manuais básicos de Economia são:
- Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia (Mankiw): a recomendação dada por um professor, em uma sugestão que li na internet, é que, na 3ª edição, os capítulos recomendados são: 3 a 9, 14, 15, 18, 21, 23, 24, 29, 31, 33 a 35.
- Economia (Samuelson e Nordhaus)
- Manual de Economia – equipe de professores da USP (org. Pinho e Vasconcelos)
O Mankiw é o mais tradicional e o que conheço melhor. Já ouvi alguns dizerem que preferem o manual do Samuelson ao do Mankiw, mas não o conheço. Se você tiver acesso às duas obras (são figurinhas carimbadas em bibliotecas universitárias) e não estiver satisfeito com uma, tente a outra. De qualquer forma, o Mankiw deve atender bem a suas necessidades. Com relação ao manual dos professores da USP, alguns (principalmente os menos familiarizados com Economia) costumam reclamar quanto a algumas partes em que se aprofunda demais em certos temas que podem parecer incompreensíveis para alguns. Não usei nenhum dos três manuais em minha preparação, pois não estudei essa parte da Economia, que já sabia à exaustão, mas os três são válidos. Escolha o que mais lhe agradar e, caso tenha problemas com algum tema específico, procure em outro. Tenho as versões em “pdf” de todos e disponibilizei-as para download no “REL UnB” (as versões digitalizadas do Mankiw e do Samuelson são em inglês). Não custa repetir: não leia os manuais integralmente! Acompanhe a matéria com o programa discriminado no Guia de Estudos, ou você perderá precioso tempo.
Para quem é de Brasília, sugiro as apostilas de Introdução à Economia da UnB (para adquiri-las, entre em contato pelo site http://www.unb.bface/eco/inteco/). As apostilas não contemplam toda a matéria exigida no concurso, mas podem servir de base para aqueles que estão iniciando seus estudos. Sugiro buscaaprofundar, no mínimo, os seguintes temas além da apostila: teoria da firma e tipos de mercado, teoria do consumidor, contabilidade nacional, multiplicador monetário (não confundir com o bancário), meios de pagamento, oferta e demanda agregadas e Economia Internacional (veja as indicações de Krugman e Obstfeld/Dornbusch e Helmers abaixo). A parte de economia brasileira das apostilas é de caráter bem introdutório e superficial, o que torna indispensável a leitura de toda a matéria em outras fontes (ver indicações abaixo). Além disso, a prova de terceira fase de 2011 provou que é indispensável saber correlacionar os conceitos econômicos aprendidos na matéria com as circunstâncias econômicas globais contemporâneas. Por esse motivo, vale dizer que é muito importante ficar atento aos noticiários econômicos.
- Economia Sem Mistérios (Matthew Bishop): segundo recomendações, bom livro para conceitos de Economia.
- Microeconomia: Princípios Básicos (Hal R. Varian): esse livro não é indicado para quem não possui conhecimentos de Economia Quantitativa. Há, obviamente, muita coisa desnecessária ao concurso (no concurso de 2011, por exemplo, não serviu para absolutamente nada). Passei o olho no livro de maneira rápida, selecionando as partes que se encaixam no conteúdo pedido no CACD (no fim das contas, não é muita coisa). De modo geral, não recomendo estudar por ele (não é todo mundo que está familiarizado com a linguagem matemática de Economia). Fica a sugestão apenas para aqueles que estiverem mais confortáveis com os números (com a observação de, como eu disse, selecionar apenas as poucas partes do livro que são relevantes para o concurso – ter uma noção do que já foi cobrado nos anos anteriores é fundamental para isso).
- Contabilidade Social: a Nova Referência das Contas Nacionais do Brasil (Carmen Feijó): segundo o Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 3 e 5.
- “Estrutura do Sistema de Contas Nacionais” (IBGE) e “Notas Metodológicas do Balanço de Pagamentos” (Banco Central do Brasil): texto curtos e técnicos, mas bastante importantes (os dois textos est~o disponíveis para download no “REL UnB”).
Estudei Contabilidade Nacional apenas por uma folha de fórmulas que xeroquei de um amigo que fez Economia em um cursinho preparatório. De todo modo, se você fizer as provas anteriores (da primeira e da terceira fases), verá quais são as identidades contábeis comumente cobradas no concurso. No “REL UnB”, disponibilizei algumas tabelas de fórmulas de Contabilidade Nacional que encontrei na internet.
Para os itens “teorias clássicas do comércio, vantagens absolutas e comparativas e pensamento neoclssico” e “comércio internacional, efeitos de tarifas, quotas e outros instrumentos de política governamental”, recomendo Economia Internacional: teoria e política (Krugman e Obstfeld), capítulos 1 a 4, 8, 9. Nos capítulos 2 a 4, não dê muita atenção às partes com fórmulas/gráficos, que, para quem não é muito familiarizado com Economia e com Matemática, podem parecer incompreensíveis. O importante, aqui, é entender apenas quais são os principais fundamentos das teorias clássica e neoclássica (esta última entendida como o modelo Heckscher-Ohlin) de comércio internacional. Agora vem a dica de ouro: para os capítulos 2, 3 e 4, leia apenas o a parte “Resumo”, ao final dos capítulos, que contém todas as informações teóricas necessárias para o entendimento das teorias em questão [com a única exceção de, no capítulo 2, ler as duas primeiras páginas (até o final do item “O conceito de vantagem comparativa”) e as duas últimas (do item “Evidências empíricas do modelo ricardiano” até o final)]. Quanto ao capítulo 8, aí, sim, é necessário entender os gráficos e os cálculos empregados (que não são nem um pouco difíceis), pois já foram objeto de questões do CACD em anos anteriores (como na primeira fase de 2009). Os capítulos 1 e 9 são predominantemente descritivos, de leitura fácil e rápida. Em resumo:
· Capítulo 1: ler integralmente;
· Capítulo 2: ler apenas as duas primeiras páginas, as duas últimas e o resumo;
· Capítulos 3 e 4: ler apenas os resumos;
· Capítulos 8 e 9: ler integralmente.
Por fim, algumas partes de Economia Internacional também podem ser encontradas no livro Economia Aberta: Instrumentos de Política Econômica nos Países em Vias de Desenvolvimento (Dornbusch e Helmers). O livro não é próprio para iniciantes (requer conhecimentos sólidos de Introdução à Economia), mas, para os já iniciados, recomendo fortemente. A obra trata desde conceitos iniciais (taxa de câmbio, balanço de pagamentos e política comercial) até história econômica (evolução do sistema financeiro internacional, abertura comercial nos países latino- americanos). Li apenas na graduação, não para o concurso. De todo modo, se tiver tempo, acho que pode ser uma leitura interessante (pelo que me lembro, gostei bastante quando li).
ECONOMIA BRASILEIRA
A seguir, uma série de recomendações de livros de Economia Brasileira15
15 Se sua memória não está muito fresca quanto à história brasileira a partir de meados do século XIX, sugiro começar a estudar a parte de Formação Econômica do Brasil após haver estudado (ou, ao menos, após uma passada mais geral nos temas de) História do Brasil. Acho mais fácil entender, primeiramente, a história, para, depois, entender a história econômica. Além disso, são necessários, pelo menos, conhecimentos básicos de Economia, para estudar Economia Brasileira. Acho importante, se você não teve nenhum contato com Economia ainda, começar com a parte de Economia (Microeconomia, Macroeconomia e Economia Internacional), para, depois, preocupar-se com Economia Brasileira. Enfim, mera sugestão.
- Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também recomendado para as disciplinas de História do Brasil e de Português (embora com enfoques diferentes). Não li nada para o concurso, e acho que não perdi nada em termos práticos.
- Economia Brasileira Contemporânea (Giambiagi), Economia Brasileira Contemporânea (Gremaud) e Formação Econômica do Brasil (Gremaud): todos foram recomendados, mas não li nenhum para o concurso. Como já disse anteriormente, fiz a parte de Economia Brasileira da prova apenas com minhas anotações de aula da disciplina homônima que cursei na UnB.
- A Ordem do Progresso: Cem Anos de Política Econômica Republicana, 1889-1989 (Marcelo de Paiva Abreu): muitos acham o livro de difícil leitura. Não cheguei a lê-lo para o concurso (havia lido apenas na graduação, já não me lembro muito bem do que achei). Acho que até mesmo o resumo disponível no “REL UnB” pode ser complicado. De verdade, em termos práticos, não sei se vale muito a pena.
- A Economia Brasileira (Baer): também uma opção, embora não indispensável.
- Formação Econômica do Brasil: a Experiência da Industrialização (Versiani e Mendonça de Barros): ler “A Industrializaç~o Brasileira Antes de 1930: Uma Contribuiç~o”.
- Pensamento Econômico Brasileiro (Ricardo Bielschowsky): segundo a bibliografia indicada no Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 2, 9, 10 e 11. Não tenho o livro e não li todos esses capítulos, apenas reproduzo a sugestão (na verdade, só li uma parte do capítulo 3).
Sobre o pensamento econômico de Celso Furtado, incluído no Guia de Estudos de 2011, há, por exemplo, o artigo “Celso Furtado e o pensamento social brasileiro”, de Bernardo Ricupero (disponível para download no “REL UnB”) e o livro de Ricardo Bielschowsky (eu li apenas o “Cap.
III.4 – O Pensamento Desenvolvimentista - O Setor Público: Desenvolvimento Nacionalista”; disponibilizei meu fichamento no “REL UnB”).
- Notas de Aula – UVB: encontrei, na internet, as notas de aula de uma faculdade virtual (UVB) das disciplinas Formação Econômica do Brasil (1500-1930), Economia Brasileira (a partir de 1930) e Comércio Internacional. Compilei as notas e disponibilizei para download no “REL UnB”. Apesar de as notas serem, às vezes, um pouco superficiais, acredito que são boa introdução geral aos temas de Economia Brasileira (ou, ainda, boa revisão geral, depois de já ter estudado). Obviamente, é necessário ponderar, de acordo com o edital, o que é útil e o que não é. As notas de Formação Econômica do Brasil, por exemplo, são muito grandes, mas, conferindo no edital, você verá que só cai História Econômica Brasileira a partir do século XIX (nas notas de Formação Econômica Brasileira, destaco os capítulos 11, 12, 13 e 15). O mesmo vale para o arquivo de notas de Comércio Internacional (ler apenas capítulos 2 a 7). Para Economia Brasileira, sugiro os capítulos de 1 a 10.
Para quem desejar treinar um pouco com exercícios de Economia Brasileira, sugiro, além das provas anteriores do CACD (obviamente), as provas da ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia). Não tente fazer as provas das outras disciplinas, achando que estará estudando para o concurso, porque as matérias cobradas no exame da ANPEC de Microeconomia e de Macroeconomia, por exemplo, são muito mais avançadas e requerem cálculos muito mais elaborados que o CACD exige. Faça uso, portanto, apenas das provas de Economia Brasileira (são muitas: há, no site da ANPEC, as provas desde 1990). Fazer todas as provas de 1990 até hoje tomará, com certeza, bom tempo de sua preparação. Não fiz nenhuma por falta de tempo mesmo, mas talvez valha mais a pena selecionar duas ou três provas de Economia Brasileira e tentar fazer, como sondagem de suas maiores dificuldades. As provas anteriores podem ser encontradas no site da ANPEC, http://www.anpec.org.bexame.htm (menu à direita).
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2020.07.22 20:42 porfora Criei um sub para os bipolares BR

Se quiserem ignorar a minha história, que vou contar para contextualizar. O sub é transtornobipolar.
Em 2015, eu desmoronei. Eu vivia um relacionamento conturbado por causa dos dois, mas eu achava que isso era um relacionamento normal, seguindo o ciclo: briga < - > resolve. Uma noite ela chegou em casa depois do horário combinado e eu surtei. Iríamos viajar, eu estava ansioso e de malas prontas. Desde o momento que a vi, comecei a questionar e a briga foi aumentando, não me lembro bem como isso aconteceu, é uma noite que minha cabeça tenta esquecer. Me lembro da minha mãe aparecer na sala e eu começar a gritar com a minha mãe também. Em algum momento eu sentei no chão e simplesmente saiu a frase que eu pensava em me matar. Não era uma atitude para virar o jogo, minha carne não aguentou mais conter o que tinha dentro de mim, eu realmente planejava me matar, inclusive tinha um plano concreto esperando a hora de ser posto em prática. Minha mãe e minha ex perceberam a gravidade, a briga deu lugat a uma conversa horrível, minha mãe foi chamar meu pai que estava dormindo e tive que falar na frente de todos eles, com todas as letras de que suicídio parecia ser a única saída. Vi meus pais chorando, nem gosto de imaginar o que passou na cabeça deles. Minha ex chorando, deslocada porque virou uma conversa "da família". Não lembro como isso terminou, não lembro como a conversa terminou ao certo, mas o ponto é que eles me apoiaram a encontrar um psiquiatra. Tive a sorte de me indicarem um profissional MUITO FODA que me acolheu sem julgamentos (sei que seria premissa básica do psiquiatra, mas quem já passou sabe que a realidade não é bem assim). Fui diagnosticado como depressivo e ansioso. Comecei a tomar os remédios seguindo as recomendações e eu piorei. Voltei ao psiquiatra, continuei com diagnóstico de depressivo e ansioso, novos remédios e eu piorei de novo. De novo ao psiquiatra e a frase foi: "O que eu temia se confirmou, você é bipolar tipo.2". Me explicou como era, trocou meus remédios e eu melhorei um pouco. Mas suicídio ainda era uma opção e eu falei isso para o meu médico. Escolhi uma data e disse que se até aquela data, caso eu não melhorasse, não haveria acordo com ninguém que me segurasse nesse.mundo. Ele topou, apertamos as mãos e trocou novamente os meus remédios. 1200 mg de Lítio, 1000 mg de Valproato de Sódio e 200 mg de Quetiapina. A minha vida mudou! O meu medo de "não ser mais eu" por causa dos remédios deu lugar à sensação de quem põe óculos depois de muito precisar. Segundo mim mesmo, família e amigos próximos eu sou uma pessoa melhor, a essência é a mesma mas sou mais agradável de conviver. Mas os remédios não me deixam imunes há mudanças de humor, que são muito.mais sutis, mas existem, aparecem e transparecem. A terapia que sempre foi e continua sendo necessária para o bem estar é a ferramenta de auto conhecimento que tenho para entender onde estou e como agir. Relacionamentos em geral, relacionamentos profissionais, questionamentos à minha capacidade, vontade de sair comprando tudo que eu ver no mercado, botar alguma coisa na cabeça e me fissurar nisso sem limites até perder o tesão, noites em claro, discussões com estranhos na rua... Enfim, muitas coisas que aconteciam num nível doentio, agora acontecem num nível quase imperceptível. É quase imperceptível mas não desprezível, vou conviver com isso pro resto da minha vida, quem convive comigo também. Por isso tenho a preocupação de tentar estar sempre atento. O que não significa que em um momento otimista eu não possa largar os remédios como fiz há alguns meses atrás. Vou ser sincero que parece funcionar até a hora que chega na parte mais profunda da depressão. De novo planejei suicídio, dessa vez só a minha esposa sabe, além dos profissionais por quais passei. Voltei com os remédios e estou melhor. Já tentei encontrar qual foi meu primeiro sintoma do transtorno e consigo achar alguns na minha infância. Talvez seja difícil demais separar sintomas de personalidade.... Criei esse sub inspirado no deaabafos, onde você pode falar sem ser julgado, tambémporque gusto da anonimidade (existe essa palavra?) do reddit, visto que participo de grupos no facebook que são interessantes porque vira e mexe descobrirmos alguma coisa que achávamos que só acontecia com a gente (depois cabe a discussão se é coincidência ou transtorno), mas o que importa é termos maos ferramentas e conhecimentos para lidar com essa parada que mesmo convivendo há anos com isso (pelo menos 5), eu ainda me sinto confuso. Se você for bipolar, faça parte da comunidade, ainda sou só eu, mas espero que sejamos bastante o suficiente para nos ajudarmos. Aquela sensação de "eu sei exatamente esse sentimento", que é tão acalentadora e as vezes esclarecedora.
Ah, tem em inglês um sub bem show também, mas além de ser mais complicado se expressar em inglês, algumas questões culturais e/ou sobre o sistema de saúde podem ficar perdidas.
transtornobipolar
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2020.06.23 03:01 drek92 (FEIO) Me preocupo com os outros

Bom, não sei por onde exatamente começar. Quinta-feira, da semana passada, apaguei o meu facebook e o Instagram, estava fazendo mal pra minha saúde mental, tinha mania de ficar fazendo comparações tanto esteticamente quando financeiramente, bom, imagino que todos passam por isso. Toda vez que eu postava uma foto, ficava preocupado com quantas curtidas eu tinha, e no final quando eu via quantas eu recebia, ficava um pouco pra baixo. Eu me acho feio, mas em contrapartida, outras pessoas me acham bonito, falam que sou parecido de fisionomia com o Henry Cavill, principalmente com Adam Lavine ou ator da série YOU, da netflix. No tempo de faculdade, eu tinha saído de um relacionamento e uma amiga veio me consolar, me ajudando a superar e etc, e como todos sabem, final de relacionamento a gente sempre pensa: "Ninguém vai me querer, nunca vou encontrar alguém como a fulana, o sexo era muito bom, vou sentir saudade e blá blá blá..." Bom, eu falava pra ela que me acho feio, e ela dava risada, diz que eu deveria começar a olhar pros lados, pq o que eu digo não é verdade e que apenas estou com a autoestima baixa.
Depois dessa introdução, desde que entramos em quarentena, eu refleti várias coisas sobre a minha vida, e até sobre a vida dos outros, enquanto escrevo esse texto, imagino que milhões ou até bilhões de pessoas estão sofrendo por ai, sofrendo por amor, sofrendo por uma morte de um ente querido por causa do Covid-19, sofrendo por discussões com familiares, sofrendo por estar em depressão ou na solidão, sofrendo por não ter amigos ou uma namorada ou alguém pra compartilhar momentos, enfim, diversos sofrimentos que são inúmeras.
O ponto que eu quero chegar é sobre a beleza, sim a beleza física, estética, a beleza exterior. Ultimamente vejo vídeos de psicologos e psiquiatras, nessa quarentena fiz uma maratona de videos do canal Neurovox, do psiquiatra Pedro Calabrez (não sei se vocês conhecem), ele se baseia em tudo que é cientifico, como por exemplo: Como superar uma relação, (nome do vídeo é "a dor do coração partido") E ETC... enfim, esse post não é sobre relacionamento mas sobre as dores das pessoas sobre a estética.
Em algum vídeo dele vejo pessoas totalmente desanimadas com a própria aparência, provavelmente é em algum vídeo sobre se afastar das redes sociais e comparações com outras pessoas nas redes sociais, e isso me levou a pesquisar afundo em blogs, videos no youtube e etc.
Teve um camarada, daqui do Reddit, que escreveu um post dizendo que odeia pessoas bonitas, e etc, cara, aquilo mexeu comigo por dentro. Sou uma pessoa muito empático, e me imaginei na pele dele, e me imaginei na pele de outras pessoas, pessoas que comentam e que eu consigo sentir, através das letras, o sofrimento da pessoa em saber que é feia, que não têm os atributos que a sociedade procura e que nunca irão se relacionar com as pessoas. Hoje foi o estopim pra eu desabafar sobre isso pq estava assistindo um video de um canal Alphalife e o nome do titulo é: " Se Você É Feio, Pobre e Tímido, Faça Isso..." vi os comentários das pessoas e aquilo me deixo tão, mas tão mal que não sei descrever pra vocês. Um dos comentários que me marcou foi de um camarada que dizia assim: "Eu sou muito feio, e sinto raiva de mim, tenho 1,65, tenho uma cabeça pequena, corpo pequeno "meio" que esguio, entrei pra academia pra ver se melhorava mas ficava totalmente desproporcional, parecia que meu corpo crescia mas minha cabeça ficava muito pequena..." e bom ele disse outras coisas que me fez colocar no lugar dele, pelo comentário dava pra ver o sofrimento desse rapaz. Se tiverem sorte procurem lá o comentário....
Tenho amigos e amigas de outros estados, sou de Porto Alegre, e quando comento com eles, quando digo que sou feio, eles tiram sarro de mim, o que mais falam é: "Fulano, tu é o cara mais sortudo desse país, tu mora no paraíso, aliás, se tu morasse aqui, tu farias sucesso com as mulheres", bom, quando dizem que moro no paraíso, vocês imaginam que Rio Grande do Sul só têm pessoas bonitas (bom realmente têm, mas as mulheres se acham e são estupidas só pq são bonitas, têm grana e etc, e isso vale para os homens também).
Como eu falei anteriormente, eu me acho feio, mas outras pessoas me acham bonito, até lindo me chamam. Daí vocês devem tá se perguntando, mas se as pessoas te acham bonito, pq não aceita? a reposta é, não sei, me acho normal, tenho 1,76, sou formado (enfermeiro), tenho 28 anos, faço academia pra manter o corpo em forma e manter minha saúde mental saudável - meus pais tiveram AVC (AVE cientifico); meu pai teve o hemorrágico ficou com sequela, minha mãe o isquêmico, não ficou com sequela - então, tenho a pretensão de ter AVC, e por isso, faço academia, mas não fico tirando foto do espelho pra postar nas redes (não tenho mais). Pela genética, meu cabelo é ralinho (mas tenho cabelo), tenho as "entradas", quase que iguais do ator Henry Cavill ou do ator que faz a série YOU da netflix, (pra terem uma ideia) elas não são tão acentuadas, e nunca me incomodaram, até pq tive 4 namoradas, isso nunca foi um empecilho. Meu pai é feio (sim ele é, até quando jovem, vi por fotos), em contrapartida, minha mãe era linda, ela têm fotos guardadas até hoje, vocês não têm noção de quão linda ela era, ela mesmo dizia que, poderia ter tido qualquer homem aos pés dela, e de fato, as amigas e irmãs dela me falam isso direto. Pode ser que essa "beleza" herdei dela, minha irmã é linda, principalmente quando era adolescente e mais jovem, os caras babavam por ela.
Dito tudo isso, mesmo me achando feio, tenho sorte de ter herdado essa "beleza" da minha mãe, mesmo meu pai sendo feio. Mas o desabafo é, eu sinto pena das pessoa que realmente não conseguem se relacionar, não conseguem uma namorada ou até mesmo sexo pq a outra pessoa se importa muito com a aparência. Bom, a verdade seja dita, sim, principalmente nos dias atuais as pessoas se importam com aparência, ninguém namoraria com alguém feio, alias eu já namorei, sempre caguei pra opinião alheia, e essa questão de que BELEZA É RELATIVO, DESCULPA, MAS NÃO É RELATIVO NADA.
Além de ser um desabafo, gostaria de saber da opinião de vocês? Vocês têm amigos ou amigas que são feios e que, sofrem por isso? Eu sinceramente não consigo me expressar muito bem, mas, o que posso resumir de tudo que falei é, eu fico com muita pena das pessoas que não conseguem se relacionar amorosamente pq a beleza física impede que isso aconteça. Vejo comentários tanto aqui no Reddit, quanto nos videos do Youtube pessoas infelizes com suas aparências. Quando ando pela rua com alguma amiga ou amigo, sempre tem um que fala: "Olha ali, o fulano é feio, não ficaria ou me relacionaria com ele/ela" Daí de imediato eu me coloco na pele da outra pessoa e tento imaginar o quão dolorido isso deve ser, as pessoas falarem isso.
Por mais que eu seja jovem, "bonito" para outras pessoas, formado, tive 4 relacionamentos, pra mim, as 4 ex namoradas eram bonitas, aproveitei o sexo, o sexo era maravilhoso, mas e as pessoas que são "feias", será que elas tiveram esse privilegio de amar e serem amados? Não sei como expressar, com o falei.
Eu tento ao máximo não me comparar fisicamente e financeiramente com outras pessoas, até pq, tem um vídeo desse psiquiatra que mencionei anteriormente que é "PARE DE SE COMPARAR COM OS OUTROS" e " PARE DE SE INTERESSAR PELA VIDA DE PESSOAS QUE NÃO FAZEM DIFERENÇA NA SUA", e esses videos me ajudaram muito, além de me dar forças pra excluir as redes sociais, me dá força de não me comparar com ninguém, mas eu sou tão empático que além de me colocar no lugar da pessoa eu não consigo em não me comparar com outra pessoa, gostaria profundamente que todos, TODOS, fossem bonitos e assim, ninguém sofreria, e teríamos TODOS uma vida feliz aqui na terra, lembrando que estamos apenas de passagem e que a vida está passando rápido demais, quase que em um piscar de olhos, e olha que tenho 28 anos, e to percebendo isso.
Forte abraço pra quem leu.
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2020.05.23 00:11 wolfsuper Princípio de Karenina - Afonso Cruz

SINOPSE
Uma carta de amor de um pai a uma filha que nunca conheceu. Uma história de amor impossibilitada pelo medo. Uma demanda do que somos e desejamos ser. «Não existe felicidade na igualdade e na monotonia. As famílias felizes terão de ser imperfeitas, é impossível ser feliz sem dor.» Um pai que se dirige à filha e lhe conta a sua história, que é a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional. Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita. Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que revela as costuras do Mundo, uma criada velhíssima, um amigo que quer ser campeão de luta, uma amante que carrega sabores e perfumes proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham - ou dificultam - essa procura do amor mais incondicional. Uma busca que nos leva a todos a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.
«Afonso Cruz alcançará um lugar muito destacado nas letras portuguesas.» El País (Espanha)
«Um verdadeiro escritor, tão original quanto profundo, cujos livros maravilham o leitor, forçando-o a desencaminhar-se das certezas correntes e a abrir-se a novas realidades.» Miguel Real, Jornal de Letras
Link: https://mega.nz/foldeCh8ViKQZ#KFoho5gKo0c2U3sWExhJdA
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2020.04.10 08:37 Pomiwl Ninguém Precisa Saber Capítulo 2

II. MUITA COISA MUDOU
A luz da lua banhava, junto das milhares de estrelas que a acompanhavam numa imensidão negra, a copa das árvores da Floresta de Mouneet. Deslizando morro abaixo, por entre árvores e arbustos, uma vasta clareira expandia-se ao centro do local. Diana observava o céu — aquele grande poço de tinta escura, manchado apenas por pintas pontilhadas, com o tom de branco tão puro quanto as asas de um anjo. Algumas nuvens cinzentas voavam acima de sua cabeça, acompanhadas de corujas e corvos que encontravam seu caminho de volta para casa. Era a hora dos predadores atacarem. E, mesmo assim, parecia mais bela do que nunca. A garota tornou a folhear a caderneta que segurava em suas mãos. Apoiava suas costas em uma das pedras que espalhavam-se pela clareira, com tamanhos que variavam com constância. Não era confortável, afinal; mas era o que a natureza a disponibilizara no momento. Estava lá, sozinha, sem rumo, sem caminho. Sem qualquer guia, apenas as estrelas que indicavam o caminho ao distante norte. Ajeitou seus olhos com o dedo indicador, os deslizando por seu nariz até que estivesse na posição adequada, cobrindo suas sobrancelhas ruivas como o seu cabelo, vermelho como ferrugem ou como a chama ardente da pequena lareira que crepitava a sua frente. Esticou as pernas por debaixo do cobertor que carregara de sua barraca até o local, para que ficasse mais próxima de sua única fonte de luz e para que pudesse ler suas anotações antigas. Reluzindo a capa de couro negra, as indicações “este diário pertence a Diana Evolwood”, em auto-relevo. Ela inclinava sua cabeça levemente para frente para que pudesse ler o título de cada dia que passara em sua vida, onde registrara tudo que havia acontecido. Às vezes, gostava de relembrar o tempo quando ainda tinha alguma companhia além de Khan, seu fiel gato, que no momento descansava dentro da barraca. Passava os olhos sobre o título de cada dia do diário. “O dia em que fomos acampar”, “o dia em que fomos ao parque de diversões” eram algumas das diversas memórias que vinham a sua cabeça, vívidas como se houvessem acontecido no dia anterior, apesar dos diversos meses que haviam passado desde que tudo aconteceu. Continuava folheando até que deparou-se com uma página em branco, apenas com um largo título no topo da página amarelada. “O dia em que tudo acabou” diziam as letras marcadas por uma tinta preta que manchou levemente o papel. Rapidamente, tornou-se insegura, como se tivesse sido emergida em pura tensão e horror repentinas, seguidos de alguns soluços breves. Por algum motivo, mesmo relembrando todos os dias daquela vazia página, não esperava a encontrar folheando aleatoriamente a caderneta em busca de algumas memórias agradáveis que a fizesse se sentir um pouco mais segura. O coração da jovem acelerou, e ainda mais lembranças vieram à tona. Dessa vez, não era aquele mesmo bom sentimento de nostalgia ou conforto. Era dor. Dor, angústia e desespero. Seus olhos arregalaram-se e, por mais que tentasse lutar contra aqueles pensamentos, não pôde evitar que algumas lágrimas se acumulassem por detrás de seus óculos. Diana encolheu-se, deixando a caderneta cair no chão, levantando uma poeira momentânea e provocando um curto ruído — o suficiente para despertar Khan, que levantou sua cabeça dentro da barraca. Ao menos, era o que sua silhueta através do tecido da tenda mostrava. Lembrou-se do conselho que recebera há algum tempo. “Deve lutar contra seus traumas, mesmo que pensar neles já seja doloroso.” Inspirando um pouco de ar pelo nariz e fungando, recolheu as lágrimas e ergueu novamente seu corpo contra a pedra. Este era o motivo pelo qual estava lá. Não poderia deixar que tudo fosse em vão. Olhou para o céu novamente, que não havia mudado nem por um instante. Qual era o propósito daquilo tudo? Uma garota de sua idade deveria estar na escola, como qualquer outra adolescente. A escuridão costumava a assustar, mas, após conviver com ela por tanto tempo, passou a se sentir segura emergida em um poço sem fundo, onde nada podia ver além de um abismo de incerteza. Este era seu futuro. “Um abismo de incerteza”. Recuperando seu fôlego, pegou seu diário e limpou sua capa de couro com a outra mão. Agora, era sua mão que estava coberta de poeira. Deixando apenas uma única lágrima cair sobre a folha, leu em voz alta um anexo preso à página — uma passagem de jornal, que exibia a imagem de um garoto que se parecia muito com a própria Diana. — “O desaparecimento de Max Evolwood”. Sua voz estava ainda mais rouca do que antes, e suas pálpebras quase caíram sobre os olhos do peso de várias noites mal dormidas que carregavam. Fitou a clareira onde se encontrava. Assegurou-se de que estavam completamente sozinhos. Catou o primeiro graveto que viu a sua frente e jogou sobre o fogo, fazendo com que resquícios de brasas passadas voassem ao alto por um instante e, em pouco tempo, irrompeu-se em chamas, bem como as demais lenhas. Ajoelhou-se na terra, guiando seu corpo pelos seus braços, que encontraram o zíper que fechava a entrada da barraca. Abriu-o, deixando a claridade da lareira invadir o local, que estava bem mais quente do que o lado de fora. Khan estava lá, encolhido, mas ela mal prestou atenção em seu amigo. Carregando seu cobertor que arrastava-se completamente pelo chão, acumulando certa quantidade de poeira e sujeira — fato com o qual ela não parecia se importar — em sua ponta. Levava a caderneta abaixo de seu braço, coberto por inteiro por uma blusa de manga comprida com um delicado tom de escarlate, roupa que já usava há dias desde que havia deixado Lyrion. O teto da barraca era baixo, fazendo com que ela não pudesse se estabelecer de forma tão confortável mas, definitivamente, era bem melhor do que dormir lá fora. O tecido da tenda era esverdeado, camuflando-se entre as cores da floresta. Quando deitava no chão, podia sentir a grama e as pedras espetando seu corpo, logo abaixo daquela fajuta camada de pano. Mas, mesmo assim, o sono da garota era tanto que ela simplesmente repousou a cabeça sobre um amontoado de roupas velhas — que improvisaram como sendo um travesseiro — e fechou seus olhos, mergulhando em um sono profundo.
As luzes da sirene policial brilhavam sobre a parede branca da sua sala, irrompendo pela larga janela de sua casa com força. Diana havia acabado de acordar — o poderoso som provocado pela viatura parecia não ter perturbado somente à ela, mas a todo o bairro, que se reuniu na frente de sua cara para saber o que houve. Mas, a primeira coisa que notou quando abriu seus olhos foi a cama de Max, seu irmão, estava completamente vazia — os lençóis bagunçados, bem como os travesseiros brancos. A partir daí, já tinha um mal pressentimento sobre o que veria a seguir. Seguiu com os pés descalços até o corredor, provocando um irritante ruído quando abriu a porta. Ainda não estava completamente dispersa, esfregando os olhos com o punho fechado e bocejando. Passou por duas portas — o banheiro e o quarto de seus pais. Caminhou em direção à sala. À medida que se aproximava, começou a escutar algumas palavras soltas, interrompidas por soluços vindos de outra pessoa — sua mãe. — Nós daremos o máximo para encontrarmos Max, mas não garantimos nada — comentou um homem desconhecido, vestido com trajes policiais. Se deparou com dois homens que nunca havia visto na vida sentados nas poltronas da sala de estar, enquanto seus pais estavam sentados no divã. Rachel cobria seu rosto, com os cotovelos apoiados sobre as coxas, deixando escorrer lágrimas por seu antebraço. Ed a consolava, passando a mão por seu pescoço, mas também aparentava estar extremamente preocupado. — Acho melhor darmos um tempo para vocês conversarem. Continuaremos com as perguntas depois — finalizou, suspirando ao perceber a presença de Diana que, apesar de não saber exatamente o que acontecia, tinha suas suspeitas. Rachel levantou o rosto. Seu rosto estava inchado e vermelho, com lágrimas queimando em sua face. Estava claramente fraca, os olhos profundos de uma noite mal dormida. Parecia estar prestes a desmaiar a qualquer instante. Diana nunca havia visto sua mãe desta forma. Ela ainda utilizava seu pijama, molhado por pequenos pontos mais escuros que destacavam-se sobre sua blusa branca. Estava trêmula. Ed parecia tentar disfarçar seu choro, piscando frequentemente para livrar-se de suas lágrimas. Diana nunca entendeu, já que a sua vida inteira foi ensinada que você sempre deve demonstrar seus sentimentos, e que guardar tudo para você te faz mal. De uma forma ou de outra, também estava claro o quão preocupado estava. — Ah, minha filha... Mal conseguiu completar sua frase. O piso da sala, gelado, cobria o corpo da garota como um balde de água fria derramado sobre seus cabelos castanhos. Em pouco tempo, já soube o que havia acontecido. Sentiu como se seu coração parasse e saltasse pela sua boca, talvez em busca de um lugar distante onde não precisasse encarar o que estava por vir. E aquelas mesmas palavras ressoaram à sua cabeça, como um eco distante vindo do fundo dos seus pensamentos, claras como um trauma que carregava, e obscuras como o medo e a desconfiança que sentiu naquele mesmo instante, quando viu a boca de sua mãe repetir lentamente, tremendo os lábios: — Max está desaparecido. Em seguida, desabou-se sobre os braços do marido, que a reconfortou. Rachel, depois de gritar sem êxito por ter sua voz abafada por suas próprias mãos, levantou seu rosto contra a garota novamente. Porém, não era tristeza que expressava. Era raiva. Suas sobrancelhas franzidas e seus dentes cerravam denunciavam suas emoções. — Como pôde deixar que isso acontecesse, Diana? Max era seu irmão. Como não pôde o proteger? — disse ela, a ponto de berrar a qualquer instante. Seu rosto estava vermelho como um tomate. — Diana, como é imprestável. Seu próprio irmão... como pôde deixar que isso acontecesse? Você é a culpada aqui. Você falhou. — completou seu pai, que também a encarava subitamente, com os olhos sedentos. — M-Mas, eu... — ela estava confusa. O que estava acontecendo? Como poderia ser sua culpa? Sua mente carregou-se com um turbilhão de emoções em instantes. Ela havia... falhado? — Sem “mas”, garotinha. Você já tem idade o suficiente para ter consciência sobre seus atos. Você foi inútil. Não conseguiu fazer nada para salvá-lo. Max confiava em você, e agora? Está provavelmente morto. Você sabe que está errada, não ouse negar sua culpa. — se intrometeu o policial, tendo uma estranha energia, como se ele já a conhecesse. Levou a mão direita ao olho direito. Uma lágrima escorria pela sua face. Elevou sua mão esquerda ao olho esquerdo. Uma gota de sangue escarlate vazava de sua bochecha. Era como se uma entidade mexesse com a cabeça de todos ao mesmo tempo. Levantaram-se e foram-se em sua direção, esbanjando a mesma cara séria e de olhos arregalados, como num filme de terror. Se aproximavam lentamente, repetindo críticas ao comportamento de Diana em um tom aterrorizante, como se fossem a atacar. A cada passo que davam em sua direção, a encurralando contra a parede, o ritmo de seu coração também aumentava. Seus olhos demoravam a abrir novamente quando piscava. Não havia caminho. De repente, sentiu algo como um arranhão em sua face, seguido por um forte miado em seu ouvido. Piscou, mas não acordara dentro da sala de sua casa. Ainda estava dentro da barraca, e Khan cutucava seu rosto para que acordasse. Ela resmungou algo sobre ainda estar dormindo, mas ainda assim levantou-se.
Muita coisa havia mudado desde que saíram de Lyrion após a declaração da situação de extremo risco que sofria. Os feixes da luz do sol atravessavam o tecido da barraca. Sentiu o calor irradiar seu rosto em instantes. Seus olhos arderam com a brusca diferença de luminosidade. Catou sua caderneta antes de sair e começou a rabiscar o papel, formando alguns garranchos que, se apertasse bem os olhos, seriam legíveis. Sentiu o cheiro da tinta fresca da caneta quando começou a escrever. “Olá. Faz um tempo desde que não nos falamos, não é? Eu sei que eu meio que te abandonei, mas é que as coisas estiveram me ocupando bastante desde que a gente veio pra cá. Vou tentar te atualizar de tudo que rolou desde então. Depois daquela tarde em que nós colocamos o rádio para funcionar pela primeira vez, nós começamos a arrumar umas malas (aparentemente, não coloquei roupas o suficiente, já que to usando a mesma roupa há alguns dias). No dia seguinte, nós fomos em uma loja no centro da cidade que costumava vender equipamentos para acampar. Espero que me perdoe, mãe, mas nós meio que levamos algumas coisas sem pagar. Era uma situação de vida ou morte, tá legal? Um azar que eu não peguei uma daquelas barracas super chiques com espaço para oito pessoas. A essa altura, a que pegamos já tá toda rasgada. Triste. Nós decidimos vir para a Floresta de Mouneet, onde a gente costumava vir para passar alguns finais de semana. Era legal. Estamos estabelecidos nessa clareira há alguns dias. O alimento ainda tá meio longe de acabar, mas nós já estamos providenciando mais. Lembro de algumas frutinhas comestíveis que nós provávamos quando vínhamos acampar. Bons momentos.” A partir daí, sua caneta começou a falhar. Pegou a caderneta e a arremessou de volta para dentro da barraca. Estava mal-humorada. Calçou suas botas jogadas ao canto. Seu couro estava quase mofado e seu interior estava úmido — mas era melhor do que nada. Estava partindo em direção a um lago próximo da clareira, onde poderiam fazer sua higiene pessoal. Não negava que era uma situação completamente diferente de qualquer outra que já esteve. Era garota criada em apartamento, vida perfeita, família feliz. Mas estava disposta a fazer qualquer coisa se seu irmão dependesse de si. E era nessa situação em se encontrava. Então, enquanto não encontrasse seu irmão... Continuaria escovando seus dentes com a água do lago. Khan a seguiu, adentrando o mato. Suas patas estavam cobertas por uma mistura de lama com folhas secas. Era nojento. Cada vez mais, se aproximavam da grande concentração de água. O ar que respiravam era diferente do da cidade — era puro, leve, como se fosse libertador. Além das árvores, já podia ver o grande espelho d’água refletindo a margem do lago. Um milagre da natureza, de beleza indescritível. Uma família de patos cambaleavam até a borda, preparando-se para molharem suas penas. A mãe ia na frente, enquanto os sete pequenininhos oscilavam seus passos em uma fila. Era de longe a coisa mais bonita que já havia presenciado. Estampava essa emoção com sua boca aberta, mas ainda mostrando os dentes, sorrindo. Porém, algo lhe chamou a atenção. Algo se mexia por detrás dos arbustos, da onde saíam guinchos e choros. O barulho a causou comoção, que procurou saber da onde vinha. — Khan! Tá ouvindo isso? — ela deu um breve silêncio para que pudesse ouvir melhor. O som do vento chacoalhando os galhos das árvores a trouxe paz. O choro se repetiu. — Vamos! O gato pulou em meio ao amontoado de plantas e raízes, abrindo um rombo entre as folhas com suas garras. Diana impressionou-se com sua capacidade. Em meio às folhas caídas, surgiu o oitavo patinho perdido, que continuou a chorar. Algumas gotas de chuva começaram a cair contra o chão, levantando a lama que repousava, endurecida, sob seus pés. Seu coração se amoleceu ao ver que tinha sua pata presa à uma das raízes da planta, que parecia o machucar com força a cada movimento que fazia. Ele a encarava como se implorasse por socorro, mas ainda assustado com a presença dos dois. As gotas de água começaram a se tornar cada vez mais frequentes. — Ah, coitadinho... — ela acariciou sua cabeça com o dedo indicador, sentindo as penas amarelas como a gema do ovo em suas mãos. Seu bico achatado e rosado abria uma hora ou outra para continuar guinchando de dor. — calma, calma. Khan, você não pode cortar a raiz com sua garra. Vai acabar machucando ele. Vem, fica aqui bem atrás de mim. Eu tenho algo melhor para ajudá-lo. Do seu bolso de trás, catou a caneta que esquecera de jogar de volta à barraca quando começou a falhar. Com cuidado, a encravou entre a raiz e a patinha do animal, e começou a puxá-la para trás, lentamente rompendo as fibras. Finalmente, a raiz se partiu no meio, lançando uma seiva amarelada para toda a parte e quebrando o acrílico da caneta. Agora sim precisaria de uma nova. Sua camisa estava completamente ensopada e pesada, enquanto os pelos de Khan estavam caídos com a água. Ela catou o filhote em seus braços, o confortando e envolvendo seu machucado com uma parte de sua blusa para estancar um pequeno sangramento que se surgiu. Tomando cuidado com seus passos, o carregou até perto da sua mãe, que parecia mesmo procurar por algo enquanto os filhotes de refrescavam na água. Ela grasnou e chorou, até que Diana adentrou a clareira que cercava o lago, com Khan colado à sua perna. Um forte vento acompanhou as gotas de chuva, que começaram a atingi-los quase que na horizontal. Pelo amontoado de árvores e arbustos, pode ver além da clareira sua barraca, que chacoalhava fortemente. O pequeno pato alegrou-se em ver sua mãe. Com seu pequeno conhecimento sobre a lógica animal, não se aproximou da mãe, pois poderia a encarar como uma ameaça; apenas o deixou ao chão e, derrapando por não conseguir utilizar uma de suas pernas, voltou para sua família. — Sabe, Khan... — ela finalmente desviou o olhar do grupo de animais, que continuavam a se banhar no lago, felizes — acho que eu gosto de ajudar as pessoas. Nesse pequeno tempo... eu não pensei em Max, ou em meus pais em momento algum. Eu costumava só me preocupar com isso. Eu até sonhei com eles. Mas, eu não me sinto preocupada, ao mesmo tempo que eu acho que deveria estar, e... O companheiro olhava diretamente em seus olhos. Ele, geralmente, não gostava de estar sujo, mas não parecia se incomodar nem um pouco naquele momento. — Acho que é isso. — O olhar de Khan demonstrava sua confusão, mas ao mesmo tempo uma leve curiosidade. — É isso que eu quero fazer. Ajudar as pessoas. Ele abriu um longo sorriso e ronronou. — Mas... é hora de voltar à realidade. Olhando em volta, ela podia ver um pedaço danificado da barraca, carregado e destruída pela chuva. Ela se aproximou e segurou o grande pedaço de lona rasgada e suja de lama, presa a um grande tronco de árvore, cortado pela metade. O tecido era azul, e se desfazia quando Diana esfregava seus dedos entre o pano. Agarrado a ele, sua caderneta, completamente ensopada e suja. Pelo menos, isso conseguiu ser salvo. — Acho que teremos de achar outro lugar para dormir... Ela continuava examinando os pedaços arrancados da barraca, enquanto o pequeno gato olhava à sua volta. Tentou livrar-se com sua pata de algumas folhas que grudaram-se ao seu corpo com a aderência da lama já seca, que permanecia endurecendo seu pelo, cinza como as nuvens que pairavam o céu, e que ainda descarregavam uma massiva quantidade de água. Caminhou ao redor, desviando de pequenas plantas que nasciam por entre a terra, constantemente recebendo umidade daquele clima extremamente chuvoso. Subiu em uma grande pedra, que se alongava até as proximidades do lago. Já em sua ponta dura e afiada, Khan avistou, do outro lado do grande espelho d’água, uma pequena casa de madeira, iluminada pelo sol que ainda escalava dificilmente o céu, erguendo seu brilho em direção ao meio-dia. Parecia um lugar caloroso na percepção limitada do gato. Diana, acompanhando o amigo com o olhar, enxergou também a casa, onde poderiam pedir abrigo. Ela se sentou. Suas pernas ainda estavam cansadas e em constante dor. Seu coração permanecia acelerado. A menina observou o chão, onde algumas flores pareciam sofrer as reações do fim do outono e a chegada do inverno. Era uma rosa — um pouco desbotada, mas era como um símbolo de resistência. Ela arrancou a flor da terra, tomando cuidado para não se furar com os espinhos — ela deslizou para fora da lama lubrificada sem insistência. Ergueu suas pétalas. Seu rosto ficou lívido quando percebeu um pequeno detalhe, que a fez largar a rosa no chão — ela rapidamente se desfez em poeira. O caule estava cinzento. — Khan... — ela se afastou o mais rápido que pôde da flor que, no momento que tocou o chão, fez com que a pouca grama à sua volta também se tornasse cinzenta e podre. O forte cheiro de estrume também incomodou o olfato de Diana. — precisamos ir... rápido! O felino saltou do topo da grande pedra até o chão, caindo de pé. Parecia confuso, mas não hesitava em seguir sua fiel companheira. Deixou todos os seus pertences para trás, conseguindo levar consigo apenas sua caderneta, em que registrava cada dia que passava. Suas pegadas foram deixadas pela última vez naquela lama, que nunca mais seria tocada por uma alma viva. Estava trêmula, assustada. Em um segundo, todos os seus sentimentos de preocupação e ansiedade voltaram ao seu corpo, um por um. A assassina havia os alcançado.
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2019.12.14 04:22 masterofpotatoes6953 Dos momentos que a solidão dói

Olá pessoal.
Só queria contar pra alguém o que tô passando agora. Não é nada demais. É só meio, talvez, a dor da solidão batendo mais forte.
Hoje saí com uma menina do Tinder muito legal, nós ficamos, pouquinho, mas ficamos. A conversa foi maravilhosa, depois fui encontrar uns amigos numa pizzaria e bebi um tico e depois voltei pra casa. Tava tudo bem até minha amiga me enviar a música Tommy's Party do Peach Pit.
E foi aí que foi meu erro. Comecei a chorar quase que copiosamente enquanto via o que a letra dizia kkk. Depois coloquei umas músicas do Rube pra chorar ainda mais.
Parece que tava tanta coisa guardada e tudo liberou duma vez. É muito doido isso, porque num chorava sozinho assim tinha um tempo. E nesse chororô, bateu a dor de num ter quem abraçar e só chorar até não aguentar mais.

Só queria externar isso mesmo, sei que num é nada demais kkk.

Pros que leram, lhes desejo um ótimo final de ano e obrigado pela atenção :D
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2019.11.29 18:31 tutti300 Vocês estão prontos pra isso?

A teoria de Cellbit
18/05/2019
Sumário
Prefácio
Normies, a origem
Titor
Crítico de memes
Nidere
Pepe
Um pouco de física para explicar o túnel de viagem entre portais quântica passando pelos três reinos
Os três reinos
Prefácio
O que vou descrever neste livro contém em parte opinião pessoal, em parte história e em parte minha interpretação dela. Se não quiser, não acredite, mas o que vou citar aqui é real, 80% baseado em estudos sobre os temas a seguir e tudo, mas absolutamente tudo, foi apenas descoberto por pesquisadores cujos nomes me pediram que mantivesse em segredo.
O uso deste livro é apenas para fins educativos, para diversão e descoberta do incrível mundo da internet. Agora, falando sem brincadeira, vacilão morre cedo, então se for copiar este livro e postar com teu nome na internet pelo menos me dá os créditos por escrever o livro.
Agora, fiquem com o livro e descubram o incrível mundo por trás de tudo o que vocês já viram, um mundo além da sua imaginação, muito obrigado a todos que estão lendo e cuidado com normies.
Artur Francisco de Souza

Normies, a origem
Ninguém sabe ao certo o momento exato do nascimento do primeiro normie. De acordo com pesquisadores, os normies surgiram junto com a primeira live do Cellbit. Quando ele jogava, eles estavam lá. Quando ele checava o Reddit, eles estavam lá. A teoria mais aceita até hoje por nós, pesquisadores, é de que eles evoluíram de uma raça mais antiga, conhecida como os mutantes.
O objetivo dos normies era só um, irritar o Cellbit para que suas lives se tornassem horríveis, coisa que nunca ocorreu devido a proteção de uma raça predadora de normies de nome chat (mais sobre eles adiante). Os objetivos dos normies mudaram muito, hoje eles incluem chamar a atenção por meio de um som traduzido para nossa língua como “MANDA SALVE”, fingir que acha graça por meio de uma risada com apenas uma letra (KKK), feito incrível considerando que o QI dos normies é de -8, e pedir para jogar simulacra em live (ninguém com mente normal pediria isso).
Os normies têm evoluído para uma nova raça conhecida como os inscritos do Alan, que parece ser seu atual líder. Mas os normies contam com a presença de um grande adversário, Titor, general do chat e grande detetive. Titor tem frustrado seus inúmeros planos de dominação da live.
Até onde se sabe os normies também não possuem sentimentos e fazem de tudo para chamar a atenção, então o chat consegue encontrar todos com facilidade. Porém, os normies estão começando a elevar o QI por meio da resolução de exercícios conhecidos como GÊNIO QUIZ e QUIZ PARA INTELIGENTES. Esses desafios, além de aumentar seu QI, estão ajudando eles a descobrirem técnicas ninjas, o que pode vir a ser perigoso para o chat futuramente.
Além de ter como principal inimigo o Cellbit, os normies também não sabem diferenciar as mais básicas coisas. Os normies não suportam ver o mesmo jogo, hábito que surgiu, pois seu líder, Alan, jogou todos enquanto eles assistiam, então suas atividades também incluem pedir pra mudar de jogo e repetir piadas forçadas do Alan.

Titor
Giovanni Titor, ou apenas Titor, é o mais famoso combatente do chat, tendo abatido mais de 148 normies, fazendo com que mudassem de lado. Ele também resolveu muitos casos importantes (mais sobre isso em Youtube), Além de ser um grande amigo de Cellbit (como isso é um segredo de estado eles fingem que não se conhecem).

Crítico de memes
O crítico de memes é o mais temido predador de normies e do chat de todos os tempos. Até onde se sabe, na antiguidade, chat e normies se uniram em um único exército para combatê-lo, tamanho era seu poder, ele foi selado em uma caverna no inferno, onde tomou spoiler de todos os filmes e séries que viriam a surgir. Infelizmente, seu poder depois disso apenas aumentou, pois ele agora podia partir corações com spoiler. Ao todo, seus poderes incluem:
· Alterar a realidade de tudo que existe na internet;
· Destruir qualquer meme, não importa seu poder;
· Dar spoiler sem ser odiado até por satã;
· Basicamente, criar ou destruir linhas do tempo (em seu poder total);
· Qualquer poder de qualquer herói;
Segundo a mitologia chatiana, a única criatura capaz de derrota-lo seria o lendário deus gamer, poder adquirido apenas por Eredin e seus descendentes ao alcançar o poder total, ou seja, a marca de Sally (capítulo sobre isso a frente), cujo poder é tão antigo que é desconhecido por todos.

Nidere
O Nidere é, sem dúvida alguma, a criatura mais fascinante que já viveu no mundo da internet. Ele foi criado dentro de uma base secreta nazista da deep web em um experimento envolvendo radiação, com o intuito de se tornar um supercão, um experimento que deu muito errado e assim nasceu Nidere. Uma criatura pacifica e amigável, apesar de parecer assustador, Nidere é praticamente um filhotinho que não faz mal a ninguém. Reparem que eu disse praticamente, pois, se for atacado ou quiser defender o reino da internet, ele se torna uma criatura destrutiva imparável. Mas fora isso, ele é muito amigável, tanto que em meus estudos vivi uma semana com ele, aprendendo como ele vive tudo o que faz e etc.
Nidere também é um grande amigo, se você se tornar amigo dele, ele nunca deixará de ser fiel a você e sempre vai ajudá-lo caso precise ou esteja em perigo. Um dos maiores amigos de Nidere é o seu colega de experimentos Pepe (mais sobre ele a seguir), pois desde que os dois fugiram da base nazista secreta na deep web, nunca se separaram.

Pepe
Pepe, o sapo de spam de emotes, foi criado para destruir qualquer conteúdo relacionado ao reino da internet, porém o erro dos cientistas da deep web foi um bem simples. Ele é pacífico. Sua natureza não irá mudar não importa o que aconteça. Assim, ele se aliou as forças do bem como médico de campo de batalha.

Um pouco de física para explicar o túnel de viagem quântica entre os reinos
No universo, existem os três reinos: a deep web, a internet e o reino ancestral. Muito tempo atrás, todos viviam no mundo ancestral, até que foi descoberto um jeito de se mover no tempo-espaço por meio de portais transdimensionais, ou buracos de minhoca. Assim, os três reinos foram divididos entre os três herdeiros do rei Gorogoa, que herdaram os poderes do selo ancestral Sally, que atualmente está dividido com duas partes para Cellbit e uma está perdida.
O conceito da viagem é simples. Se você entra em um ponto no primeiro mundo, este ponto estará invertido no segundo, e vice-versa. Porém como existem três mundos, quando você está em qualquer ponto dos mundos um e dois, indo ao mundo três vai ser como entrar em um espelho de cabeça para baixo.

Os três reinos
Internet = o reino da internet é dividido em várias cidades, as mais conhecidas militarmente são Twitch e Youtube, com os respectivos exércitos de Subs e inscritos. O rei desse reino é Cellbit, cujo nível de poder atual é de:
· 2000 de QI
· 6000 de zoeira
· 3500 de magia
· 10000 das duas partes da marca de Sally
Ou seja, 21.500 de poder (mais sobre poder em pág. 9), mais 18000 em Subs e 15000 em inscritos, formando assim o mais poderoso exército atualmente. O reino da internet também produz lives com conteúdo sobre Reddit, que é um grande produtor e exportador de memes da internet. Antigamente, também haviam estudos baseados em gravações dos mutantes.
Recentemente, uma de suas cidades, chamada de PC 10K, queimou por uma tática de ataque nova da deep web chamada ALT + TAB, que gerou enormes prejuízos a Cellbit.

Deep Web = possui como rei Felps, o clicker anônimo, é um reino com várias cidades secretas para defesa. Antigamente, a deep web tentou sequestrar Cellbit usando uma van. Felizmente, Cellbit é inteligente e não foi pego. Esse reino também possui um anão chamado (desconhecido) que é um grande inimigo de Titor.

Ancestral = o reino mágico governado por Eredin, o lobo, há muitos anos. Acredita-se que os mutantes, a raça que deu origem aos normies, tenha nascido ali. Hoje em dia, é um local caótico devido a apenas normies e monstros morarem ali, já que o lobinho foi viver com Cellbit.
Os normies são seres mais conhecidos como blogueiros modinhas ou jogadores de fortnite. Seu líder é o Alan, o que leva ao nome comum dos normies, “inscritos do Alan”. Ele também possui rivalidade com Cellbit e com Felps.
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2019.10.10 19:40 simonekama Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.

Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.
Conheça o segredo para ganhar seguidores no Instagram através de automação e também aprenda a baixar video do Instagram.

Além de seguidores no Instagram, precisa vender mais ?

Confira essas dicas abaixo que vão te ajudar:
Se você tem a impressão que vender no Instagram é algo difícil, fique tranquilo que iremos desmistificar isso pra você.

Os erros cometidos em quem quer aumentar suas vendas no Instagram:

– Somente postar propaganda!
Você transformar seu perfil em um perfil de spam e propagandas sem fim, diminui e muito o alcance do seu perfil.
– Tentar vender sem criar autoridade no perfil do Instagram.
É muito difícil uma pessoa comprar de você se ela não reconhece em você um porto seguro no tema.

Saiba que através de automação Instagram, você pode aumentar seus resultados seguindo alguns passos.

Hoje o Instagram é a maior rede social do mundo , inclusive é a rede que mais cresce em 2019 . Quando se pensa em seguidores para Instagram , automaticamente você já pensa em pessoas famosas , mas , saiba que hoje todo mundo pode ter muito mais usuários acompanhando suas postagens .
Com o aumento de uso da plataforma, aumentou também o número de plataformas que prometem mais seguidores para Instagram e esse post é pra explicar sobre essas ferramentas .
Grande parte delas é baseada em interações , ou seja , você cadastra seu perfil , configura seu público alvo e a partir daí o sistema segue, deixa de seguir e da likes nas postagens do público que você pré determinou , com isso , vários usuários vão retribuindo sua interação e com isso você aumenta seu número de amigos .

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Uma coisa importante para ter seguidores no Instagram e curtidas, é necessário saber como funciona o algoritmo do Instagram.

Como era antes?

Antes a rede social enviava o seu conteúdo pra todos ou quase todos seus seguidores de maneira até desordenada.
Com isso, os usuários recebiam muitas vezes publicações que não eram do próprio interesse, tornando a rede social muitas vezes enjoativa.

Como funciona agora?

Agora a rede social filtra as postagens de acordo com o seu interesse e você recebe um conteúdo muito mais qualificado de acordo com seus gostos.

E como é determinado o meu gosto pessoal?

De acordo com suas interações no Instagram. Por exemplo:
Você curtiu a postagem de um prato de comida que gostou. Com isso, o Instagram vai entender que você gosta de determinado conteúdo daquele perfil e sempre irá mostra-lo a você.
O inverso também serve, ou seja, se você postar determinado conteúdo e seus seguidores gostarem, ele irá aparecer com mais frequência para eles.

E se determinado usuário não curtir o meu conteúdo, como isso impacta em ganhar seguidores no Instagram?

O Instagram irá determinar que seu conteúdo não é mais interessante para esse usuário e deixar de enviar para ele.

Como melhorar meu algoritmo e ganhar seguidores no Instagram?

Conteúdo é tudo

Desde a difusão do Inbound Marketing, o conteúdo se tornou o centro das ações no marketing digital. Com uma proposta diferenciada do marketing tradicional, o Inbound coloca as empresas como especialistas que compartilham seus conhecimentos. Dessa forma, não é preciso chegar até o público de maneira invasiva.
Mas já que não invadimos o espaço do prospect, como ele chega até nós? A ideia principal é criar um conteúdo de qualidade, 100% adequado ao que o seu público consome pela Internet.
Essa presença não se resume a anúncios diretos com botões de compra ou contato direto com a equipe de vendas. Trata-se de um conteúdo educativo que irá, de fato, ajudar a persona a solucionar uma determinada dor.
É importante aceitar de antemão que o marketing de conteúdo veio com tudo e tomou conta das estratégias de sucesso. E essa mesma lógica também aplicada às redes sociais. Por isso é importante saber como criar conteúdo para o Instagram para atingir os melhores resultados.

Como criar conteúdo para Instagram?

Você já parou para pensar na quantidade de conteúdos que aparecem nas redes sociais todos os dias?
Se você abrir o Instagram agora e olhar com um pouco mais de criticidade, vai entender o que estamos falando.
A quantidade de imagens de produtos e anúncios – fora as fotos de seus amigos, moods, tbts – é absurda.
Agora, o que determina qual post chama mais atenção das pessoas? O que está por trás do contéudo que realmente dá certo no Instagram?
Depois de pensar muito nisso e analisar nossos conteúdos que bombaram, chegamos à seguinte resposta:
Os 3 principais requisitos para um conteúdo que dá certo no Instagram são: objetivo, persona e estratégia.

Aprenda agora a baixar video do Instagram para ter um conteúdo bacana.

Não sabe como pegar a URL da foto ou video para baixar video do Instagram?

É um processo bem simples, abra seu Instagram, vá até a publicação(foto ou video) que deseja baixar, clique na parte superior da propriedade, vai abrir um menu, clique em copiar link. Pronto, agora cole no formulário acima e clique no botão, o sistema vai baixar video ou fotos do Instagram como uma mágica para você.

Stories, foque nos STORIES. Isso vai ajudar muito a ganhar seguidores no Instagram.

Você sabia que o stories é uma função de enorme engajamento no Instagram?
As chances de uma empresa dar certo é pela junção de três estratégias: humor, interação e bons conteúdos.
Se tudo isso estiver, pelo menos, nos stories, seu sucesso já está um passo a frente de ser garantido.
Claro que não é apenas isso, mas se me perguntasse quais as principais formas de conquistar o público, eu apontaria essas três acima.
Um perfil que possui stories interativos e com bons conteúdos tem mais chances de engajamento.
Mas, claro, que toda regra tem exceção!
Outra boa ideia para usar e tornar seu stories mais interativos é fazendo enquetes. As pessoas amam respondê-las e é uma ótima oportunidade de conhecer seu seguidores.
Você pode fazer perguntas sobre eles ou sobre algum de seus produtos ou serviços. Isso vai ajudar bastante seu negócio!
E para não ficar somente nas enquetes para conhecer seu público, teste outras funções, como a perguntas e respostas.

Saiba quais são as principais hashtags do seu negócio para ter seguidores no Instagram.

O Instagram é movido pelas hashtags, por isso, é ideal que você pesquise quais são as principais hashtags relacionadas ao seu negócio. Através delas, poderá saber quais termos colocar em seus posts do Instagram, quais temas abordar e quais são os tipos de posts que mais recebem curtidas e comentários.
A segunda estratégia por trás das hashtags é você procurar por tags que estão relacionadas ao seu perfil. Quando você faz a busca, você encontra termos relacionados ao que procurou, visualiza as principais publicações e as publicações mais recentes.
Por isso, é tão comum que perfis de moda utilizem #lookdodia, #tendência, #fashion e outras hashtags que ajudam a categorizar seus conteúdos, por exemplo — e assim, cada segmento utiliza as tags que melhor se aplicam à sua realidade. Outra novidade é que também é possível seguir hashtags, o que amplia ainda mais as chances de você ser encontrado por meio delas e ganhar curtidas no Instagram.

Como deixar meu perfil bem estruturado para ter seguidores no Instagram:

Perfil de negócios com preenchimento de informações.

Para que o perfil da sua companhia tenha mais chances de se consolidar é importante que esteja modalidade de perfil empresarial. Basta ir até o menu de configurações do aplicativo e mudar o perfil para comercial. Ressalto que para realizar essa mudança é necessário ter um perfil de Facebook para fazer a vinculação. Complete o preenchimento das informações como e-mail, endereço e telefone, algo importante para que seus clientes possam entrar em contato.

Nome curto e marcante.

Quanto mais letras tiver o seu @ mais difícil será para que seus consumidores encontrem o seu perfil. Observe ainda que empresas que possuem nomes muito longos podem não conseguir escrevê-los inteiros por falta de caracteres. Mesmo reduzindo o nome do @ você pode e deve adicionar o nome inteiro da sua organização no campo de nome dos dados a serem preenchidos de maneira que ele apareça em destaque.
Como usar o Instagram no PC e ter mais facilidade de usar certa automação Instagram?

Instagram no PC

Apesar de ter sido originalmente criado para ser utilizado em dispositivos móveis, como já citamos, é possível utilizar em seu computador, na versão desktop. Basta acessar o site do Instagram e navegar entre os conteúdos das pessoas que você segue e tanto gosta de acompanhar.
Diretamente pelo computador você também pode baixar video do Instagram como foi explicado anteriormente e facilitar o desempenho do seu perfil.

O que é o shadowban do Instagram?

O termo “shadowban” existe desde 2006, mas só há poucos anos se disseminou pelo público digital. Por definição, um shadowban é o ato de bloquear o usuário de uma rede social de forma que ele não perceba que foi banido.
Em 2016 o termo começou a ser utilizado em relação ao Instagram e, em 2017, passou a ser mais conhecido pelos marketeiros. Apesar disso, muita gente ainda não sabe o que significa.
O shadowban no Instagram acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba Explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts.

Não confunda com o algoritmo do Instagram

Quedas no alcance e pouco crescimento de perfil também podem estar relacionadas ao algoritmo do Instagram. E você precisa entender bem a diferença entre ele e o shadowban.
Desde junho de 2016, o Instagram vem aperfeiçoando o algoritmo da ferramenta para que os usuários tenham, cada vez mais, experiências melhores dentro da rede social. Isso incluiu, por exemplo, a mudança do feed cronológico para um feed de relevância. Hoje em dia, a gente vê com preferência os posts que mais importam pra gente.

Como funciona a automação Instagram?

Geralmente as ferramentas de automação para Instagram são utilizadas com o objetivo de crescer o número de seguidores.
Entretanto, antes de contratar uma plataforma, é necessário que você tenha em mente que as ferramentas de automação têm como objetivo executar automaticamente tarefas que você perderia muito tempo fazendo manualmente.

Principais vantagens de investir em automações.

  • Conta ativa mesmo quando você está offline
  • Aumento de seguidores muito mais rápido
  • Mais engajamento da sua empresa com usuários
  • Melhora o relacionamento com os seguidores (afinal você irá responder o que eles perguntam rápido, vai poder começar uma conversa, etc.)
  • Fortalecimento da marca
  • Automatizar processos repetitivos que os profissionais de rede sociais costumam fazer manualmente\
Mais vantagens de usar automação Instagram:

Realiza ações repetitivas

Acessar o perfil todos os dias, curtir fotos, comentá-las e enviar agradecimentos aos novos seguidores podem ser tarefas exaustivas e que fazem perder um tempo considerável.
Com o uso de um aplicativo de automação, ele é o responsável por fazer esse tipo de interatividade e deixá-lo livre para outros compromissos.

Atrai novas pessoas ao seu perfil

É um hábito comum entre os usuários do Instagram entrarem no perfil de um novo seguidor, e decidir se o segue de volta. Quando a ferramenta é ativada, ela passa a seguir novas pessoas, que tendem a entrar em seu perfil e por serem pré-dispostas ao que você vende, podem ter interesse em segui-lo.

Otimiza o tempo

O tempo que você gastaria com seguir pessoas, curtir fotos/vídeos e agradecer novos seguidores pode ser aproveitado para outras ações que geram uma série de benefícios ao seu negócio. É uma das vantagens que convencem as pessoas a investirem em uma das ferramentas que gerenciam as contas do Instagram.
Como Usar o Instagram de Forma Profissional?
O Instagram é uma rede social que tem crescido muito para divulgação de produto, aumentar o tráfego de site e de blog. Por isso, é importante trabalhar alguns elementos que fazem com que os seguidores reais encontrem os perfis profissionais que são mais interessantes no momento.
Além disso, para transformar o Instagram em um negócio é crucial usar alguns elementos que despertam o engajamento para gerar maior interação no perfil.
Entretanto, pessoas ou marcas que querem saber como usar o Instagram de forma profissional, precisam conhecer artifícios que ajudam a criar conexão com o Público-Alvo.
No entanto, a automação no Instagram é uma forma de dominar as artes dessa mídia e levar o negócio para um outro nível.
Automação Instagram não é Compra de Seguidores.
Para ter o controle disso, é necessário uma ferramenta de automação no Instagram que pode fazer toda a diferença na estratégia e potencializar o alcance do que se publica.
A grande sacada é uma combinação de um conteúdo excelente e ferramentas de gerenciamento que facilitam e aumentam a produtividade de quem trabalha com marketing nas redes sociais.
Para quem é gerente de contas em uma agência, pequeno empreendedor, influenciador digital ou profissional responsável por gerar resultados com o Instagram, a automatização vai facilitar muito o trabalho.
É muito fácil transformar seguidores em clientes. Mas para isso, além da automação no Instagram, é necessário conhecer as ações de Marketing que vão fazer o Instagram trabalhar automaticamente!
  • Tenha um perfil empresarial;
  • Conheça bem o mercado;
  • Saiba quem é o público;
  • Crie conteúdo relevante para quem vai consumi-lo;
  • Utilize hashtags estratégicas;
  • Conteúdo recorrentes para gerar mais consistência;
  • Valorize o público;
  • Analise as métricas;
  • Parcerias com influenciadores;
  • Transforme seguidores em leads e leads em clientes.
Executar todas essas ações pode ser trabalhoso e demandar muito tempo, que poderia ser otimizado com a ajuda de uma automação no Instagram. Por isso, a automação é recomendável para quem quer ter um bom negócio online usando o Instagram com as estratégias de automação.

Qual automação Instagram vocês do Blog Estratégia 10k recomendam?

O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.

Quais funções a automação Instagram Maisgram realiza?

Segmentação de Público.

Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.

Direct de Boas Vindas

Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes e consiga ganhar seguidores no Instagram.

Sistema Automatizado para Seguir e Deixar de Seguir.

O Maisgram trabalha por você realizando interações de Seguir e Deixar de Seguir automaticamente.

Relatório Completo de Atividades.

Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.

Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

Nossa plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline e também visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.

Suporte via WhatsApp.

Converse com um especialista para ampliar ainda mais seus resultados. Nossa equipe é altamente qualificada para solucionar problemas.

Como está funcionando a automação Instagram após as atualizações do Instagram?

No dia 29/05/2019 o Instagram realizou uma atualização na qual se exigiu, da nossa ferramenta, mudanças em alguns procedimentos de trabalho. O Instagram atualizou sua plataforma no intuito de transformar a rede social em uma rede totalmente humanizada. O Maisgram a partir de agora trabalha de forma a priorizar o crescimento de forma sustentável e humana. Mas para isso acontecer e você obter mais resultados, precisará colaborar com a utilização correta do seu perfil no Instagram. No Instagram, contrariamente ao que dizem, NÃO EXISTEM limitações. O que existe é uma inteligência artificial que detecta excessos de determinadas ações e falta de outras, bloqueando algumas partes da sua conta, caso entendam que há necessidade. E como podemos ter mais resultados? Aí vão algumas dicas para que seu Instagram possa ter o máximo de crescimento:
1 – Poste regularmente no Feed e nos Storys. 2 – Participe dos Storys de outros amigos, responda enquetes, faça perguntas de acordo com o tema. 3 – Comente em postagens de seus amigos, claro que sempre de forma humanizada. Comente sempre de acordo com o tema. 4 – Evite Seguir, Deixar de Seguir e Curtir manualmente. O sistema Maisgram já faz isso por você. 5 – Responda sempre os directs enviados pelos seus amigos pra você de forma a não parecer um robô ou spam. Em resumo, quanto mais você realizar as dicas acima, mais humanizado seu perfil estará e o Maisgram poderá trabalhar de forma plena em seu perfil.
6 – Utilize a ferramenta Maisgram para baixar video do Instagram e tenha sempre um ótimo conteúdo. Gostaríamos de frizar que alterações são feitas para manter a segurança de seu perfil e sempre estarmos em conformidade com as diretrizes do próprio Instagram.

E o fim do likes no Instagram? Como funciona essa questão na automação Instagram?

Será o fim dos Likes no Instagram ?

A partir de 17/07/2019 o Instagram iniciou um novo teste no Brasil para ocultar o número de curtidas nas postagens do Feed. Na prática, apenas o proprietário do perfil continuará sabendo quantas curtidas suas publicações receberam. Seus seguidores não terão mais acesso ao número de “likes”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”, disse a empresa em nota oficial. E no que isso impacta a nossa plataforma? A ótima notícia, é que todos os impactos são positivos. Essas mudanças, em conjunto com as mudanças das últimas semanas, tendem a reduzir o número de Seguidores e Likes Fake. Primeiro pela parte técnica de o próprio Instagram estar derrubando esses Seguidores e Likes Fake e segundo pela mudança do comportamento dos usuários que não verão mais necessidade de comprar Likes se o intuito é meramente alimentar seu próprio ego. É aí que os usuários que utilizam o Maisgram ganham, nosso sistema faz você ganhar Seguidores, Likes e Engajamento real e duradouro. Você pode aumentar a visibilidade do seu perfil, melhorar seu relacionamento com seus clientes, expandir sua marca e até vender muito mais. O Maisgram foi desenvolvido pra você que precisa de resultados reais no seu perfil e não números ilusórios e forjados. Essas atualizações não influenciaram na parte de baixar video do Instagram.

Saiba mais sobre as instabilidades no Instagram e o quanto ela afeta na parte de ganhar seguidores no Instagram:

Se você teve problemas com o Instagram nas últimas semanas, fique tranquilo pois este é um problema enfrentado por usuários do aplicativo no mundo inteiro. Problemas como: Bloqueio para seguir pessoas. Falhas totais ou parciais na visualização de storys e linha do tempo. Lentidão de forma geral. Perda enorme e anormal de seguidores reais. Bloqueio para curtir postagens. Exigência para se alterar senha ( mesmo que não usem nenhum tipo de sistema para ganho de seguidores ). Entre outros. O Instagram está sofrendo de uma instabilidade há algumas semanas. Estes problemas estão relacionados aos últimos update em sua plataforma. Não se sabe ainda, quando a situação irá estar totalmente normalizada. Lembrando que o Instagram não costuma mencionar nenhum tipo de problema ou instalidade em suas redes sociais. E também, não costuma emitir nenhum comunicado oficial.

Como uso a automação Instagram e posso ganhar seguidores e também baixar video do Instagram?

CLIQUE AQUI e utilize a automação Instagram, tanto para ganhar seguidores no Instagram, quanto para baixar video do Instagram.

Existe teste Grátis na automação Instagram?

Sim, o Maisgram proporciona um teste Grátis por 3 dias , sem compromisso nem fidelidade nenhuma.
Blog Estratégia 10k.

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2019.10.08 20:20 simonekama Baixar video do Instagram grátis e usar automação Instagram.

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Ganhar seguidores no Instagram através de automação e baixar video do Instagram sem precisar usar aplicativos.

Eventos Sobre Baixar Video Do Instagram Que Você Deveria Participar.

No artigo de hoje, vamos apresentar {a entrevista} feita com uma das maiores personalidades a respeito de “automação Instagram”. Então, Segredos imperdíveis sobre como evitar a tão temida não vender nada e informações sobre aumentar o engajamento no Instagram vão ajudar bastante você que é cantor!
É possível atingir o ponto exato e alcançar seu objetivo de aumentar o engajamento no Instagram de forma certa. Você sabia que os maiores nomes que falam a respeito de automação Instagram costumam seguir basicamente esses passos abaixo?
Se você souber como lidar com isso, vai perceber que é possível mudar várias áreas da vida aplicando os conceitos de baixar video do instagram no seu dia a dia. Na sua jornada como empreendimento pode ser desafiante baixar seu conteúdo favorito, deixando de lado ser muito complexo, mas com as informações desse automação Instagram vai ficar gravado em sua cabeça.

Crie concursos, promoções e sorteios

Por meio do engajamento com os seus atuais seguidores você pode encorajá-los a compartilhar o seu perfil, em troca de algo, é claro. Por exemplo, crie um desconto para quem compartilhar um post seu ou dê um brinde para quem marcar três amigos em sua publicação.
Existem várias opções para você engajar o público a divulgar o seu perfil, estude cada uma delas e implemente a que mais se adéqua ao seu modelo de negócio. Esta é uma ótima opção para quem quer aprender como aumentar seguidores no Instagram.
Gostou das dicas de hoje? Fique por dentro desse blog, pois é sempre o melhor que separo pra você sobre baixar video do instagram.
O assunto do momento para enfim se livrar de ser muito complexo e finalmente baixar seu conteúdo favorito.
É hora de levar a sério mesmo… automação Instagram exige força de vontade e disciplina. Quando tudo é feito profissionalmente, vislumbrar aumentar o engajamento no Instagram fica mais fácil.

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Plataforma para baixar video do Instagram e automação Instagram.

No artigo de hoje, vamos falar EXCLUSIVAMENTE sobre as vantagens de ser um profissional da área de baixar video do instagram. Prepare-se, pois Segredos incríveis para melhorar seu empreendimento valiosas estão prestes a serem lidas pelos seus olhos de empreendimento faminto por boas informações sobre esse assunto!

Defina quem é o seu público-alvo

Com quem você quer falar? Dependendo do produto, serviço ou conteúdo que oferece existem grupos de pessoas que podem ter maior interesse e, consequentemente, maiores chances de se tornarem seguidores.
Se é o proprietário ou uma agência que faz o marketing de uma rede de cursinhos, certamente quer vestibulandos como seguidores.
Trabalha para um e-commerce de pranchas de surf descoladas? Então, deve atrair jovens que moram em cidades com praia ou que gostam de viajar para o litoral para surfar.
Caso seja um obstetra, o ideal é conquistar seguidoras mulheres que planejam ter filhos.
Definir seu público é essencial para sua estratégia no Instagram funcionar e o que nos leva para o próximo passo.

#2 Entenda pelo que seu público se interessa

É claro que uma marca, seja pessoal ou de uma empresa, pode usar sua presença digital para falar sobre seus benefícios e buscar vender mais. Porém, essa não é a ação ideal para ganhar seguidores no Instagram.
O seu conteúdo precisa ser interessante para seu público-alvo, ou seja, ele deve ser relevante, útil e gerar valor. Mas como fazer isso?
Quem quer conquistar seguidores no Instagram precisa ter empatia e se colocar no lugar de seu cliente ou seguidor ideal. É necessário pensar: quais são os interesses dessa pessoa? O que ela busca e o que é prioridade na vida dela? Mas lembre-se: é essencial entender pelo que seu público-alvo se interessa e não pelo que você gostaria que ele se interessasse!
Veja como funciona esse alinhamento de interesses entre seu público ideal e os interesses dele:
  • Um cursinho que quer atrair vestibulandos para seu perfil, pode falar sobre dicas para provas, pegadinhas do ENEM e como manter a calma na hora dos testes. E, claro, tudo de uma maneira que seja interessante e bem humorada para os jovens.
  • Um médico nutrólogo especialista em saúde e nutrição esportiva quer falar com quem se interessa por esportes, pessoas fitness e atletas. Então, ele deve fazer postagens sobre performance, como certos alimentos influenciam no corpo de um atleta, quais são os segredos de quem tem melhoras nos treinos e afins.
Com essa visão de entregar o que é relevante, é possível produzir o conteúdo certo para atrair o cliente ideal.

#3 Saiba por que você quer essas pessoas seguindo seu perfil

Blogueiros costumam a usar a rede para se conectar com os fãs e promover seu conteúdo. Diversos atores usam seu perfil como forma de se mostrarem “pessoas reais”. Lojas de roupas utilizam a plataforma para expor suas peças para quem gosta de moda ou da própria marca. Profissionais de diferentes áreas usam o Instagram para se posicionar diante do seu nicho.
Mas por que você está no Instagram? Por que é necessário ter mais pessoas seguindo seu perfil?
Concorda que só alimentá-las de conteúdo pode te desmotivar a fazer o melhor que sua marca pode oferecer?
Para evitar esse problema, entenda o porquê você quer reunir aquelas pessoas no seu perfil e nutri-las. Isso vai dar sentido a sua estratégia e te ajudar a ver resultados além do número de seguidores.

Qual melhor ferramenta de automação Instagram ?

Com a automação não há dores de cabeça de ficar na frente do computador dia e noite para não perder nenhuma novidade ou cliente, a grande vantagem da automação é dormir tranquilo sabendo que não perderá nenhum cliente durante o sono.
Sempre indicamos o sistema Maisgram.
O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.

Segmentação de Público.

Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.

Direct de Boas Vindas

Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes.

Sistema Automatizado para Seguir e Deixar de Seguir.

O Maisgram trabalha por você realizando interações de Seguir e Deixar de Seguir automaticamente.

Relatório Completo de Atividades.

Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.

Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

Nossa plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline e também visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.
Quando as ideias acabam, AGIR é a solução! Você já se pegou com ser muito complexo em algum momento quando estava tentando baixar seu conteúdo favorito? Se já… Esse artigo de hoje é justamente para você empreendimento!
É extremamente necessário cuidarmos de nosso “eu” como cantor. Como cantor. O cuidado com quem nós somos, nossa vida pessoal é primordial no nosso dia a dia. E acredite, isso acaba determinando até se vamos aumentar o engajamento no Instagram bem ou não…

baixar video do Instagram de forma rápida.

Dicas De Baixar Video Do Instagram Para Cair Seu Queixo Com Resultados.
Você sabia que para saber bem baixar video do instagram? Não é preciso absorver tantas e tantas Segredos incríveis para melhorar seu empreendimento e automação Instagram sobre isso? Veja este simples artigo com dicas simples.
E sempre se fala das possibilidades infinitas que tem para autônomos em geral, quando sabem bem sobre baixar video do instagram.
Eu estou muito feliz por ter conseguido minha meta de aumentar o engajamento no Instagram depois que acreditei que esse Instagram seguidores valia realmente a pena…
Persistência é a chave para sistemas para divulgar perfil alcançar aumentar o engajamento no Instagram.
Ação é a solução. Quando parece que aumentar o engajamento no Instagram está longe, continuar agindo e caminhando é o que irá fazer com que não paremos pelo caminho, deixando não vender nada nos abater.
Como baixar video do instagram pode revolucionar o mundo em que vivemos? Pelo menos na nossa área? Já imaginou? Seus filhos e netos falando sobre quando você ajudou muitos autônomos em geral?

Personalize seu perfil e aprenda a baixar video do Instagram.

Você, provavelmente, já ouviu falar que a primeira impressão é a que fica, não é mesmo? E é assim mesmo que funciona com o seu perfil no instagram.
Quando um usuário acessa um perfil que pareça pouco interessante ou confuso, com apenas um clique, ele vai para outro perfil. Por isso, é tão importante ter um perfil atraente e bem organizado, que prende a atenção do visitante nos primeiros instantes.
Personalizar a foto do seu perfil deve ser a sua prioridade agora. Para perfis pessoais, o ideal é que tenha uma boa foto de rosto, com qualidade boa e, de preferência, só uma pessoa na foto.
Para perfis empresariais, é mais adequado é que tenha a logo da empresa, o slogan ou uma imagem que defina de modo objetivo a empresa. Preze pela qualidade da imagem usada e pela nitidez da informação.
No caso de logos com slogan, verifique se as letras estão legíveis, e caso não esteja, opte somente pela imagem ou desenho da marca.
O próximo passo para personalizar seu perfil é caprichar na Bio. Diversas empresas utilizam esse espaço para incluir telefones de contato e descrição da empresa.
Poucas pessoas sabem que é possível incluir hashtags na bio do Instagram, mas agora isso já não é um segredo para você! Por mais que isso pareça simples, é possível atrair tráfego para o seu perfil das pessoas que têm interesse pelo assunto da hashtag.
O Instagram é uma mídia totalmente voltada para imagem, característica importante que tem sido aproveitada por empresas. O índice de adesão da audiência no Instagram é alto, e para obter cada vez mais resultados, novos aplicativos para ganhar seguidores no Instagram tem surgido.
Acompanhar o comportamento do público e aproveitar as tendências é a principal estratégia para aplicar no seu negócio. Com a venda de produtos físicos ou digitais, você pode se beneficiar de um perfil no Instagram, para a promoção da sua empresa.

10 Ideias Sobre Automação Instagram Que Vão Acelerar Seus Resultados.

Estava sentando no meu sofá, e resolvi deixar esta dica incrível sobre automação Instagram. Eu já tive boas experiências em aumentar o engajamento no Instagram. Mas, confesso que já enfrentei algumas vezes o fato de não vender nada. Se eu consegui, posso compartilhar com você que está começando como cantor.
Se você é cantor, você definitivamente não pode ficar de fora, pois este é o momento de você estar mais próximo de vencer não vender nada e alcançar o tão sonhado aumentar o engajamento no Instagram.
Descubra o segredo de sistemas para divulgar perfil que já conseguiram aumentar o engajamento no Instagram, nesse Um artigo de qualidade sobre Instagram seguidores.

Quer saber mais sobre baixar video do Instagram e automação Instagram?

Experimente agora mesmo a Seguidores no Instagram.
Blog Estratégia 10k.

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2019.10.08 20:20 eduardazaparim Baixar video do Instagram grátis e usar automação Instagram.

Baixar video do Instagram grátis e usar automação Instagram.
Ganhar seguidores no Instagram através de automação e baixar video do Instagram sem precisar usar aplicativos.

Eventos Sobre Baixar Video Do Instagram Que Você Deveria Participar.

No artigo de hoje, vamos apresentar {a entrevista} feita com uma das maiores personalidades a respeito de “automação Instagram”. Então, Segredos imperdíveis sobre como evitar a tão temida não vender nada e informações sobre aumentar o engajamento no Instagram vão ajudar bastante você que é cantor!
É possível atingir o ponto exato e alcançar seu objetivo de aumentar o engajamento no Instagram de forma certa. Você sabia que os maiores nomes que falam a respeito de automação Instagram costumam seguir basicamente esses passos abaixo?
Se você souber como lidar com isso, vai perceber que é possível mudar várias áreas da vida aplicando os conceitos de baixar video do instagram no seu dia a dia. Na sua jornada como empreendimento pode ser desafiante baixar seu conteúdo favorito, deixando de lado ser muito complexo, mas com as informações desse automação Instagram vai ficar gravado em sua cabeça.

Crie concursos, promoções e sorteios

Por meio do engajamento com os seus atuais seguidores você pode encorajá-los a compartilhar o seu perfil, em troca de algo, é claro. Por exemplo, crie um desconto para quem compartilhar um post seu ou dê um brinde para quem marcar três amigos em sua publicação.
Existem várias opções para você engajar o público a divulgar o seu perfil, estude cada uma delas e implemente a que mais se adéqua ao seu modelo de negócio. Esta é uma ótima opção para quem quer aprender como aumentar seguidores no Instagram.
Gostou das dicas de hoje? Fique por dentro desse blog, pois é sempre o melhor que separo pra você sobre baixar video do instagram.
O assunto do momento para enfim se livrar de ser muito complexo e finalmente baixar seu conteúdo favorito.
É hora de levar a sério mesmo… automação Instagram exige força de vontade e disciplina. Quando tudo é feito profissionalmente, vislumbrar aumentar o engajamento no Instagram fica mais fácil.

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Plataforma para baixar video do Instagram e automação Instagram.

No artigo de hoje, vamos falar EXCLUSIVAMENTE sobre as vantagens de ser um profissional da área de baixar video do instagram. Prepare-se, pois Segredos incríveis para melhorar seu empreendimento valiosas estão prestes a serem lidas pelos seus olhos de empreendimento faminto por boas informações sobre esse assunto!

Defina quem é o seu público-alvo

Com quem você quer falar? Dependendo do produto, serviço ou conteúdo que oferece existem grupos de pessoas que podem ter maior interesse e, consequentemente, maiores chances de se tornarem seguidores.
Se é o proprietário ou uma agência que faz o marketing de uma rede de cursinhos, certamente quer vestibulandos como seguidores.
Trabalha para um e-commerce de pranchas de surf descoladas? Então, deve atrair jovens que moram em cidades com praia ou que gostam de viajar para o litoral para surfar.
Caso seja um obstetra, o ideal é conquistar seguidoras mulheres que planejam ter filhos.
Definir seu público é essencial para sua estratégia no Instagram funcionar e o que nos leva para o próximo passo.

#2 Entenda pelo que seu público se interessa

É claro que uma marca, seja pessoal ou de uma empresa, pode usar sua presença digital para falar sobre seus benefícios e buscar vender mais. Porém, essa não é a ação ideal para ganhar seguidores no Instagram.
O seu conteúdo precisa ser interessante para seu público-alvo, ou seja, ele deve ser relevante, útil e gerar valor. Mas como fazer isso?
Quem quer conquistar seguidores no Instagram precisa ter empatia e se colocar no lugar de seu cliente ou seguidor ideal. É necessário pensar: quais são os interesses dessa pessoa? O que ela busca e o que é prioridade na vida dela? Mas lembre-se: é essencial entender pelo que seu público-alvo se interessa e não pelo que você gostaria que ele se interessasse!
Veja como funciona esse alinhamento de interesses entre seu público ideal e os interesses dele:
  • Um cursinho que quer atrair vestibulandos para seu perfil, pode falar sobre dicas para provas, pegadinhas do ENEM e como manter a calma na hora dos testes. E, claro, tudo de uma maneira que seja interessante e bem humorada para os jovens.
  • Um médico nutrólogo especialista em saúde e nutrição esportiva quer falar com quem se interessa por esportes, pessoas fitness e atletas. Então, ele deve fazer postagens sobre performance, como certos alimentos influenciam no corpo de um atleta, quais são os segredos de quem tem melhoras nos treinos e afins.
Com essa visão de entregar o que é relevante, é possível produzir o conteúdo certo para atrair o cliente ideal.

#3 Saiba por que você quer essas pessoas seguindo seu perfil

Blogueiros costumam a usar a rede para se conectar com os fãs e promover seu conteúdo. Diversos atores usam seu perfil como forma de se mostrarem “pessoas reais”. Lojas de roupas utilizam a plataforma para expor suas peças para quem gosta de moda ou da própria marca. Profissionais de diferentes áreas usam o Instagram para se posicionar diante do seu nicho.
Mas por que você está no Instagram? Por que é necessário ter mais pessoas seguindo seu perfil?
Concorda que só alimentá-las de conteúdo pode te desmotivar a fazer o melhor que sua marca pode oferecer?
Para evitar esse problema, entenda o porquê você quer reunir aquelas pessoas no seu perfil e nutri-las. Isso vai dar sentido a sua estratégia e te ajudar a ver resultados além do número de seguidores.

Qual melhor ferramenta de automação Instagram ?

Com a automação não há dores de cabeça de ficar na frente do computador dia e noite para não perder nenhuma novidade ou cliente, a grande vantagem da automação é dormir tranquilo sabendo que não perderá nenhum cliente durante o sono.
Sempre indicamos o sistema Maisgram.
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Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

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Quando as ideias acabam, AGIR é a solução! Você já se pegou com ser muito complexo em algum momento quando estava tentando baixar seu conteúdo favorito? Se já… Esse artigo de hoje é justamente para você empreendimento!
É extremamente necessário cuidarmos de nosso “eu” como cantor. Como cantor. O cuidado com quem nós somos, nossa vida pessoal é primordial no nosso dia a dia. E acredite, isso acaba determinando até se vamos aumentar o engajamento no Instagram bem ou não…

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Você sabia que para saber bem baixar video do instagram? Não é preciso absorver tantas e tantas Segredos incríveis para melhorar seu empreendimento e automação Instagram sobre isso? Veja este simples artigo com dicas simples.
E sempre se fala das possibilidades infinitas que tem para autônomos em geral, quando sabem bem sobre baixar video do instagram.
Eu estou muito feliz por ter conseguido minha meta de aumentar o engajamento no Instagram depois que acreditei que esse Instagram seguidores valia realmente a pena…
Persistência é a chave para sistemas para divulgar perfil alcançar aumentar o engajamento no Instagram.
Ação é a solução. Quando parece que aumentar o engajamento no Instagram está longe, continuar agindo e caminhando é o que irá fazer com que não paremos pelo caminho, deixando não vender nada nos abater.
Como baixar video do instagram pode revolucionar o mundo em que vivemos? Pelo menos na nossa área? Já imaginou? Seus filhos e netos falando sobre quando você ajudou muitos autônomos em geral?

Personalize seu perfil e aprenda a baixar video do Instagram.

Você, provavelmente, já ouviu falar que a primeira impressão é a que fica, não é mesmo? E é assim mesmo que funciona com o seu perfil no instagram.
Quando um usuário acessa um perfil que pareça pouco interessante ou confuso, com apenas um clique, ele vai para outro perfil. Por isso, é tão importante ter um perfil atraente e bem organizado, que prende a atenção do visitante nos primeiros instantes.
Personalizar a foto do seu perfil deve ser a sua prioridade agora. Para perfis pessoais, o ideal é que tenha uma boa foto de rosto, com qualidade boa e, de preferência, só uma pessoa na foto.
Para perfis empresariais, é mais adequado é que tenha a logo da empresa, o slogan ou uma imagem que defina de modo objetivo a empresa. Preze pela qualidade da imagem usada e pela nitidez da informação.
No caso de logos com slogan, verifique se as letras estão legíveis, e caso não esteja, opte somente pela imagem ou desenho da marca.
O próximo passo para personalizar seu perfil é caprichar na Bio. Diversas empresas utilizam esse espaço para incluir telefones de contato e descrição da empresa.
Poucas pessoas sabem que é possível incluir hashtags na bio do Instagram, mas agora isso já não é um segredo para você! Por mais que isso pareça simples, é possível atrair tráfego para o seu perfil das pessoas que têm interesse pelo assunto da hashtag.
O Instagram é uma mídia totalmente voltada para imagem, característica importante que tem sido aproveitada por empresas. O índice de adesão da audiência no Instagram é alto, e para obter cada vez mais resultados, novos aplicativos para ganhar seguidores no Instagram tem surgido.
Acompanhar o comportamento do público e aproveitar as tendências é a principal estratégia para aplicar no seu negócio. Com a venda de produtos físicos ou digitais, você pode se beneficiar de um perfil no Instagram, para a promoção da sua empresa.

10 Ideias Sobre Automação Instagram Que Vão Acelerar Seus Resultados.

Estava sentando no meu sofá, e resolvi deixar esta dica incrível sobre automação Instagram. Eu já tive boas experiências em aumentar o engajamento no Instagram. Mas, confesso que já enfrentei algumas vezes o fato de não vender nada. Se eu consegui, posso compartilhar com você que está começando como cantor.
Se você é cantor, você definitivamente não pode ficar de fora, pois este é o momento de você estar mais próximo de vencer não vender nada e alcançar o tão sonhado aumentar o engajamento no Instagram.
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2019.10.08 20:19 luizahelenita Baixar video do Instagram grátis e usar automação Instagram.

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Existem várias opções para você engajar o público a divulgar o seu perfil, estude cada uma delas e implemente a que mais se adéqua ao seu modelo de negócio. Esta é uma ótima opção para quem quer aprender como aumentar seguidores no Instagram.
Gostou das dicas de hoje? Fique por dentro desse blog, pois é sempre o melhor que separo pra você sobre baixar video do instagram.
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O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

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Defina quem é o seu público-alvo

Com quem você quer falar? Dependendo do produto, serviço ou conteúdo que oferece existem grupos de pessoas que podem ter maior interesse e, consequentemente, maiores chances de se tornarem seguidores.
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Caso seja um obstetra, o ideal é conquistar seguidoras mulheres que planejam ter filhos.
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#2 Entenda pelo que seu público se interessa

É claro que uma marca, seja pessoal ou de uma empresa, pode usar sua presença digital para falar sobre seus benefícios e buscar vender mais. Porém, essa não é a ação ideal para ganhar seguidores no Instagram.
O seu conteúdo precisa ser interessante para seu público-alvo, ou seja, ele deve ser relevante, útil e gerar valor. Mas como fazer isso?
Quem quer conquistar seguidores no Instagram precisa ter empatia e se colocar no lugar de seu cliente ou seguidor ideal. É necessário pensar: quais são os interesses dessa pessoa? O que ela busca e o que é prioridade na vida dela? Mas lembre-se: é essencial entender pelo que seu público-alvo se interessa e não pelo que você gostaria que ele se interessasse!
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  • Um médico nutrólogo especialista em saúde e nutrição esportiva quer falar com quem se interessa por esportes, pessoas fitness e atletas. Então, ele deve fazer postagens sobre performance, como certos alimentos influenciam no corpo de um atleta, quais são os segredos de quem tem melhoras nos treinos e afins.
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2019.09.16 21:30 redentor04 Roberto Leal morreu e foi para o céu. Chegando nas portas do paraíso, encontrou São Pedro, que abriu-lhe um sorriso...


- Bem vindo! Tenho uma excelente notícia: você é Português de nascimento o que significa que normalmente você iria para o paraíso Português, mas como você era muito famoso e querido no Brasil e Deus é Brasileiro, você pode optar por ir para o paraíso Brasileiro se quiser! — disse, enquanto folheava uma papelada.
Surpreso, Roberto Legal pergunta:
- Ora pois, mas qual a diferença entre o paraíso Português e o Brasileiro?
São Pedro responde:
- O céu Brasileiro é muito superior. É maior, é mais festivo, é uma farra! Se eu fosse você, não pensava duas vezes…
Roberto olha a papelada, pensa um pouco, e diz:
- Já morei a vida inteira no Brasil mesmo… além do quê, você mesmo diz que é melhor. Quero ir para lá.
São Pedro entrega uma caneta e diz:
- Assine aqui.
Ele assina prontamente. São Pedro então tira do bolso um mapa e um telefone celular, e amigavelmente começa a explicar:
- Aqui está um mapa para o céu Brasileiro e um telefone caso você precise de alguma coisa. Linha direta comigo, precisando é só ligar! Eu era seu fã em vida, será uma honra atende-lo!
Muito satisfeito, ele pega o mapa e começa a seguir as instruções para chegar no céu Brasileiro.
A primeira instrução era assim:
SIGA EM FRENTE.
O caminho era bastante simples e não tinha bifurcações, mas a determinada altura fazia uma curva, e sendo um autêntico Lusitano ele seguiu as instruções ao pé da letra: foi em frente. Com isso, saiu da estrada, se perdeu e acabou indo parar acidentalmente no Inferno.
Muito inocente, ele nem se deu conta de onde estava.
Logo que chegou, começou a notar coisas estranhas. O lugar era quente e desagradável, todo mundo mal humorado e com cara de poucos amigos. Um grupo de mal encarados passou por ele vestindo uniformes nazistas com suásticas, gritando e fazendo arruaça e brigando uns com os outros.
- Ora pois, que bagunça, será que é carnaval?! - perguntou a si mesmo tentando encontrar uma justificativa para o que via.
Depois de uma semana, viu que as coisas só pioravam, ficou bravo e e exigiu:
- Eu quero falar com o gerente desse lugar! Sei que estamos no céu e não devo brigar com ninguém, mas esse sujeito vai ouvir poucas e boas!
Passam 10, 15 minutos, e finalmente um sujeito vem e diz:
- Ela está vindo aí conversar com você.
- Ela? O gerente é uma mulher?
- Na verdade ela não é gerente, ela é a Presidenta.
Quando ele olha para o lado, ele vê ninguém menos que Marisa Silva, ex-mulher do presidente Lula.
- Oi, eu sou a presidenta democraticamente eleita. Estou no cargo provisoriamente até o Lula assumir. O senhor está com alguma dúvida?
Vendo isso, Roberto Leal agarrou o telefone que são Pedro havia lhe dado, ligou para ele e disse aos brados:
- Ó PUTA QUE O PARIU, NÃO SEI COMO ISSO ACONTECEU, MAS OS PETISTAS CHEGARAM NO CÉU BRASILEIRO E JÁ FODERAM COM TUDO, POR FAVOR ME MANDE PARA O CÉU PORTUGUÊS URGENTEMENTE!!!
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2019.09.04 17:03 mgramigna4L O Espaço Entre os Espaços

A história reportada a seguir é baseada em acontecimentos reais. Por ser um experimento confidencial, os nomes e a localidade foram ocultados ou alterados.
______________________________________________________________________
Já passavam das duas da manhã e os cientistas estavam cansados. Dr. Gama e Dr. Omega estavam há exatos 756 dias preparando este teste e há cinco dias sem dormir mais do que vinte minutos. A cápsula temporal os levaria até três minutos e trinta e três segundos no passado, em uma sala de segurança, onde observariam a si mesmos por um tempo até voltarem até sete minutos e cinquenta e seis segundos no futuro.
Os dois haviam idealizado o projeto da máquina do tempo há tantos anos que isso, de alguma forma, nem parecia mais algo surreal. Era, simplesmente, banal o fato de que Gama e Omega estavam prestes a ir contra as leis da física de vez e provar que, de alguma maneira, Einstein estava errado.
Omega era o mais velho dos dois. Não era casado, mas já foi um dia. A esposa pediu o divórcio quando o projeto foi aprovado pelo governo. Ela argumentava, e depois gritava, que ele nunca deu mínima para ela e os filhos de verdade e, por isso, aceitou a clausura que é a instalação onde vive hoje. Ela estava certa. O cientista não fazia ideia de que o filho mais novo havia morrido em um acidente de moto e que a filha mais velha acabara de dar à luz ao seu primeiro neto. Mas é como foi dito, ele não se importava.
Gama foi o aluno mais brilhante que passou pela classe de Omega. Ele era, não tão incrivelmente, mais inteligente que o professor. Órfão de pai e mãe, o rapaz foi criado pelos avós, já falecidos. Nunca namorou, ou mesmo se relacionou com alguém por mais de cinco minutos. Tudo que importava em sua vida era o trabalho e a ambição pelo poder, algo que ele tentava ocultar, miseravelmente, do seu mestre. O jovem PhD raramente teve alguma ligação com o “mundo exterior”. Seu laboratório era o único bem material que importava para ele.
– Nós não temos mais tempo a perder. – Exclamou Omega.
– Acalme-se, professor. Há uma probabilidade de 99,863 % de obtermos sucesso.
– São esses 0,137 que me preocupam, garoto.
Depois de todo esse tempo trabalhando juntos Omega ainda tratava Gama como um inferior. Era a única forma que o velho via para mascarar a inveja que ele sentia do brilhantismo do ex-aluno. Ele sabia que o rapaz era muito melhor do que ele em qualquer aspecto que importava. E, por isso, ele receava pelo o que o prodígio poderia vir a se tornar. Além de também ter certeza que o garoto era um sociopata. Os rumores que ouviu sobre o garoto na época da faculdade só podiam ser verdade. Mas é como foi dito antes, Omega não se importava muito. Ele certamente se arrependerá de não ter dado a devida atenção a isso antes.
Já estavam prestes a começar o procedimento. A cápsula do tempo não era tão pequena. Haviam assentos no interior, arranjados em um círculo, disponíveis para cinco pessoas.
Omega foi o primeiro a entrar pela escotilha superior da cápsula. O velho não conseguia esconder sua ansiedade. Dois anos e vinte e seis dias de trabalho que ele fingia não estar contando. Ele já estava tão estressado que até os pelos da sua barba haviam começado a cair. Omega, um dia, já foi um jovem e ambicioso empreendedor que largou a faculdade para fundar uma startup de tecnologia. Quase faliu a si e aos sogros, foi obrigado a voltar aos estudos e se dedicar à vida acadêmica. As frustrações dos fracassos acumulados ao longo de sua vida tiravam mais seu sono do que qualquer outra coisa.
Já Gama entrou com calma na cápsula. Não estava ofegante como o professor. Aliás, nunca esteve. O jovem que antes nunca havia se interessado por nada, ou ninguém, teve um breve momento de humanidade aparente quando conheceu Linda há exatos 749 dias. Ele a seguia por todos os cantos, sabia seus modos, seus costumes, a anatomia de seu sorriso. Ele esteve com ela nos últimos sete dias antes da clausura voluntária e até parecia estar feliz.
A cabine estava vazia com apenas os dois cientistas ali. Parecia errado, parecia impuro, mas eles estavam preparados. O experimento já ia começar.
Apertaram os cintos, viraram todas as chaves e alavancas necessárias e a única coisa que faltava era pressionar o grande botão vermelho. Gama e Omega se olharam.
– Dr. Omega, eu acho correto que–
– Nem pense nisso, garoto. – Disse Omega interrompendo o rapaz e imediatamente pressionando o grande, e ameaçador, botão vermelho.
E ele pensou que isso seria uma boa ideia. Imediatamente se arrependeu da decisão. Omega nunca havia visto Gama com um olhar raivoso, aquela foi a primeira vez e isso o deixou assustado. Toda ideia da cápsula do tempo, a criação da partícula Fermi e a idealização do projeto em si, tudo partiu de Gama. Omega apenas se aproveitou de seus antigos contatos empresariais, alguns nomes que conhecia no governo e sua inata habilidade de parecer mais inteligente do que realmente é. Nunca o jovem reclamou, Omega até achava que ele era grato por, de certa forma, se apossar da sua ideia. Naquele momento Gama sentiu ódio e Omega pôde perceber.
Tudo corria normalmente, era possível ver o lado de fora através das pequenas janelas. Os raios azuis ricocheteavam pelas paredes de concreto e logo formariam o domo de energia em volta da cápsula. Omega estava eufórico, de felicidade por tudo estar correndo bem e também de temor pelo o que Gama faria assim que retornassem.
Algo começou a mudar…
Um estranho cheiro de amônia infectou pelo ar, os raios do lado de fora que, em todos os testes, sempre foram azuis se tornaram amarelos. Algo estava errado. Dentro da cápsula, uma esfera de energia também amarela se formou bem no centro.
Omega estava preocupado.
Gama estava fascinado.
Nenhum deles sabia a causa da anomalia, e isso poderia significar o fim do projeto, de todo esse tempo de trabalho, e de suas vidas.
O olhar de Gama era algo significativo no momento. Ele estava gostando daquilo. Isso era algo inconcebível para Omega. O discípulo controlador e meticuloso que ele conhecia estaria revoltado pelo experimento não sair como o planejado. Gama olhou dentro da esfera e viu o caos. Omega não sabia naquela hora, mas o Caos olhou de volta para ele.
A esfera começou a se expandir exponencialmente emitindo um alto som, como o de uma larga turbina. Omega, desesperado, gritou palavras aleatórias inaudíveis para Gama. O rapaz se livrou de seu cinto de segurança e se levantou. Enquanto andava em direção à esfera de energia, Omega gritou novamente, mas dessa vez uma palavra monossilábica, ainda inaudível.
Gama foi atingido pela superfície expansiva da esfera e jogado contra a parede da cápsula. Uma forte explosão luminosa cegou Omega por 37 segundos. Retornando aos seus sentidos, olhou para o seu lado direito e viu o parceiro caído, desacordado e com um enorme corte escorrendo sangue na testa. Eles estavam parados no mesmo lugar.
Nada havia mudado.
Ainda atordoado, passando os olhos pela cápsula, em seu lado esquerdo, Omega, por um instante pensou estar delirando, não acreditava em seus próprios olhos. Uma terceira pessoa estava ali. Uma mulher, aparentando ter de trinta a quarenta anos, negra, de cabelos cacheados e castanhos, vestindo uma roupa de segurança extremamente igual à dele, porém com uma letra grega diferente bordada no lado esquerdo do peito.
Alpha.
– Eu sabia que não devíamos ter nos precipitado assim. Merda… – Disse ela.
– Que porra é essa? Quem é diabos é você?! – Ao mesmo tempo, perguntou, exclamou e questionou Omega.
– Como assim, Dr. Omega? Que tipo de pergunta é essa? – Ela demonstra genuína surpresa com a reação do colega.
– Quem é você? Como você surgiu? De onde você veio? – Ele age de forma hesitante. Se não estava tremendo antes, agora ele estava.
– Ok, a anomalia gerada durante o teste deve ter lhe causado algum dano neural. Você está se sentindo nauseado? Teve alguma falha na visão, ou audição? Consegue se levantar? Você por acaso olhou diretamente para a anomalia? – Perguntou ela, tão rápido que não era possível para alguém conseguir assimilar, enquanto se levantava para dar assistência ao colega.
Uma pessoa havia aparecido do nada dentro da cápsula e agia como se o conhecesse há anos. Ela estava visivelmente cansada e estressada, como ele. Omega tentava disfarçar, mas estava exposto na sua expressão a angústia que sentia naquele momento. Gama permanecia desacordado.
– Você não está me reconhecendo mesmo, não é? – Alpha questionou sinceramente, andando em direção à Gama.
Omega apenas respondeu com um olhar.
– Alpha. Dra. Alpha. Física de Cordas. Parceira de laboratório. Estou aqui há dois anos, vinte e seis dias e sete horas.
Ele ainda não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo. O teste final havia dado errado. Seu colega estava desacordado e uma pessoa que nunca viu na vida estava na sua frente, olhando nos seus olhos, e alegando ser uma outra colega de trabalho que sempre esteve ali.
Mas ela estava?
Será que o estresse de Omega estava tão alto nos últimos dias que, simplesmente, deletou da memória a existência de Alpha? Ele não tinha certeza de mais nada, mas uma terceira cientista faria todo sentido, claro. Em um projeto desse tamanho, com essa importância faria sim todo sentido que o próprio governo nomeasse um profissional de confiança deles para participar também.
O que não fazia mais sentido era, por que estavam apenas os cientistas sozinhos em uma instalação daquele tamanho? Sem seguranças, sem profissionais de manutenção, sem serviços, já que o projeto era tão importante assim.
Só Gama poderia confirmar ou contradizer seu pensamento.
Mas ele ainda estava desacordado.
– Vamos tirá-lo daqui. – Disse Omega.
Eles o levaram para a enfermaria. Haviam dezenas de macas extremamente ensanguentadas lá. O sangue estava jorrado até pelas paredes.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Alpha. – Onde está todo mundo?
– Havia– Omega hesitou. Respirou fundo. – Havia alguém aqui? – Perguntou ele tentando soar minimamente são.
– Sim. Bem… Não. Não sei, na verdade. – Disse ela incerta, pela primeira vez.
– Você acabou de me dar todas as respostas possíveis. – Ele disse com um inquietante tom de ironia na voz.
– Estou confusa. Talvez tenha sido o incidente.
– É, talvez. – Omega estava cada vez mais desconfiado. – Vamos colocá-lo em algum lugar e depois checar as imagens do circuito interno de segurança. – Ele disse tentando desviar a atenção dela.
– É uma boa ideia. – Concordou Alpha.
Alpha limpou um dos leitos tirando os lençóis sujos de sangue e substituiu por novos e ainda lacrados na embalagem enquanto Omega ainda carregava o colega desacordado.
Eles tentaram aplicar soro intravenoso em Gama, mas nenhum dos dois cientistas tinha esse tipo de treinamento. Erraram a veia algumas vezes até desistirem. Deixaram algumas garrafas de água mineral em uma bandeja ao lado da cama do rapaz. Limparam a ferida que, estranhamente, já estava fechada. Todo o sangue que estava no corte era apenas o que estava na superfície da pele.
Não será uma boa sensação acordar sozinho em uma enfermaria naquele estado, mas era a única opção naquele momento.
Por alguns instantes, a presença de Alpha não parecia mais algo tão estranho para Omega. Era como um estranho corte de papel em um dos dedos, que você não se lembra mais de onde surgiu e não se incomoda mais por ele estar ali. Se tornou natural.
Ao chegarem na sala de segurança, mais sangue. As coisas continuavam a não fazer mais sentido. Mas a cada minuto que se passava, a estranheza se tornava comum para eles.
Omega era o expert em tecnologia ali. Não que precisasse disso para operar um sistema de segurança primário como aquele, mas mesmo assim tomou a frente na situação. Alpha estava de pé analisando os doze monitores aos mesmo tempo, enquanto o colega procurava pelos arquivos.
– Vamos começar pelas gravações de cinco dias atrás. – Disse ele.
– É um bom começo. – Respondeu.
As imagens mostravam a instalação repleta de funcionários, desde limpeza, seguranças, assistentes, cozinheiros, Gama e Omega, mas nada de Alpha.
Ambos estavam apreensivos. Ela tinha certeza que sempre esteve ali. As filmagens mostravam o contrário, confirmando a hipótese dele. Após alguns minutos analisando as imagens, tentando encontrar algum rastro de Alpha naquela instalação todas as câmeras de segurança falharam por um breve momento e todas as pessoas da instalação desapareceram. Todas. Incluindo Gama e Omega.
E foi quando aconteceu.
Alpha apareceu pela primeira vez nas imagens de segurança. Sozinha dentro do prédio, vivendo e convivendo como se tivesse a companhia de todos.
As imagens falharam novamente.
Ela desapareceu.
Gama e Omega reapareceram.
– Quem é você? – Ele fez a pergunta errada.
– Eu- Antes que Alpha terminasse, Omega a interrompeu.
– NÃO! Eu perguntei: QUEM. É. VOCÊ?
– EU NÃO SEI, OK? – Respondeu ela completamente irritada. – Eu não sei… – Alpha abaixou seu tom, mas sem demonstrar fraqueza. Não tirou os olhos dos monitores por um segundo enquanto falava. – Eu me lembro de tudo. De tudo.
Silêncio.
Omega se levanta lentamente, começa a andar, inquietamente, de um lado para o outro enquanto a suposta colega continua encarando as telas como se fosse encontrar alguma solução naquelas imagens. Ele se afasta quietamente e tenta alcançar a porta.
Alpha não consegue entender. Nada daquilo faz sentido. E ela continuava se fazendo as perguntas erradas. A pergunta certa?
O que aconteceu com as outras pessoas que estavam lá?
Claro.
Ela não se perguntou aquilo no momento. Sua crise existencial, e talvez pela primeira vez essa expressão é usada literalmente, tomava toda sua atenção enquanto Omega, aquele salafrário, a trancava na sala. Ela nem percebeu. Se virou e foi direto ao quadro branco de avisos. Alpha não conseguia encontrar o apagador e começou a escrever por cima de todos os recados.
Omega foge. Como o covarde que é, como sempre fez na vida. Ele tinha que encontrar Gama e juntos eles tinham que dar um jeito nela. Em tudo. Em todos os erros que cometeram. Eles tinham que reativar a máquina do tempo e impedirem a si mesmos de criarem o projeto. Ele planejava mesmo voltar dois anos no passado.
Alpha está tão concentrada calculando que nem se deu conta do que aconteceu. E é quando a ideia a atinge. Quase de forma cartunesca, a epifania, aquela clássica sensação de “eureca” e Alpha conclui que ela e aquelas versões de Gama e Omega são de realidades diferentes.
– Claro! – Exclamou.
Era só uma hipótese, mas ela tentava provar com cálculos que estava certa.
– Ok, faz todo sentido. – Ela disse se afastando do quadro e o olhando a distância. – Ok. OK. OK. – Ela repete indo e voltando em direção ao quadro.
Alpha começa a desenhar duas elipses paralelas e entre elas uma pequena bola preta. Ela explica:
– Ok, essas são nossas duas realidades. Ligeiramente distintas, correto? Aqui é onde estamos. Espremidos entre elas. Presos em algum tipo de limbo. Um espaço entre os espaços. Uma não-realidade. Uma não-existência. Ok? Ok. Mas o que causou isso?
Ela se afasta novamente. Olha e volta e não encontra Omega. Fica confusa por poucos segundos, mas no fim entende. Ele estava assustado. Mas também pudera. Óbvio que ela também estava, mas agora talvez haveria uma solução.
A cientista retorna às imagens do circuito de segurança em um dos monitores. Ela retorna ao momento que as imagens falharam pela primeira vez e analisa frame a frame para ter uma visão minuciosa do que realmente aconteceu.
Ela encontra.
Em apenas um frame.
Uma falha acontece e (quase) todas as pessoas que estavam na instalação desaparecem. Ela se vê novamente interagindo com pessoas que não estavam lá. Ela não admitiria isso, mas isso a abala.
Seu pai sempre dizia que a saúde mental é, talvez a coisa mais importante da vida. Algo extremamente subestimado, mas o homem de vida simples que a criou sozinho sempre zelou para que a filha estivesse bem psicologicamente.
Alpha adianta para o dia do teste. Ela percebe uma similaridade na interferência que ocorreu na imagem ali e no dia da primeira falha. Depois de ver e rever esse trecho, ela encontra na falha um frame sobreposto. Ela se aproxima para ver melhor. Todos os monitores se desligam ao mesmo tempo e religam imediatamente. Aquela única imagem está sendo exibida em todos eles, formando um quebra cabeça. Alpha vê as várias pessoas que estavam na instalação se comportando de maneira muito estranha. As imagens não têm áudio, mas os funcionários andam, correm de um lado para o outro. Alguns ainda aparentando um pouco de consciência prestam assistência e os levam à enfermaria. É quando acontece. Todos os corpos explodem, mas também é como se todos eles fossem apenas bolsas de sangue. Não há sinal de ossos, órgãos, carne, pele. Apenas sangue.
Alpha está chocada. As imagens voltaram ao normal. Ela não se lembra do que viu ali.
– A energia temporal resultante foi tão grande que reverberou dias antes. – Ela se indagou. – É bem possível que as duas realidades tenham executado o experimento ao mesmo temp--PORRA! – Ela mesmo se interrompe quando chega à uma conclusão final.
Coincidência, não?
Gama havia acabado de acordar quando Omega chegou à enfermaria.
– Garoto, você não vai acreditar.
Ele o atualizou sobre a situação. Contando a sua versão da história, no caso. Tentando manipular o garoto. Usando seus artifícios de um quase charlatão. Focando em partes nebulosas e inconsistentes da história. Era nas brechas entre realidade e uma quase ficção que ele trabalhava. Queria convencê-lo, a qualquer custo, de que o que fizeram é errado e que deveriam dar um fim em Alpha. Ela era o paradoxo, ela era causa de tudo. Se ela não tivesse aparecido, tudo teria dado certo.
O comportamento de Gama já deixava Omega desconfiado, mas aquele silêncio se tornava assustador. Não que fosse incomum. O rapaz sempre foi quieto e, como disse antes, nunca teve muitos amigos. Omega operava na suposta sociopatia do rapaz. Os rumores de que Gama era um estuprador, ou até um canibal se espalhavam pela faculdade, na época, como chamas em um campo de centeio. Nada confirmado, mas as pessoas são más e gostam de ferir os outros. Era no suposto ponto fraco do rapaz que Omega tentava cutucar.
Enquanto ainda falava, Omega notou que os olhos de Gama emitiam luz e se tornavam amarelos. Não como um anêmico, mas como uma fonte luminescente radioativa. Um líquido espesso e negro escorria pelos seus orifícios faciais.
Gama abriu a mão magra como uma lâmina afiada e atravessou o peito de Omega.
– Eu sei. – Ele disse. – De tudo.
Sua fala e expressão completamente apáticas carregavam um peso emotivo escondido nas entrelinhas. Ele realmente sabia de tudo. Ou é isso que acreditava.
Alpha viu tudo aquilo pelos monitores do circuito interno de segurança. Foi nesse momento que ela percebeu que estava trancada lá dentro. Ela já sabia a solução para a falha, mas primeiro precisava sair dali. Mas ela estava na sala de segurança.
Infelizmente não haviam muitas armas lá. Isso não era exatamente um problema para ela, já que seu pai a ensinou a atirar quando era criança e sempre incentivou que ela soubesse se defender.
Alpha se armou. Não até os dentes, isso seria ridículo.
Uma escopeta e um revólver. Ela não queria se aproximar de Gama, então a escopeta era apenas para abrir a porta.
Alpha tinha plena convicção de que a única forma de reverter a falha é resetar a máquina do tempo, forçando um reboot daquela não-linha temporal. Gama ainda estando entre ela e o laboratório era um empecilho. Mas agora ela tem um revólver.
Ela anda lentamente para não despertar muita atenção. Não quer fazer muito barulho. Mas, estranhamente, a instalação parece encolhida e não demora muito para encontrar Gama no corredor. Alpha para e dá o primeiro tiro ainda a uma certa distância. Gama desvia desaparecendo e reaparecendo, poucos metros à esquerda, em um piscar de olhos, como um frame perdido, similar às falhas nos vídeos. Ele continua se movendo em direção a ela e vice-versa.
Alpha dá o segundo, terceiro, quarto, quinto tiro. Sem sucesso. Gama a segura pelo pescoço e a ergue facilmente. Sua força é absurda. Ela dá o último tiro à queima roupa na cabeça dele. Dessa vez a bala falha ao tocar a têmpora de Gama como se houvesse uma barreira.
Gama quase sorri. A gosma que sai pelos seus orifícios faciais é incessante e já mancha seus dentes de preto. Ele estende a mão direita. Repetindo o movimento de quando assassinou Omega, quase como um ritual. Curiosamente, naquele momento, Alpha ainda conseguia se perguntar, “Qual o propósito disso tudo?” Se por “isso” ela se referia ao infortúnio específico que passava, ou à vida em si, nós nunca saberemos.
Quando estava próximo a atravessar a barriga dela, ele falhou. Como um frame perdido. Foi a única vez em que esboçou uma expressão real.
Sua mão falhou.
Exatamente da mesma maneira que a bala em sua têmpora. Uma barreira também a protegia. Alpha entendeu e sorriu. Ela socou diretamente, de baixo para cima, o queixo de Gama com extrema força. Ele se desvencilhou e caiu no chão. Aquele murro teve um enorme impacto e fez um barulho inimaginável para apenas um golpe físico. Alpha sabia que não tinha muito tempo. E enquanto isso ele desacreditado gritava.
– NÃO É POSSÍVEL! ELE OLHOU PRA MIM! ELE FALOU COMIGO! EU SOU O AGENTE DO CAOS!
Alpha deu-lhe mais um soco no rosto e o lançou contra a parede. Um chute entre as pernas para terminar o serviço e correu. Ela sabia que só o tinha deixado mais irritado. Mas foi tudo tão divertido.
O que antes parecia ter encolhido, agora corredor parecia interminável, mas era só uma ilusão. Mesmo com a vantagem era possível vê-lo se aproximando.
Ela entrou no laboratório, ainda meio desajeitada e trancou as portas. Os computadores estavam sempre ligados, então ela automaticamente iniciou a sequência de limpeza de dados e preparou o reset.
Gama explodiu as portas expandindo sua barreira de proteção. Ela se tornou um domo eletrificado de luz amarela e ele flutuava lá dentro. Alpha entrou rapidamente na cabine do tempo, pois considerou que era o lugar mais seguro ali. Ledo engano.
A máquina estava quase em potência máxima quando o campo de força e Gama começou a despedaçar as paredes da cabine.
Ela explodia em pedaços e era possível ver Gama, com a face completamente consumida em gosma negra. Alpha apertou o botão.
Uma forte explosão luminosa cegou Alpha. Ainda era possível ouvir o grito de Gama abafado por aquele forte som de uma larga turbina enquanto aquela não-realidade se desfazia junto com ele.
Alpha fechou os olhos, mesmo não fazendo a menor diferença. Não havia nada para se enxergar. O som se dissipou e a cientista começou a recobrar os sentidos. Um cheiro de amônia havia sobrado no ar e um ruído agudo vindo de trás da cabeça a impedia de se recompor completamente.
Ela estava lá.
Sozinha.
De volta à instalação deitada em sua cama. Ela se levantou.
Olhou em volta e voltou à rotina, como se nada tivesse acontecido. Interagindo normalmente com pessoas que não estavam lá.
Alpha sabia que era melhor viver assim.
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2019.07.20 23:34 Natanians Nordeste Independente - Sentimento

Nordeste Independente - Sentimento
Compartilhando o sentimento.

Nordeste Independente

Elba Ramalho

Já que existe no sul esse conceito Que o nordeste é ruim, seco e ingrato Já que existe a separação de fato É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito Todos dois vão lucrar imensamente Começando uma vida diferente De que a gente até hoje tem vivido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
Dividindo a partir de Salvador O nordeste seria outro país Vigoroso, leal, rico e feliz Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador O cassaco de roça era o suplente Cantador de viola, o presidente O vaqueiro era o líder do partido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
Em Recife, o distrito industrial O idioma ia ser nordestinense A bandeira de renda cearense "Asa Branca" era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial A moeda, o tostão de antigamente Conselheiro seria o inconfidente Lampião, o herói inesquecido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
O Brasil ia ter de importar Do nordeste algodão, cana, caju Carnaúba, laranja, babaçu Abacaxi e o sal de cozinhar
O arroz, o agave do lugar O petróleo, a cebola, o aguardente O nordeste é auto-suficiente O seu lucro seria garantido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
Se isso aí se tornar realidade E alguém do Brasil nos visitar Nesse nosso país vai encontrar Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade Temo prato na mesa, a cama quente Brasileiro será irmão da gente Vai pra lá que será bem recebido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
Eu não quero, com isso, que vocês Imaginem que eu tento ser grosseiro Pois se lembrem que o povo brasileiro É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez Todos os dois se respeitam no presente Se isso aí já deu certo antigamente Nesse exemplo concreto e conhecido Imagina o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente
Povo do meu Brasil Políticos brasileiros Não pensem que vocês nos enganam Porque nosso povo não é besta
https://www.letras.mus.belba-ramalho/250731/
https://www.youtube.com/watch?v=mOpSBFq_V70
https://revolutionnow.com.bwp-content/uploads/2019/05/Cyberpunk-no-Sert%C3%A3o-Nordestino-1-724x1024.jpg
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.04.24 02:30 Spookycliquebr Twenty One Pilots para a NME [traduzido]

As filiais da B&Q em Birmingham devem estar fazendo um grande comércio de fita adesiva amarela. Fora do Resort World Arena da cidade, em 27 de fevereiro, os adolescentes estão aplicando-o avidamente ao uniforme verde do exército. À medida que mais tropas descem - com lenços de pescoço amarelos usados ​​como máscaras - é como um elenco para uma versão júnior de The Purge.
Os espectadores podem ser perdoados por presumir que uma demonstração Anônima vai acontecer, mas esta é a Skeleton Clique, superfanbase ferozmente dedicada de Twenty One Pilots, esperando do lado de fora do local seis horas antes do duo de Ohio estar no palco para dar o pontapé inicial no Reino Unido de sua gigantesca Bandito Tour.
Eles fizeram meticulosamente cosplay dos uniformes do vocalista Tyler Joseph e do baterista Josh Dun na arte e vídeos apocalípticos de seu último álbum, "Trench". Alguns se sentam esboçando fotos de seus ídolos. Um aperta um banner estampado com as palavras "VOCÊ SALVOU MINHA VIDA".
É apropriado, porque Twenty One Pilots - com seus principais temas de insegurança, saúde mental e fé - é uma banda perfeita para salvar a vida, uma referência para aqueles que acham que ninguém os entende.
No papel, no entanto, eles são desafiadoramente estranhos. Com "Trench", eles criaram um mundo mítico de alto conceito - que pode confundir até mesmo os roteiristas de Lost. Vagamente, sua trama diz respeito a uma cidade alegórica chamada Dema e os nove bispos ditatoriais que impedem seus habitantes de escapar - e a força rebelde de bandidos que buscam libertá-los. Mas há muito mais do que isso.
Longos sub-threads Reddit são dedicados a decodificar significados ocultos em músicas e decifrar pistas em cada peça de mídia que a banda lança. Há muitos ovos de páscoa: por exemplo, o nome completo de 'Nico' da música 'Nico e os Niners' - um grande inimigo - é Nicolas Bourbaki, que é o pseudônimo coletivo para os cientistas que inventaram a notação de zero - o ø usado na marca de twenty one pilots.
Musicalmente, eles são igualmente pouco convencionais: uma geração Spotify pós-gênero mistura de estilos que facilmente se exercitam através do rap, reggae, R&B, prog, electro-pop, indie - basicamente, eles voltaram a mão para tudo “Canto da garganta mongol”. No entanto, de alguma forma, é verdade que "Blurryface" - seu quarto álbum inovador - enviou o duo estratosférico em 2015, permitindo que o baterista Josh Dun fizesse seus backflips de marca regristrada nos maiores palcos do mundo.
Nos bastidores da arena, os assistentes [de palco] estão montando a elaborada e visualmente espetacular produção de Bandito, que envolve um carro em chamas, e dublê [de corpo] que permitem que um Tyler vestido de capuz desapareça e reapareça, como Houdini, no meio da música, em diferentes partes da arena.
Versões de brinquedos peludos do Ned - o personagem CGI gremlin que eles introduziram recentemente no vídeo "Chlorine" - sobre os alto-falantes. Quando nós primeiro pegamos um vislumbre de Josh - conhecido por suas acrobacias - ele está tocando bateria de ar e fazendo piruetas no ar para suas próprias músicas. Mais tarde, ele e Tyler brigam com os aspiradores de pó que estão sendo usados ​​para aspirar o palco.
Mas eles têm foco de laser. Na música de "Trench", "Bandito", Tyler canta: "Eu criei este mundo para poder sentir algum controle", e você acha que isso se estende a todos os aspectos da banda. Sua pequena equipe de proteção vem de sua cidade natal, Columbus, e tudo o que a NME faz com a banda acontece sob o olhar atento de seu círculo íntimo.
Durante nosso bate-papo de 70 minutos, o gerente da turnê está parado na porta do camarim, aumentando a sensação de que você pode ser transportado para um bunker, emergindo meses depois, reprogramado e enrolado em uma fita adesiva amarela.
Felizmente, a banda é charmosa e solícita. O principal compositor, Tyler, vacila de ser intenso a imbecil ("Nós passamos tanto tempo juntos, eu sinto que sei tudo sobre John", ele brinca com Josh).
Quando ele está dizendo algo revelador, evita o contato visual. Josh é seu lastro lúdico, tendendo a sentar em silêncio e participar apenas quando há uma piada. Nem xinga - nem sequer uma vez. Tendo vindo direto de uma sessão de autógrafos do HMV, Tyler está preocupado com sua voz. "Eu tentei não falar com nenhum deles, mas não posso evitar", diz ele. "Eu fico tipo: 'Muito obrigado por ter vindo, de onde você veio?'"
Eles parecem ser tocados pelos extremos aos quais seus apoiadores foram. Do lado de fora, os fãs até se agitaram vestidas como "bispos" em roupas vermelhas enquanto na Rússia, roupas de banana apareceram na multidão - uma piada sobre como Tyler e Josh, ambos com 30 anos, têm aversão à fruta.
"Nós fornecemos apenas alguns pedaços da inspiração, mas eles são os únicos que se tornaram o motor da coisa toda", diz Tyler. Além de Tyler uma vez "ficar na fila por oito horas, quando The Killers tocou minha cidade natal", nenhum deles foi a extremos extraordinários para seus grupos favoritos. “Nós desejamos que o nível de cultura dos fãs estivesse por perto quando éramos mais jovens”, observa Josh. "Porque muitas dessas histórias sobre como essas pessoas se conheceram e como elas se tornaram melhores amigas quando estão esperando na fila por horas e dias são inspiradoras e legais."
"Blurryface" tornou-se o primeiro disco da história a ter cada uma das músicas certificadas pelo menos em ouro. Quando eles colecionaram o Grammy em 2017 para Melhor Performance de Pop Duo / Grupo para o single "Stressed Out" (batendo Rhianna e Drake, e Sean Paul - um homem que os descreveu como "o novo Nirvana"), eles tiraram seus boxers em o caminho para o palco, lembrando-se de como uma vez eles assistiram ao show de premiação em suas calças em Columbus e disseram: 'Se algum dia ganharmos um Grammy, deveríamos recebê-lo assim'.
É indicativo de sua ambição. Tendo formado Twenty One Pilots como um trio na universidade em 2009, Tyler recrutou Josh e perdeu dois membros em 2011. “Desde o início, tínhamos grandes visões e sonhos de onde queríamos estar, então nada nos pegou de surpresa”, diz Josh , imperturbável. "O que seria mais surpreendente para as pessoas é quantas vezes nos olhamos e dissemos: 'Sim, é exatamente isso que imaginamos e o que vimos'.
Durante o ciclo "Blurryface", eles se lembram de vender pequenos clubes, teatros e arenas no mesmo ano. "Quando você diminui o zoom, você pode pensar: 'Ah, isso foi muito louco'", diz Josh. "Mas nós estávamos em turnê desde 2011 tocando em shows todas as noites, então você está perto demais para perceber isso. É como quando seu tio, que não o viu por um ano, chega e diz: "Você ficou muito alto".
As coisas mudaram, no entanto. Questionado sobre quem é o contato mais famoso em seu telefone, Tyler passa pela sua lista de contatos antes de parar em Chris Martin ("Isso é incrível de dizer em voz alta", ele ri) - o vocalista do Coldplay certa vez deixou uma mensagem de voz sobre a banda. Josh responde: Eu cresci ouvindo uma tonelada de Blink [182], então pensar que nos últimos anos eu me tornei amigo de Mark [Hoppus], é surreal. Quando eu era adolescente, eu nunca teria imaginado que iria trocar mensagens com ele.
Em outubro, quando lançaram 'Trench' - após um apagão de um ano sem envolvimento de mídias sociais ou shows, e uma trilha secreta para os fãs seguirem levando ao seu anúncio - ele só foi derrotado nas paradas por Lady Gaga e Bradley Cooper, com ‘Nasce Uma Estrela'.
Você pode argumentar que é igualmente cinematográfico: as pessoas sugeriram a Tyler que eles deveriam expandir suas promessas distópicas em um longa-metragem. "A intenção nunca foi, 'vamos escrever um disco que tenha força suficiente para se transformar em uma série da Netflix', mas é legal saber que criamos algo com substância suficiente para sabermos que essa pergunta está sendo feita", ele nega.
Além disso, embora camuflada na fantasia, e a mitologia Dema, com suas referências a religiões antigas como o zoroastrismo, "Trench" é, na verdade, uma dissertação sobre saúde mental do final de vinte anos. Nas composições, como nas conversas, Tyler diz suas coisas mais interessantes quando ele não olha nos seus olhos.
Tendo a narrativa preparada “durante anos”, ele tentou introduzi-la em “Blurryface”, cujo personagem principal é uma personificação de sua ansiedade e insegurança. Durante esse tempo, ele até se apresentou com as mãos e o pescoço revestidos de tinta preta - para representar o aperto tóxico de sua ansiedade. A maneira como ele descreve "Trench" é semelhante a um mapa psicanalítico do Google.
"É sobre usar a arte de contar histórias para entender melhor um problema muito menos fantástico que está navegando em sua própria psique e dando a ela um destino e lugares que você deve e não deve ir e os personagens que deve evitar. E isso pode ser encontrado dentro da luta de cada pessoa ”, diz Tyler.
"É interessante que 'Blurryface' - onde criei um personagem que representa tudo o que eu não gostei de mim mesmo e tudo o que estou tentando superar coincidentemente foi o álbum que realmente aconteceu para nós", continua ele. “O fato de sermos forçados a revisitá-lo todas as noites é uma lição valiosa em suas próprias inseguranças pessoais: você trabalha com isso, tenta superá-lo, mas nunca é algo que você pode simplesmente deixar de lado e se separar”.
Um trio de músicas em "Trench", Tyler se vê totalmente demitido e existe "fora da mitologia da série Netflix", como ele diz. 'Smithereens' é uma canção de amor bonitinha, dirigida por ukulele para sua esposa, Jenna Black, com quem ele se casou em 2015. 'Legend', entretanto, é uma homenagem ao seu avô, Bobby, que apareceu na capa do álbum de 2013 'Vessel 'ao lado do avô de Josh. Ele começou a escrever a faixa quando a demência de Bobby começou, mas seu avô faleceu em Março do ano passado, antes que pudesse ouvi-la.
Tyler: “Eu menciono nas letras: 'Eu gostaria que ela tivesse te conhecido.’ E eu estou falando da minha esposa, porque quando ela começou a aparecer, ele ficou pior. Ele costumava ser tão espirituoso e iluminava um quarto e mudava a dinâmica social de qualquer situação, e há centenas e centenas de histórias clássicas, mas quando ela chegou, ele estava indo depressa. Ele era imprevisível, não lembrava os nomes das pessoas, o que era um novo tipo de dor.”
Seus olhos parecem lacrimejar. “Meu pai me contou um momento no final - onde ele se lembrava do meu nome - e perguntou: 'O que o Tyler está fazendo?'. Ele sempre perguntava e meu pai tentava explicar: "Ele está em uma banda, toca música". E ele disse: "Bem, eu quero ouvir uma música".
E isso foi antes de eu escrever qualquer coisa para "Trench". Meu pai está dirigindo o carro e ele continua insistindo: "Bem, eu quero ouvir uma música!". E meu pai não tinha nenhuma música no carro. Por puro desespero, ele liga o rádio e agita o dial algumas vezes e uma de nossas músicas está ligada e ele pode dizer: "Lá - aí está ele e esta é a sua música".
“E assim, de uma maneira estranha, você pode pensar em todo o sucesso e reconhecimento que tivemos, foi apenas para preencher uma pequena história onde meu pai foi capaz de mostrar ao meu avô a música que eu escrevi naquele momento no rádio."
Em ‘Neon Gravestones’, tipo Post Malone, Tyler corre contra a alegoria de alguém tirando a própria vida de alguma forma "glamourosa" em vez de uma tragédia, cantando: "Na minha opinião, / Nossa cultura pode tratar uma derrota / Como se fosse uma vitória”, E a fetichização irresponsável do Clube 27 (“ Eu poderia desistir e aumentar minha reputação / eu poderia sair com um estrondo / Eles saberiam o meu nome”).
"Eu estava com medo dessa música", diz Tyler. “Então, essa música é muito preta e branca. Eu trabalhei duro em cada pronome. Porque eu sabia que era um assunto delicado, a última coisa que eu precisava era que alguém entendesse mal o que eu estava tentando dizer. Eu estava com medo de não me esconder atrás da metáfora. Eu entendo que há riscos em ser mal interpretado ou deturpado. Há uma chance absoluta de ofender as pessoas ou parecer desonra, mas eu realmente queria focar nas pessoas que estão aqui para ouvir. Eu queria apontar algo que gostaria de ouvir quando estiver passando por esses pensamentos.”
Tyler aplaude a nova geração de artistas falando abertamente sobre sua saúde mental e desabilitando o estigma. "Eu acho que nossa cultura, quando se trata de suicídio e depressão, deu um grande salto", diz ele. “Estou tão orgulhoso de que a música tenha liderado a capacidade de falar sobre isso tão abertamente, e falar sobre isso é muito importante. Então, de certa forma, eu realmente sinto que há um grande lado disso que tem sido coberto com "vamos falar sobre isso, tipo, você não é louco, não há nada de errado em apenas olhar quantas pessoas passam por isso".
"Trench" culmina com a abrangente "Leave The City", que Tyler descreveu como uma "crise de fé". Tanto ele como Josh foram criados em lares religiosos. O pai de Tyler era o diretor da escola cristã que ele freqüentava; quando Josh era mais jovem, a maioria da música secular foi banida, deixando-o para esconder contrabando de álbuns do Green Day debaixo da cama.
"Um dos equívocos é por causa de onde estamos e do que conquistamos - e porque as pessoas acham que temos um estilo de vida de rock louco - que aprendemos que não precisamos mais de Deus", explica Tyler. "E não é isso."
“Eu sou o tipo de pessoa que precisa desafiar tudo e minha fé é algo que eu sempre passei por temporadas fortemente desafiadoras e uma vez que eu coloquei em teste e vi o que é, eu sou capaz de aceitar isto. Durante 'Trench', houve momentos específicos em que você conseguiu ver onde eu estava em minhas temporadas de desafio e re-aceitação - e eu definitivamente estava passando por um momento desafiador. ”
“A questão é: preciso de Deus? A verdade é que não tenho resposta para isso alguns dias. Alguns dias eu tenho, e porque eu escrevo músicas, eu escrevo letras - você vai me ver entender. Não posso deixar de abordar esses tipos de perguntas porque é por isso que comecei a escrever músicas em primeiro lugar. ”
Essas grandes questões estão à espreita sob o capô de um carro muito brilhante. A razão pela qual twenty one pilots provaram ser tão bem sucedidos comercialmente é porque as próprias canções transbordam de ganchos. Você não precisa saber que "Leave The City" envolve uma crise existencial - ou exige um guia turístico para Dema - para aproveitar o fato de soar como M83 produzindo My Chemical Romance em sua pompa da Black Parade.
O que não pode ser exagerado é o quão divertido é o espetáculo ao vivo de Twenty One Pilots. Hoje à noite, eles se abrem com Josh segurando uma tocha acesa, incendiando um carro, e assistindo a fusileantes de shows de mágica de Vegas, kits de bateria de multidões, homens vestidos de Hazmat borrifando névoa na platéia, confetes e uma competição para encontrar o melhor pai dançarino.
Não é surpresa que Tyler diga que ele é competitivo: como alguém que já foi oferecido uma bolsa de basquete, pode ser. Coloque-o com outra banda e é como hamsters compartilhando uma jaula.
Quando eles assinaram com o emo-citadel Fueled by Ramen - lar dos amigos Paramore e Panic! At The Disco - Pete Wentz do Fall Out Boy levou-os sob sua asa para martelar isso fora deles. "Ele nos mostrou como ser bons irmãos", diz Tyler. "Quando começamos a tocar localmente, você estaria na lista com outras nove bandas. Você queria que eles explodissem, então você viria e roubaria o show. Quando saímos em turnê como o ato de abertura do Panic! e Fall Out Boy, nós tínhamos a mesma mentalidade, mas Pete disse: "Veja todas aquelas pessoas lá fora - vá e faça fãs".
"E eu nunca percebi...", diz ele com total sinceridade e sem nenhum traço de hipérbole em sua voz - "as pessoas poderiam ser fãs de mais de uma banda. Mas estaríamos mentindo se disséssemos que a vantagem competitiva desapareceu completamente. Queremos ser os melhores - e manter todos os outros afastados”.
Enquanto "Trench" foi escrito principalmente por Tyler em seu estúdio no porão em Columbus e enviado para Josh (que agora vive em Los Angeles), seu acompanhamento está sendo escrito na estrada. Ele irá aprofundar ainda mais no folclore de twenty one pilots. "Há um personagem sobre o qual não se fala que desempenha um grande papel e é provável que este seja o próximo passo", diz Tyler.
Josh, por sua vez, tem um casamento para se preparar, tendo se comprometido com a ex-aluna do Disney Channel, Debby Ryan, em Dezembro. Ele brinca que entrará na igreja com solos de bateria. Mas o que há em ambas as mentes é o final da turnê no Reino Unido - estrelando no Reading e Leeds em Agosto.
“Reading & Leeds é um dos primeiros festivais que assistíamos quando nos conhecíamos”, diz Tyler. “Nós assistíamos a vídeos na internet. Nos concentramos nesse programa há meses, no que a produção vai ser.”
Tyler olha para os sapatos, frustrado consigo mesmo. "Não consigo expressar exatamente como isso é importante, mas estamos muito animados em poder provar que esse é o lugar onde pertencemos. Nem todo mundo está lá na platéia para ver você e você tem que conquistá-los, você tem que trabalhar duro para eles. Há outras bandas tentando se destacar e estamos prontos para tirar a cabeça deles.”
Resistência - liderada por bandidos ou não - é fútil.
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2019.04.20 23:57 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 2)

O ano é 1420.
Em uma noite chuvosa, um homem encapuzado e vestido de preto dos pés à cabeça finta oficiais pasargadanos dentro do imenso e majestoso Castelo de Woodyard - antigo castelo da família Winchestter e, hodiernamente, a sede da Pasárgada. Por mais que se esforçassem, os soldados não conseguiam sequer triscar suas espadas e lanças nas vestes do invasor. Ninguém sabia como o misterioso homem havia driblado a segurança e adentrado no castelo da Pasárgada. E também não tinham nem noção de como para-lo: ainda que encurralado, o homem conseguia deslizar entre os seus perseguidores com agilidade jamais vista pelos mesmos, sem sequer sacar as duas espadas que levava às costas. O veloz sorrateiro passeou pelas salas do palacete e chegou ao trono do rei sem derramar uma única gota de sangue. Lá estava Matiza Perrier, sempre junto de sua esposa, Zoey Deschamps.
O sujeito se aproximou do rei da Pasárgada e prestou uma reverência à alteza, ainda sem proferir uma palavra sequer. Matiza, com seus longos cabelos negros e seu típico e habitual largo sorriso, debochou de seu exército, que não era capaz de frear as investidas de um simples plebeu. Descendo as escadas de seu trono dourado, Matiza disse aos seus comandados presentes na sala principal do palácio que ele mesmo despacharia o invasor, apunhalando a sua longa espada. O que a rainha e seus subordinados testemunharam nos 30 segundos seguintes beirava o insano.
Em menos de um minuto de confronto, o invasor desconhecido, com as mãos limpas, imobilizou Matiza Perrier. O rei, que era um exímio manipulador de armas brancas e que tinha em suas mãos uma montante suíça - uma espada imensa, que media nada mais nada menos do que um metro e meio - não teve chances contra os inacreditavelmente ligeiros ataques de seu adversário. Em questão de segundos e sob os olhares de sua esposa, Matiza Perrier foi completamente neutralizado. O comandante da Pasárgada riu do fato de ter sido derrotado em um combate por um popular. E, reconhecendo o talento incontestável de seu oponente, permitiu que este lhe dirigisse a palavra para revelar o que lhe trazia ao Castelo de Woodyard. O homem misterioso retirou o capuz e disse seu nome: Constantin Saravåj.
Saravåj discursou por alguns breves minutos ao rei da Pasárgada, dizendo que queria fazer parte dos ambiciosos planos pasargadanos de ter todo continente europeu aos seus pés. O homem - que já não era mais um garoto fantasista - afirmou que estava disposto a dedicar a sua vida inteira à sedenta ganância da Pasárgada. Sem tardar, as palavras de Saravåj convenceram Matiza Perrier, que foi contra a vontade de sua própria cônjuge e aceitou o desconhecido homem iugoslavo em seu exército. O comandante pasargadano, que costumava ser excessivamente seletivo na hora de escolher os seus soldados, mas impressionado como poucas vezes antes pela habilidade e destreza de Saravåj, não só admitiu o iugoslavo como um membro de honra de seu reinado como o fez um integrante da Elite Pasargadana. Na cabeça de Matiza, era preferível ter Constantin Saravåj como um aliado do que na oposição, afinal de contas, se tratava nitidamente de um homem perspicaz e perigoso.
A Elite da Pasárgada era um pequeno grupo de quatorze pessoas - agora quinze - que tinham funções-chave no governo pasargadano e que residiam no Castelo de Woodyard. Líderes militares. Administradores econômicos. Pessoas influentes. E, evidentemente, o rei e a rainha. Eram quem sabia e compactuava com toda sujeira que acontecia por baixo dos panos no governo de Matiza Perrier. E, dada a sua importância, os nobiliárquicos eram os pilares do presente e do futuro do império da Pasárgada: sempre que uma decisão importante pedia por ser tomada, uma reunião em mesa redonda era convocada com os integrantes da elite, para que estes entrassem em um consenso.
É interessante pôr em evidência que a fina flor da Pasárgada não era necessariamente composta por homens e mulheres capacitados e qualificados para seus respectivos cargos. A esmagadora maioria eram amigos pessoais do rei Matiza Perrier. Pessoas em quem ele confiava. Um misto de guerreiros, de fato, idôneos com cidadãos triviais e inseguros que apenas buscavam fama e poder. Naturalmente, a Elite também era composta pelas quinze pessoas mais beneficiadas com o capital desviado do povo de Acqualuza.
Saravåj foi encimado como o espião da Pasárgada e passou a usar o mesmo grande sobretudo branco de Matiza Perrier e dos principais membros pasargadanos, que levava um enorme "P" ao lado esquerdo do peito. O seu trabalho era o de apurar dados importantes dos territórios que faziam fronteira com a Pasárgada, se passando por um diplomata inglês, abrindo caminho para uma eventual invasão pasargadana. De todos os componentes da Elite Pasargadana, o iugoslavo era quem menos tinha contato com o rei. Talvez por passar mais tempo galgando de reino em reino em uma falsa missão diplomática do que no próprio território pasargadano. O único contato direto entre Saravåj e Matiza, em sua maioria, acontecia por meio de cartas ou bilhetes, com informações sucintas e diretas apuradas em terras que interessavam à Pasárgada. Na maior parte do tempo, o rei da Pasárgada sequer recordava de que Constantin Saravåj era um membro de seu esquadrão.
O guerreiro iugoslavo agia feito uma cascavel nas terras pasargadanas, esperando o momento certo para dar o bote. Mesmo após completos cinco anos da morte de Camilly Shaw, o peito do homem ainda somente conseguia abrigar raiva e rancor. Durante este meio tempo, o iugoslavo se absteve de todo e qualquer contato um pouco mais profundo com outro ser humano. Isolou-se em seus próprios pensamentos e focou unicamente em aperfeiçoar as suas técnicas de combate corpo a corpo, volta e meia invadindo e saqueando palácios, bancos e comércios dos burgueses para colocar a teoria em prática, sempre idealizando a queda da Pasárgada em seu horizonte. A medida que Constantin Saravåj arrombava portas, roubava sacos de ouro e assassinava nobres, ele tornava-se mais frio e incapaz de cometer erros ou sentir remorso.
Saravåj nunca conseguiu a total confiança e muito menos a amizade de Matiza Perrier ou de qualquer outro membro do alto escalão da Pasárgada. Mas, em contrapartida, da mesma forma, nunca esteve sob desconfiança. Aos olhos dos pasargadanos, Saravåj era um homem de poucas palavras, sempre com o rosto fechado e quase que invisível, mas que sempre arcava com as suas obrigações com rara eficiência.
Foi então que, sob a escuridão de uma fria madrugada, o guerreiro iugoslavo aproveitou-se de sua camuflagem natural entre os pasargadanos e da sua vasta experiência com roubos e furtos para saquear discretamente um cilindro metálico de acetileno, do depósito do Castelo de Woodyard. O acetileno é um gás impossível de ser avistado a olho nú e extremamente inflamável, usado na época, principalmente, como bomba.
O plano de Saravåj era, desde que colocou os pés pela primeira vez no palacete da Pasárgada, ter em mãos e explodir um cilindro médio de acetileno, causando um incêndio sem precedentes no Castelo de Woodyard. Com as chamas se espalhando pelas cortinas e pelos móveis de madeira refinada, Saravåj iria valer-se da confusão generalizada instalada pelo fogo entre as tropas pasargadanas para chegar até a sala do trono, da mesma forma que fez na noite em que ficou frente a frente com o comandante da Pasárgada pela primeira vez, e enfim, assassinaria o rei Matiza Perrier. Deixar o trono pasargadano vazio seria como jogar queijo aos ratos: por mais que, na teoria, Zoey Deschamps tivesse o apanágio de se tornar a rainha soberana após o falecimento de seu marido, os sobreviventes da avarenta nobiliarquia da Pasárgada, incapazes de entrar em concordância, dariam o pontapé inicial de uma disputa incessante pelo poder, instaurando assim, por mais uma vez, um governo instável sobre as terras de Acqualuza. Enquanto os monarcas pasargadanos testilhariam pelo domínio do império da Pasárgada, Saravåj abandonaria o seu fajuto lugar na Elite Pasargadana para se instalar no forte reino militar da Germânia, em uma crucial e sincera missão diplomática.
O reino da Germânia, do arrogante e egocêntrico rei Lindner Laiterberg, era o único governo que ainda era capaz de bater de frente com o império da Pasárgada. Em um cenário que contava com uma Inglaterra desestabilizada após uma série de escândalos envolvendo o governo de Sabino III e com o leste europeu cada vez mais mergulhado em uma profunda crise econômica, a Germânia, célebre por seu grande e organizado exército de soldados, era a única pedra no sapato da Pasárgada, que já havia tomado a Gália, a Catalunha e Coimbra (atual Portugal) para si, além de ter ao seu favor os abundantes recursos naturais da Península de Acqualuza. O clímax do plano de Saravåj contra a Pasárgada era agir em conjunto com Lindner Laiterberg, aproveitando-se da prepotência do mesmo. O guerreiro iugoslavo tinha em mente denunciar a fragilidade momentânea do reino pasargadano ao rei da Germânia, instigando-o a usar esta oportuna situação à seu favor para invadir as terras pasargadanas, que sequer contariam com um rei para mobilizar as suas tropas visando se defender, para assim, no fim das contas, tomar o vasto reino da Pasárgada para si. Sem a presença de um governo e com o foco voltado para um briga de interesses interna, a Pasárgada estaria totalmente desprevenida diante do ataque e deveria ser esmagada pela robusta hoste germânica em questão de semanas.
Após a queda pasargadana, Laiterberg certamente não se sairia bem em sua primeira experiência como imperador, ao ver tantos territórios sob sua responsabilidade. E, no decorrer do efeito dominó, sob a tutela de um regime menos sólido e menos rigoroso em relação à Pasárgada, cidadãos subversivos gauleses, catalães e coimbrenses provavelmente dariam início a um natural processo de revolução e independência, que tinha tudo para ser bem-sucedido. Mas, em todo caso, ainda que o monstro europeu se tornasse a Germânia e esta viesse a concretizar o plano de colocar a Europa inteira de joelhos, que no princípio era pasargadano, pouquíssimo importava para Constantin Saravåj. Contanto que ele pudesse usar o exército germânico como fantoche para massacrar a Pasárgada e devolver na mesma moeda o calvário que o reino de Matiza Perrier o fez passar há exatos cinco anos, não era significativo o final daquele roteiro. O planejamento de Saravåj não era perfeito e estava recheado de brechas. Mas havia chegado o momento de contar com o acaso - ou com a justiça divina, se esta de fato fosse real. Inspirado na CAJA, o iugoslavo definiu data e hora para realizar a sua conflagração.
Tudo caminhava como o articulado por Saravåj, até que, durante uma noite, o guerreiro despertou em seu quarto no Castelo de Woodyard com uma mão sobre a sua boca. Sem pensar duas vezes e em um movimento rápido e violento, o iugoslavo, em questão de segundos e sem dar tempo de reação ao seu oponente, levantou-se ferozmente e prensou o invasor contra a parede, batendo com força o corpo do desconhecido contra a madeira fina da parede de seu quarto. Mesmo em meio ao breu da madrugada, pôde identificar o rosto familiar: Randolph Mayoral. Inglês com descendência catalã, era o braço-direito de Matiza Perrier e comandante geral do exército da Pasárgada, além de ser a pessoa mais próxima do rei, em quem Matiza Perrier confiava cegamente. Cochichando para evitar chamar a atenção dos guardas noturnos, Saravåj perguntou à Randolph quais eram as suas intenções ali. Randolph Mayoral levantou as suas mãos calmamente, em um gesto de rendição, e afirmou que tinha o melhor dos propósitos. Estava ali para fazer um acordo. Saravåj soltou Randolph, que começou a caminhar lentamente pelo pequeno quarto enquanto falava. O inglês disse que estava observado Constantin Saravåj há algum tempo. Para ele, toda incógnita que envolvia o iugoslavo deixava evidente que este mesmo tinha segundas intenções nas terras pasargadanas. Randolph alegou que foi um espectador do furto de Saravåj ao depósito de Woodyard.
Neste instante, o iugoslavo arregalou os olhos e viu os seus cinco anos de planejamento se esvairando diante de si. Percebendo a aflição de Saravåj, Randolph riu e prometeu que não havia procurado pelo iugoslavo para fazer chantagens. O braço-direito de Matiza Perrier disse que também estava arquitetando uma rebelião contra a Pasárgada. Revelou que não considerava Matiza como digno de liderar um império tão poderoso como o pasargadano. Afirmou que não considerava como justo que Matiza Perrier, um mísero coitado que via a si mesmo como uma figura divina na Terra, tivesse tanta sorte. Sorte para ter metade da Europa à sua disposição. Sorte para ter seus pés beijados pelo povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E sorte para ter uma mulher maravilhosa ao seu lado - a quem ele traía constantemente e abertamente. Randolph Mayoral invejava Matiza Perrier, e estava somente esperando o momento adequado para derrubar o atual rei da Pasárgada de seu pedestal. Saravåj sorriu e disse para Randolph que seria uma honra tê-lo como aliado na revolta contra a Pasárgada.
De imediato, Randolph teceu as suas mudanças na estratégia de Constantin Saravåj: nada de acetileno, explosões ou chamas se alastrando pelo castelo. O inglês preferia optar por preservar o patrimônio histórico, mas sem deixar de lado a matança: o plano de Randolph era fazer do motim contra o governo de Matiza Perrier um enorme e sanguinário espetáculo teatral. Sobretudo, o delineamento do inglês se baseava em fazer com que os seus mais competentes e confiáveis soldados, integrantes do próprio exército nobre pasargadano, dos quais Randolph Mayoral era o capitão, penetrassem na sede da Pasárgada travestidos de cidadãos acqualuzenses, causando um alvoroço absoluto no esquadrão de guerreiros pessoais de Matiza Perrier, que seria atacado de surpresa. Não seria uma tarefa difícil convencer os guerreiros a virarem as suas costas para o rei com ilusórias propostas, envolvendo ouro e reconhecimento. Sem os seus habituais uniformes, com vestes de pano, portando espadas de ferro barato e com o hino de guerra "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!", em alusão à revolução de 1416, os súperos oficiais de Randolph Mayoral teriam a falsa invasão ao Castelo de Woodyard facilitada por ele próprio, que sabotaria as principais entradas do palacete - tarefa que Randolph dividira com Constantin Saravåj. Já dentro do palácio pasargadano, os hábeis oficiais de Randolph, sob a fantasia de militantes do povo de Acqualuza, repetiriam o Domingo Sangrento. Seria acrescida mais uma noite de chacina aos nobres na história da Península de Acqualuza.
O que por trás das cortinas era uma traição ao rei minuciosamente calculada pelos membros do mais alto escalão da Pasárgada, Randolph Mayoral e Constantin Saravåj, aos olhos da Pasárgada, do povo e de toda Europa teria todos os componentes de uma inesperada revolta popular. Seria a explicação mais plausível e não haveriam motivos para suspeitar-se de que Matiza sofrera uma apunhalada pelas costas de um próprio oficial pasargadano, fazendo com que a emboscada de Randolph e Saravåj passasse despercebida por todos. No desfecho, os planos dos dois integrantes da Elite eram idênticos: culminariam com a morte do atual rei da Pasárgada e com o abalamento absoluto da mesma. Saravåj animou-se, elogiou e acatou o planejamento de Randolph Mayoral, e ambos consolidaram a improvável aliança com um firme aperto de mão. Com o sol já nascendo ao Leste, Constantin Saravåj fez questão de abrir a porta de seu quarto para seu cúmplice, para que, a partir do instante em que Randolph cruzasse a porta, ambos dessem início aos preparativos da cova de Matiza Perrier.
Eram quase cinco horas da manhã. Quando enfim pôde voltar para sua cama, Saravåj sentiu um peso de duas toneladas sob seu travesseiro. O iugoslavo sabia que não podia confiar em Randolph Mayoral. Ficava óbvio nos olhos do inglês que o seu plano da rebelião contra a Pasárgada tinha um fundo falso. A real intenção de Randolph era sentar-se no trono vazio da Pasárgada depois da morte de Matiza Perrier, a quem ele fingia admirar. Disso, Saravåj não duvidava: Randolph, de fato, faria tudo o que fosse necessário para ter a Europa inteira à sua disposição. Para ter os seus pés beijados pelos cidadãos da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E para ter Zoey Deschamps - que era uma bela e formosa mulher - como sua esposa. Chegava a ser ridículo de tão óbvio. Trocar Matiza Perrier por Randolph Mayoral seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia. Sob a visão de Saravåj, Randolph nada mais era do que uma versão menos ingênua do atual rei da Pasárgada. Para que o plano do guerreiro iugoslavo tivesse sequência, o trono pasargadano deveria permanecer vago. Se Randolph Mayoral se auto-coroasse rei da Pasárgada, o seguimento do planejamento de Saravåj perderia o sentido. Saravåj tinha que encontrar uma forma de matar dois coelhos com uma tacada só e tirar tanto Matiza quanto Randolph de seu caminho na noite da fajuta revolta contra o governo pasargadano. Para isso, Saravåj seguiu com a sua encenação. Fingiu ser um leal companheiro de Randolph Mayoral até o dia 11 de Abril de 1420, que, por ironia da vida, era exatamente o mesmo que o inglês fazia com o rei Matiza Perrier.
Eram sete horas da noite. Por coincidência do destino, mais uma vez em uma noite chuvosa, uma tropa de mais de cem homens vestindo roupas simples conseguiu arrombar a principal entrada do Castelo de Woodyard, avançando violentamente dentro deste mesmo pelo salão principal, aos berros. A guarda do castelo foi pega completamente desprevenida. Teoricamente, a segurança deles deveria estar garantida pelos altos e fortes portões de madeira do palacete. Muitos dos guerreiros de Matiza Perrier sequer estavam com suas armas de combate em mãos quando os revolucionários adentraram em Woodyard. Era inegável que Randolph Mayoral sabia como capacitar um esquadrão. Os supostos invasores acqualuzenses avançavam rapidamente dentro da sede da Pasárgada, dizimando sem fazer muito esforço as tropas pessoais de Matiza Perrier.
Naquele mesmo instante, no ponto mais alto do palacete de Woodyard, todos os componentes da Elite Pasargadana - todos, exceto um - estavam reunidos, na habitual mesa redonda de mármore, já cientes de que estavam diante de um ataque de seus próprios cidadãos. Eram várias as perguntas sem respostas. Teria o povo enfim descoberto sobre a corrupção pasargadana? Era a explicação mais verossímil para uma revolta tão repentina. Mas como? Haveria então um traidor infiltrado entre eles naquela sala? Inúmeros integrantes do alto escalão da Pasárgada exaltaram-se e encheram o peito para apontar dedos uns aos outros, fazendo acusações sem provas nem fundamentos. No meio do tumulto, estava o próprio mentor da investida contra os pasargadanos que acontecia alguns andares abaixo dos mesmos. E foi exatamente Randolph Mayoral quem acalmou os ânimos de seus colegas da nobreza com discursos repletos de cinismo. Randolph afirmou que, como Comandante Máximo do Esquadrão de Elite da Pasárgada, era seu dever expor-se ao perigo e descer ao salão principal do palácio para movimentar o exército da Pasárgada, na tentativa de evitar que o desastre alcançasse proporções ainda maiores, sempre em companhia de seu co-comandante, Marcell Cabral. O poderoso homem que estava sentado no centro da mesa redonda, Matiza Perrier, concordou prontamente com Randolph Mayoral.
Marcell Cabral, catalão de origem que foi criado na Inglaterra após ser rejeitado por seus próprios pais, era um amigo de infância de Matiza e um dos membros pioneiros da Elite da Pasárgada. Todavia, do mesmo modo, era um dos integrantes menos importantes e favorecidos do seleto grupo dos "quinze". O comandante pasargadano arrependeu-se amargamente de ter nomeado Marcell Cabral como integrante de seu alto esquadrão. Matiza Perrier julgava o catalão como inapto e intelectualmente muito abaixo dos demais. De fato, Marcell era um garoto inseguro e introvertido, que não demonstrava vocação em nenhuma área do militarismo. Tinha pouca intimidade com armas de combate e também não tinha desenvoltura suficiente para se tornar diplomata ou governante. Geralmente, era isento nas tertúlias da Elite Pasargadana e sequer opinava. Por fim, escondeu-se como co-comandante do primeiro escalão do exército pasargadano, em uma função que se simplificava a somente acompanhar o comandante supremo Randolph Mayoral. Exerceu essa função como pôde, por anos. Até aquela noite.
Enquanto desciam a sequência de escadas do Castelo de Woodyard, Randolph apunhalou Marcell covardemente, pelas costas. Com um pequeno e afiado punhal em mãos e com o catalão já agonizando no chão, o inglês esfaqueou Marcell Cabral mais uma vez, desta vez cirurgicamente na veia jugular de seu pescoço, dando um rápido e trágico fim ao sofrimento de Marcell. Marcell Cabral, por mais que fosse facilmente maleável, era uma testemunha em potencial do golpe contra o rei Matiza Perrier. O corpo sem vida do jovem catalão, em poucos segundos, foi coberto por uma grande poça de sangue, que pingava lentamente gotas cor vermelho-vivo entre um degrau e outro.
Randolph Mayoral, disposto a realizar barbaridades em nome do assassinato de Matiza, na intenção de usurpar o trono da Pasárgada do mesmo, passou a comandar os seus homens de perto quando chegou ao palácio principal. No salão, abriu um grande sorriso quando avistou incontáveis guerreiros que levavam a letra "P" ao peito caídos no chão, já sem vida. O Exército de Elite da Pasárgada, disfarçado de indignados representantes do povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse menor em quantidade, se fazia maior em sua força de combate. Era só uma questão de tempo até que os rebeldes progredissem até a sala do rei e tivessem a cabeça de Matiza em suas mãos. Era nítido que o exército de Matiza Perrier estava desorganizado e, acima de tudo, amedrontado. Totalmente incrédulo de que o que estava acontecendo era real.
Entretanto, poucos minutos depois de Randolph chegar ao palácio principal e começar a proferir palavras de ordem aos invasores, pôde-se ouvir um estrondo ensurdecedor. Como um trovão que caíra dentro do Castelo de Woodyard ou como uma bomba que acabara de explodir nas proximidades do palácio. Após o barulho, soldados dos dois lados do campo de batalha permaneceram estáticos. Randolph Mayoral tentava disfarçar a sua inquietação mordendo os lábios. Ninguém conseguia imaginar o que poderia ter ocasionado um som tão alto e agudo. Foram segundos de tensão no palacete de Woodyard, até que, pasargadanos e acqualuzenses sentiram um calor descomunal em seus corpos. A temperatura do ambiente subiu aceleradamente. E quando os guerreiros, enfim, olharam para os lados, observaram chamas se alastrando pelas quatro paredes do palácio principal. Com seus olhos refletindo o fogo ardente, Randolph Mayoral não teve dúvidas: Saravåj havia quebrado o pacto.
O inglês permaneceu inerte, sem sequer morder os lábios desta vez. Constantin Saravåj havia colocado tudo a perder. Observando os seus homens lutando contra um adversário a mais, Randolph foi forçado a admitir em poucos minutos que a operação que prometia ser o pontapé inicial de um eventual governo pasargadano sob sua tutoria havia fracassado. Randolph Mayoral, enfim, tomou a relutante decisão de ir na mão contrária de todo pensamento que havia passado pela sua cabeça nas últimas semanas e rugiu para todas paredes do saguão principal, ordenando que os revolucionários cessassem a invasão. Os soldados da Elite Pasargadana, ainda travestidos de cidadãos de Acqualuza, retardaram para compreender o comando. O comandante do Exército de Elite da Pasárgada organizou o seu pelotão e mudou o alvo dos guerreiros: a meta, a partir daquele instante, era defender a sala real e caçar o atual espião da Pasárgada por todo metro quadrado do palacete. Randolph não sabia exatamente quais eram as intenções de Saravåj com o incêndio, mas era evidente que àquela altura do campeonato o iugoslavo era mais um inimigo do que qualquer outra coisa. Um grande ponto de interrogação invadiu o inconsciente de todos aqueles homens com vestes de pano de segunda sujas com sangue. Chegava a ser paradoxal. Há alguns minutos atrás, todos eles estavam dando a alma para assassinar Matiza Perrier a todo custo. E agora, por mais controverso que soasse, a missão era proteger o mesmo Matiza Perrier. E como se não bastasse, nenhum dos pasargadanos sabia com precisão quem era o responsável pela espionagem na nobiliarquia da Pasárgada. Nenhum daqueles homens tinha a mínima noção de quem era Constantin Saravåj Mandragora. Tão perdidos quanto os soldados pessoais de Matiza, os homens do Exército de Elite da Pasárgada tentaram seguir à risca a determinação de seu capitão, ignorando as chamas que se dispersavam pelas paredes como se houvesse um dragão feroz dentro do Castelo de Woodyard.
Alguns andares acima, Constantin Saravåj vivia um déjà vu após explodir com sucesso o cilindro de acetileno. O iugoslavo, ainda vestindo o sobretudo branco pasargadano, fintava os mais competentes combatentes da Pasárgada - tanto os que usavam fardamento quanto os que usavam trapos - e dançava com o fogo. Com a mesma velocidade anormal da noite em que invadiu Woodyard pela primeira vez, Saravåj concentrava todos os seus esforços em chegar no trono do rei antes dos pasargadanos. Matiza não podia fugir. Os seus cinco anos de planejamento dependiam apenas de sua competência. O espião conhecia o palácio como a palma de sua mão e não demorou muito até que Saravåj, se livrando de todos homens da Pasárgada sem nem mesmo colocar as suas mãos nas duas espadas que carregava nas costas, chegasse com êxito ao luxuoso salão de Matiza Perrier.
Contudo, lá o guerreiro iugoslavo somente pôde observar chamas. Nos quatro cantos da sala. O fogo consumia com voracidade todo móvel de madeira refinada. Subia rapidamente pelas enormes cortinas vermelhas. Derretia todo ouro que havia ali por puro capricho. Mas o trono estava vazio. Não havia nenhum rei. Não havia cetro de ouro, nem manto real. O comandante da Pasárgada não estava ali. Matiza Perrier havia conseguido driblar o incêndio e foi bem-sucedido em sua fuga, sem deixar quaisquer vestígio. Saravåj caminhou vagarosamente até o meio da sala real, tremendo, desconsiderando a temperatura-ambiente absurdamente alta. O iugoslavo olhava em câmera lenta para todos os lados, como uma criança que conhece um lugar pela primeira vez. O curto fio de esperança que dizia para o coração de Constantin Saravåj que tudo daria certo calou. Aquela sala vazia era o seu segundo calvário. Aquela mesma sala onde ele havia colocado Matiza Perrier no chão em poucos segundos. O iugoslavo sentiu a solidão monstruosa de estar sozinho com as chamas. No meio do salão, agachou e levou as mãos ao rosto, como se fosse desabar em lágrimas. E soltou um berro desumano.
As tropas pasargadanas se mobilizaram e controlaram o fogo em poucas horas. As perdas materiais foram inestimáveis. O aroma de cinzas corria por todas as salas do palácio. Muitos integrantes da Pasárgada tiveram os seus corpos degenerados pelo fogo e muitos mais tiveram o seu peito transpassado pelas espadas dos rebeldes. Foram quase mil baixas humanas para a Pasárgada, incluindo Marcell Cabral, membro da elite. Foi a maior chacina ante os monarcas desde o Domingo Sangrento.
Ainda antes que o dia se desse por terminado, o soberano Matiza Perrier não tardou para convocar uma assembleia imediata com todos os quinze membros da Elite Pasargadana. Ainda não estava claro na cabeça do rei o que havia acontecido naquela noite. Uma revolta popular? Mas por que? Como simples camponeses sabotaram a entrada de Woodyard? E como conseguiram causar um incêndio em proporções tão catastróficas? Uma pergunta levava a outra e nada parecia fazer sentido. O rei sabia que decisões pediam por serem tomadas, mas sequer sabia quais eram elas. Todos pasargadanos necessitavam clarear as suas ideias.
Na tradicional mesa redonda, Matiza, em sua primeira fala, ensaiou um fingido discurso de condolência a Marcell Cabral, pelos simbólicos serviços prestados pelo mesmo antes de sucumbir em combate - como se o catalão tivesse sido realmente primordial e valorizado dentro da Pasárgada. Após uma hora de debate, todos os nobres entraram em concordância. Na teoria proposta por Matiza Perrier, um pequeno grupo de revolucionários acqualuzenses, de fato, havia se rebelado e tentado derrubar o governo da Pasárgada naquela noite. A revolta popular era a explicação mais sã, embora fosse impossível dizer como os camponeses levaram tanta vantagem sobre soldados do mais alto escalão da elite pasargadana e de onde vieram as chamas que percorreram o palacete. O plano dos rebeldes clandestinos havia, sem sombra de dúvidas, sido muito bem arquitetado. Com isso, o alerta de Matiza e da Pasárgada foi ligado: existiam pessoas descontentes com o governo pasargadano vigente dentro da Península de Acqualuza. Era difícil saber quem eram e quantos eram. Mas, aparentemente, alguns cidadãos acqualuzenses tinham descoberto o antídoto para a cegueira social que a Pasárgada enraizou naquela região. Agora também haviam vozes contra os pasargadanos. O rei da Pasárgada não podia ir contra os seus fictícios ideais democráticos e simplesmente determinar a árdua perseguição de todos os seus opositores políticos. Matiza, prezando pela sua boa imagem perante o povo, deu carta branca para que os soldados da Pasárgada dessem um fim traumático a todo tipo de agitação revolucionária, mas como sempre, por trás das cortinas e embaixo dos panos. Com a cara limpa, o comandante continuaria discursando de modo hipócrita aos populares sobre a importância da pacificação e do direito igual a todos os cidadãos.
Na realidade, Matiza Perrier declarou guerra a um adversário inexistente: a alienação do povo seguia perfeita. O seu verdadeiro inimigo estava muito mais próximo do que ele podia imaginar. Randolph Mayoral, sempre presente à direita do rei, somente concordou com a cabeça com tudo o que Matiza Perrier expôs e deu gargalhadas falsas das piadas de péssimo gosto que o rei pasargadano emendava entre uma frase e outra.
Contudo, antes que a reunião da Elite da Pasárgada se desse por encerrada, Matiza Perrier percebeu pela primeira e única vez que havia uma cadeira vazia entre eles. Uma cadeira escondida à direita, no fundo. Era onde deveria se fazer presente o iugoslavo Constantin Saravåj. Milhares de hipóteses invadiram os pensamentos do rei pasargadano naquele momento. Talvez Saravåj tivesse tido o mesmo infeliz fim de Marcell Cabral durante a invasão dos rebeldes. Ou quiçá o guerreiro iugoslavo, sempre tão misterioso e retraído, fosse o artífice da agitação do povo acqualuzense contra os pasargadanos, instruindo os cidadãos da península em oposição à Pasárgada após denunciar aos populares a corrupção furtiva da administração de Matiza Perrier. Ou então o ex-espião pasargadano simplesmente tivesse se aproveitado do alvoroço para abandonar a Elite da Pasárgada sem dar satisfações para ninguém e dar novos rumos para a sua vida em outro lugar. Por mais que fosse divertido criar explicações para o sumiço do iugoslavo, o paradeiro de Constantin Saravåj era insignificante para Matiza, desde que este não cruzasse o caminho da Pasárgada mais uma vez. O essencial era que a Pasárgada seguisse mais forte do que nunca. Afinal, o trono de Matiza Perrier persistia intacto e o seu governo tinha cada vez mais o clamor popular. Os pasargadanos caminhavam a passos largos rumo ao seu lugar ao sol no velho continente. A Europa logo contemplaria o maior império que a humanidade já viu. Era apenas questão de tempo. Por mais injusto que fosse, Matiza Perrier tinha impreterivelmente o mundo em suas mãos.
Algumas horas depois da revolta dos cidadãos contra os pasargadanos, nas redondezas do Castelo de Woodyard, um homem encapuzado, vestido de preto dos pés à cabeça, fingia ler um jornal britânico em uma casa noturna. O sujeito somente passava os seus olhos nos letreiros do folhetim, enquanto se concentrava na conversa de dois homens que bebiam rum ao seu lado. Os amigos comentavam sobre o incêndio na sede da Pasárgada. Por mais que o fogo tenha se alastrando por boa parte do palacete, os representantes do governo pasargadano afirmaram que a gênese das chamas fora uma simples vela que caiu acidentalmente sobre uma majestosa cortina de tecido fino. Era óbvio. A Pasárgada não queria demonstrar instabilidade em seu governo.
O homem misterioso já havia escutado o suficiente. Ele levantou-se e se sujeitou ao chuvisco daquela madrugada. O indivíduo caminhou calmamente por alguns minutos, até que parou no exato lugar que deveria representar a linha imaginária que dividia a Península de Acqualuza, na Catalunha, e a vila de Balistres, na Gália. Exatamente na fronteira, o homem retirou o seu capuz, suspirou fundo, como nunca havia suspirado em toda sua vida e voltou os seus olhos ao céu, que abrigava milhões de estrelas naquela noite. O seu nome era Constantin Saravåj.
Naquela mesma noite, à alguns quilômetros do Castelo de Woodyard, uma artista nômade gaulesa que viajava pela Europa levando espetáculos artísticos para zonas periféricas deu a luz à sua primeira filha. A criança nasceu forte e saudável, e logo passou para os braços do pai, também um artista gaulês que partilhava da mesma ideologia de sua mulher. A menina erradiava alegria e paz com o seu choro de vida.
O seu nome era Anne.
A criança da profecia.
[Para os mais espertinhos: eu sei, a Iugoslávia só se formou no começo do século XX, após a Primeira Grande Guerra. A minha trama, de facto, se vale de alguns fatos históricos, como a Idade Média, a conjuntura social desta época e de regiões como a Gália e a Germânia, mas não tem exatamente um compromisso com a história como nós conhecemos. Eu queria um país que aglomerasse toda a região dos Bálcãs para ser o berço do Saravåj, e, talvez por falta de criatividade no momento, batizei essa região de Iugoslávia. Posteriormente, pode ser que eu chame essa tal "Iugoslávia" por outro nome, pra fugir desse impasse - e eu tô totalmente aberto a sugestões, hein. Para os mais espertinhos ainda: eu também sei, o acetileno só foi descoberto em 1800 e tantos. Como eu disse: o universo de Steel Hearts tem a sua própria história alternativa e uma realidade diferente da nossa - e isso serve para qualquer outra dissonância histórica na minha trama].
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
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2018.08.31 03:13 TheWaxObserver Mudança de personalidade repentina?

Esse desabafo vai ser bem longo, mas preparei um TL;DR no final.

Há um tempo atrás, eu estava no ponto de ônibus em frente ao trabalho, esperando minha linha para poder voltar pra casa. Foi um dia cansativo, então lá estava eu me esforçando para não cochilar em pé. Até que uma garota que acabou de chegar no ponto me cutuca e pergunta se uma certa linha já havia passado, era a mesma que eu estava esperando. Respondi que também estava esperando aquela linha, e que desde o tempo que estava lá, o ônibus ainda não havia passado. Ela agradeceu, e em seguida puxou um outro assunto que logo se prolongou e serviu de ponte para mais um assunto, e assim ficamos conversando até a chegada do ônibus. Minha parada foi a primeira a chegar, e quando eu estava me preparando para desembarcar, ela se apresentou e agradeceu pela (breve) companhia que eu acabei fazendo a ela no percurso de volta. Nos apresentamos e em seguida nos despedimos e então desembarquei do ônibus.
Não era algo com o qual eu estava acostumado, as pessoas normalmente só me pedem informação e seguem suas vidas ignorando a minha presença logo em seguida, havia sido a primeira vez que uma conversa simplesmente fluiu com uma pessoa que eu nunca havia visto antes, aposto que quem olhasse de longe pensaria que éramos conhecidos de longa data, não dois estranhos. Acabei ficando com isso na cabeça até o dia seguinte, onde no mesmo local e no mesmo horário lá estava ela, que me recebeu com um simpático sorriso.
Esse segundo dia não foi muito diferente do primeiro: conversamos, demos risada e quase perdemos o ônibus de tão envolvidos que estávamos na conversa. Ela perguntava bastante sobre mim, minha família, meu trabalho, minha história e demonstrava um grande interesse em saber mais de mim. Comigo não era muito diferente, eu realmente senti como se algo tivesse "clicado" em minha mente e me dizia em letras garrafais para conhecer melhor essa garota, e então eu perguntava mais e mais sobre ela, assim como ela fazia de mim. Então, um pouco antes de desembarcar do ônibus, pedi o contato dela, e ela (com um enorme sorriso no rosto) me passou um número do telefone, e foi desse dia em diante que começamos a nos falar por mensagem praticamente todo dia.
Nós (quase que literalmente) conversávamos sobre a vida, o universo e tudo mais. Não havia sequer um assunto que gerava aquele momento incômodo de silêncio que pra muitos é desconfortável. Qualquer assunto rendia desde risadas a reflexões profundas para ambos, e isso estava me fazia um bem enorme, eu simplesmente adorava conversar com ela e parecia que era algo recíproco. Um dia, eu dei a sugestão de sairmos juntos em um final de semana para tomarmos um café, ou simplesmente passear em um parque que tem no bairro onde moramos. Veja bem, foi um convite bem casual até porquê eu não sou do tipo que chama outra pessoa para sair pela primeira vez com intenção de tentar fazer algo sério rolar, eu chamei porquê valorizo bastante a companhia dela e queria poder passar um tempo conversando pessoalmente sem ter que ficar me preocupando com a chegada do meu ponto de desembarque do ônibus, por exemplo. Ela então disse que topava, porém teria que ser depois de um compromisso que ela tinha naquele final de semana. Por mim tudo bem, a gente se encontraria logo após o compromisso dela: uma prova de concurso.
Então, finalmente chegou o fim de semana e com ele o dia da nossa saída. Ela me manda mensagem um tempo antes do horário que combinamos de nos encontrar perguntando se eu iria ficar muito chateado se nós remarcássemos a saída para outro dia, pois estava super cansada da prova. Eu então digo a ela que sem problemas, poderíamos remarcar para outra data, afinal fazer prova de concurso é bem cansativo mesmo. Ela agradeceu, disse que eu sou fofo por ser compreensivo com isso e nós ficamos conversando através de mensagens pelo resto da noite, até ela cair no sono enquanto conversava.
Continuamos em nossa rotina de nos falarmos todo dia por mais algumas semanas, até que eu novamente a convidei para sair no final de semana seguinte. Dessa vez ela reagiu diferente, disse que adoraria mas que não podia pois iria visitar a família que mora em outra cidade, que até iria emendar a sexta-feira no trabalho pra aproveitar mais. Eu aceitei numa boa, e disse que poderia ser no final de semana seguinte caso ela pudesse. E ela aceitou, parecendo estar bem empolgada com isso.
Porém, no dia seguinte, percebi que algo estava estranho: nossas conversas não estavam mais rendendo como antes, pois em diversas vezes ela simplesmente acabava o assunto com uma resposta monossilábica, ou visualizava e parava de responder às mensagens. Eu não a via pessoalmente mais, pois ela dizia que estava fazendo um horário complicado e muitos dias teria que ir para a sede da empresa, que fica em outro bairro da cidade. E isso foi se seguindo até o dia da nossa saída, quando pela manhã ela me mandou mensagem dizendo que não ia poder sair pois surgiu um imprevisto no trabalho e ela teria que trabalhar no final de semana. Aceitei numa boa (novamente), e então fui passear com um grupo de amigos da faculdade. Mais tarde, quando tentei puxar assunto com ela, ela visualizou e não respondeu a mensagem. Então resolvi fazer um teste, com uma atitude que não me orgulha muito: como quem iniciava as conversas era sempre eu, então resolvi esperar que ela viesse me chamar para conversar por mensagem já que pessoalmente nós não nos víamos há semanas.
Para minha (infeliz) surpresa, ela não me chamou no primeiro dia, nem no segundo e muito menos após 1 semana desde que coloquei esse "teste" em prática. Essa ausência dela me deixou bem triste nos primeiros dias, pois pelo breve histórico que tínhamos é algo que faz uma falta tremenda ter alguém assim para conversar. Fico me perguntando se isso tudo foi um erro meu, se meu convite foi mal interpretado ou algo do tipo, e ela não encontrou outra forma de "passar a mensagem" que não se distanciando do jeito que rolou...

TL;DR: Conheci uma garota e nos demos super bem logo de primeira, conversávamos praticamente o dia inteiro sobre diversos assuntos. Chamei ela pra sair comigo duas vezes, com o intuito de desenvolver uma amizade mesmo e ela desmarcou nas duas. Depois disso ela começou a dar respostas curtas e não querer conversar tanto. Resolvi parar de chamar por alguns dias para ver se ela me mandava mensagem e ela nunca mais me mandou mensagem/falou comigo...
EDIT: Acho que dei a entender no texto que eu tive interesse amoroso nela, mas não é isso. Eu queria mesmo era desenvolver uma amizade com ela, justamente por ser uma pessoa tão bacana de conversar. Eu demoro muito pra desenvolver interesse amoroso com uma pessoa, então não é esse o caso com ela.
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